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Localizado dentro da zona de amortecimento da Floresta Estadual de Uaimii, com ocorrência de mata atlântica, um dos biomas mais protegidos pela legislação ambiental, o projeto Moradas Casa de Pedra já recebeu um primeiro sinal verde do Conselho de Desenvolvimento Ambiental de Ouro Preto (Codema), que não identificou impedimentos, de acordo com as políticas municipais, à implantação do empreendimento. Ainda assim, diante do porte do projeto, foi criado um grupo técnico para acompanhar e fazer as recomendações necessárias durante o processo de licenciamento.
Agora, o projeto aguarda análise técnica do pedido de licença prévia na Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) para ser encaminhado ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), que decidirá sobre a viabilidade ou não do empreendimento e possíveis condicionantes à sua implantação.
No formulário de caracterização do empreendimento, a EPO Engenharia, responsável pelo projeto, fala em mil lotes com uma área média de mil metros quadrados, distribuídos em 5,3 milhões de metros quadrados, ou 539 hectares, o equivalente a 539 campos de futebol. A densidade populacional declarada pelo empreendedor foi de 7,42 habitantes por hectare, que somariam 3.773 novos moradores ao distrito.
Prefeitura espera geração de emprego e renda
Para o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, o projeto pode beneficiar Glaura com a geração de empregos e renda, desde que se observem os requisitos legais de preservação do patrimônio e meio ambiente. "A posição da prefeitura é compatibilizar patrimônio cultural e natural com desenvolvimento urbano. Mas entendemos que as pessoas que moram ou que têm sítios na região se preocupem com o fato de que Glaura possa crescer muito e deixar de ser o pequeno arraial que eles gostariam que sempre fosse", afirma o prefeito, lembrando que a Igreja Matriz de Santo Antônio é tombada pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Na avaliação do secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano de Ouro Preto, Gabriel Gobbi, que também preside o Conselho Municipal de Política Urbana da cidade, o projeto está de acordo com a vocação do distrito. "A região, em função da qualidade do clima, da topografia e do verde, tem uma grande vocação para habitação e turismo. Não há como evitar que Glaura cresça. O importante é crescer com planejamento", pondera.