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O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), está outra vez às turras com o Palácio do Planalto, queixando-se de dificuldades de emplacar indicados até em cargos inexpressivos, como gerente do Banco do Brasil. O problema se agrava à medida em que se aproxima o fim da gestão. Irritado, chegou a desligar o telefone, interrompendo uma discussão com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
Tripudiou
Marco Maia se sentiu ofendido e se descontrolou com o oferecimento de um cargo na agência do BB em Angola.
Vada a bordo, cazzo!
Mais de 300 deputados presenciaram a cena de Marco Maia abandonando o barco no meio da votação.
Novo zumbi
O Planalto está mais preocupado com a sucessão de Marco Maia, que parece temer o ostracismo como destino, após o fim de sua gestão.
Cantilena
No início do governo Dilma, reclamando de "desprestígio", Marco Maia boicotou eventos no Planalto aos quais o protocolo pedia sua presença.
Caixa como fonte
Ontem à noite, o PTB evoluiu para buscar uma solução técnica, recrutando um funcionário da Caixa para presidir a Conab.
PT à espreita
O PT tenta passar a perna no PTB e emplacar no comando da Conab o diretor de Política Agrícola, Silvio Porto, indicado por Gilberto Carvalho.
Inconformados
O PMDB-CE não se conforma: queria aproveitar o rolo na Conab para promover Matheus Gadelha, neto do deputado Mauro Benevides.
Presente baiano
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) mandou ao colega Sérgio Cabral as gravações de conversas de lideranças de PMs e bombeiros tramando o motim, com o objetivo de inviabilizar o carnaval do Rio.
Sabotagem no Metrô
O governo do DF suspeita de sabotagem nos trens do metrô, que todos os dias voltam às oficinas com misteriosos defeitos. Menos de um mês após o fim da última greve, que durou 37 dias, metroviários ameaçam nova paralisação, liderados por pelegos sob controle do PSOL.
Alívio
Assim que foi informada da desocupação pacífica da Assembleia Legislativa da Bahia, ontem, logo cedo, a presidenta Dilma telefonou ao governador Jaques Wagner, parabenizando-o pela condução da crise.
Combatente
No Exército, são cáusticas as criticas à atitude do general Gonçalves Dias, que, diante de PMs amotinados na Bahia, que tinha o dever de meter na cadeia, ele apenas confraternizou. E até chorou.
Coro dos descontentes
A orelha da presidenta Dilma esquentou na quarta à noite. A cúpula do PMDB se reuniu com o vice Michel Temer para reclamar do tratamento que recebem do governo e da fome do PT por cargos.
Carta
Líder de PMs e bombeiros do DF, o ex-deputado João de Deus diz esperar do governador Agnelo Queiroz (PT) o cumprimento dos compromissos que ele assumiu durante a campanha, e por escrito.
Royalties nas eleições
As bancadas carioca e capixaba estão preocupadas com o andamento do projeto que redistribui royalties do petróleo. Temem que deputados de outros estados o aprovem logo, para tirar proveito eleitoral.
Imortal paulista
Aposentado desde 2009 no Supremo Tribunal Federal, o ministro Eros Grau foi alçado à condição de imortal: sem chances na ABL, contentou-se com uma cadeira na Academia Paulista de Letras.
PODER SEM PUDOR
Marvada conselheira
Arthur Virgílio (AM), era senador e líder do PSDB na oposição ao governo Lula, quando pediu vista e retirou da pauta, na Comissão de Assuntos Econômicos, um projeto sobre isenção de IPI para aguardente de cana-de-açúcar. "O PSDB votará contra", antecipou. E provocou, como se também não apreciasse a "marvada":
- Temo que decisões de certos presidentes possam ter sido tomadas sob o efeito desse produto brasileiro de exportação...
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