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BRASÍLIA - A Polícia Militar promoveu ontetm a retirada dos cerca de 500 manifestantes que ocupavam a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A operação foi pacífica e considerada "um sucesso absoluto" pelo coronel Alberto Pinto, da PM do Distrito Federal. O prédio estava ocupado desde quarta-feira por pessoas que pediam o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM). Ontem, durante a manhã, foi invadido por partidários de Arruda. Os ânimos ficaram acirrados e houve receio de confronto entre os dois grupos.
Durante a retirada, alguns manifestantes contrários a Arruda adotaram atitude de resistência pacífica e se deixaram arrastar pelos policiais para dentro dos ônibus que os levariam à Universidade de Brasília (UnB).
Segundo o coronel Alberto Pinto, foram mobilizados na operação 700 policiais militares, mas 300 se limitaram a ficar de prontidão e não chegaram a entrar em ação. Esses 300 eram do Batalhão de Operações Especiais, unidade treinada para dissolver motins e outras manifestações violentas. "Alguns manifestantes estavam debilitados, pelo tempo que ficaram dentro da Câmara, mas não houve resistência nem agressividade", comentou o coronel. Segundo ele, "prevaleceu a negociação" e a PM mostrou "eficiência e técnica operacional". Após a retirada, a Polícia Militar fez uma varredura completa no prédio da Câmara Legislativa.
DEM REMARCA
REUNIÃO
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), confirmou o adiamento da reunião da Executiva Nacional que irá definir o destino do governador Distrito Federal, José Roberto Arruda. Prevista para amanhã, a reunião foi remarcada para sexta-feira, às 9 horas. Segundo o senador, o adiamento tem o objetivo de não deixar brechas jurídicas para que o governador recorra da provável decisão de expulsá-lo da legenda.
José Roberto Arruda é acusado, em inquérito da Operação Caixa de Pandora, de comandar esquema de arrecadação e distribuição de propina. Se expulso do DEM, ele não poderá concorrer às eleições do próximo ano.
De acordo com Agripino, durante a reunião da Executiva, na terça-feira da semana passada, houve uma interpretação equivocada de que o prazo de oito dias concedido para Arruda apresentar sua defesa terminaria no início da tarde de quinta-feira. Os líderes do partido esperavam poder votar em seguida o relatório sobre o destino do governador, que será elaborado pelo ex-deputado federal José Thomaz Nonô (DEM).
Após reunião com os advogados do partido, a cúpula do DEM concluiu que o prazo para Arruda entregar sua defesa termina no final do dia de quinta-feira, e não no início da tarde. Para evitar que as divergências sobre o fim do prazo sejam motivo para que os advogados de Arruda recorram da decisão, a cúpula do DEM decidiu deixar a reunião para sexta-feira. "Não podemos correr risco da decisão da Executiva ser contestado do ponto de vista jurídico. Estamos nos cercamos das seguranças devidas para a decisão não ser contestada", explicou o senador. "Desta sexta-feira não passa a decisão", garantiu.
José Roberto Arruda, negou ontem, em nota à imprensa, que seu patrimônio tenha crescido além de 46% entre o fim de 2007 e o final de 2008. De acordo com cópia da última declaração do Imposto de Renda entregue pelo governador, em 31 de dezembro de 2007, seu patrimônio pessoal totalizava R$ 682.574,18. No ano seguinte, Arruda declarou patrimônio de R$ 1.000.832,92.