Aproveitando o mote do Dia Mundial do Meio Ambiente, uma série de atividades está programada em Belo Horizonte. No Shopping Del Rey, no Bairro Caiçara - Região Noroeste de Belo Horizonte -, o Greenpeace monta a exposição "Floresta Ameaçada", que aborda a briga entre ambientalistas e ruralistas acerca do Código Florestal Brasileiro, que existe desde 1934. Os primeiros defendem seu rigor no controle do desmatamento, enquanto os produtores lutam para flexibilizar cada vez mais o uso de nossas florestas.
No local da exposição, os visitantes serão convidados a votar "sim" pela proteção das florestas e dar um cartão vermelho para a bancada ruralista no Congresso Nacional.
"O Brasil já derrubou muita floresta. Não é mais concebível mudar o Código Florestal para aumentar desmatamento, principalmente neste momento em que vivemos uma preocupante crise climática. Qualquer debate sobre a nossa lei florestal deve ser feito com seriedade, por toda a sociedade, e fora de um ano eleitoral", afirma Rafael Cruz, do Greenpeace.
Segundo o Greenpeace, dentre as mudanças que os ruralistas pretendem, está anistiar quem cometeu crimes ambientais nas últimas cinco décadas, reduzir a obrigatoriedade de cada fazenda ter uma reserva legal (área coberta com mata nativa) e aumentar o limite de desmatamento em áreas de preservação permanente (APPs).
A exposição fica no Shopping Del Rey de 3 a 6 de junho. Mais informações no site www.greenpeace.org.br.
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Um dos primeiros consultores especializados em sustentabilidade no Brasil, o jornalista Ricardo Voltolini, diretor da Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, estará em Betim nesta quinta-feira (27) para se reunir, a convite da Fiat Automóveis, com os fornecedores da empresa e dialogar com o público sobre os avanços, dilemas e conquistas, assim como sobre os desafios que se apresentam para o futuro.
Voltolini, usando exemplos clássicos de empresas nacionais e multinacionais, apresentará os dez desafios da sustentabilidade nas empresas.
O encontro faz parte do Ciclo de Palestras sobre Responsabilidade Social que a Fiat organiza para informar, mobilizar e envolver seus fornecedores no tema.
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CARLOS RHIENCK
Divulgados nesta quarta-feira (26), os dados do desmatamento da Mata Atlântica são motivo de vergonha para Minas Gerais. O Estado derrubou muito mais do bioma que o segundo maior desmatador. Perdemos 12.524 hectares, contra 2.699 do Paraná.
O Governo mineiro divulgou nota informando que o desmatamento vem diminuindo sistematicamente desde 1995 e que ações de recuperação de áreas degradadas e aumento do rigor na legislação que permite o uso do território ocupado pela mata foram adotadas.
O que me espanta é que em momento algum foi citada a fiscalização, cuja ineficiência me parece o fator preponderante para facilitar a vida dos criminosos que derrubam o bioma mais fragilizado do país, dono de uma riqueza ambiental incalculável.
Ouvida pelo Hoje em Dia, a ambientalista Dalce Ricas, superintendente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), bate exatamente nesta tecla. Sem fiscalização, não haverá avanço no combate ao desmatamento.
Vejam abaixo a nota de esclarecimento:
INFORMAÇÃO PARA A IMPRENSA
Em relação aos dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica, o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) esclarece que Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país. São 2.624.626 hectares do bioma, cerca de 300 mil hectares a mais do que o estado de São Paulo, que tem 2.304.854 hectares, a segunda maior área.
O Sisema ressalta que os dados da SOS Mata Atlântica revelam uma diminuição do percentual de área desmatada no Estado de Minas em relação à área do bioma no início de cada período avaliado. Esse percentual passou de 4,27% no período 1995/2000 para 0,47% no último levantamento (2008/2010), como demonstra a tabela abaixo. A área desmatada em hectares também vem sofrendo redução a cada período. Importante ressaltar que o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento.
Os dados apurados pela Fundação representam o número total de vegetação suprimida, incluindo a área desmatada para a implantação de atividades de infra-estrutura (construção de estradas, hidroelétrica, indústrias, mineração, entre outras), legalmente autorizadas pelos órgãos de gestão ambiental federais, estaduais e municipais, e outras autorizações diversas para supressão, além de áreas atingidas por incêndios florestais e também todo desmatamento ilegal.
O Sisema também destaca que os números relativos ao desmatamento estão relacionados a nova delimitação do bioma mata atlântica em Minas Gerais, estabelecida pela Lei Federal 11.428, regulamentada pelo decreto 6660/2009, que incluiu as fisionomias florestais deciduais do norte de Minas como pertencente à Mata Atlântica.
O Sisema reforça que os números apresentados pela SOS estão coerentes com o monitoramento continuo realizado pelo Estado em parceria com Universidade Federal de Lavras desde 2003. De acordo com os dados oficiais houve supressão de 12.100 hectares nos municípios de ocorrência de mata atlântica entre junho de 2008 junho 2009. No Estado como um todo, incluindo os biomas cerrado caatinga e mata atlântica, o desmatamento total foi de 54.000 ha, cerca de 35% menos que em relação ao mesmo período no ano agrícola anterior (2007/2008).
O Sisema destaca que desenvolve diversas ações para conter o desmatamento em todo o território mineiro e para promover a recuperação ambiental de áreas já degradadas.
Nova legislação
A Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) aprovou em agosto de 2009 o Projeto de Lei 2771, de autoria do Governo do Estado, que altera a Lei 14.309 de 2002. O novo texto é um reforço à proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos e à conservação dos solos em Minas Gerais. A criação de mecanismos para eliminar a supressão de vegetação nativa é um dos destaques da nova lei. O artigo 47 da nova norma estabelece a redução gradual do consumo de produtos e subprodutos florestais provenientes das matas nativas pelas empresas até atingir o máximo de 5% a partir 2018.
O cronograma de redução estabelece que, entre 2009 e 2013, as atividades consideradas grandes consumidoras desses produtos, incluindo seus resíduos, poderão utilizar, no máximo, 15% de seu consumo anual total procedentes de florestas nativas. Entre 2014 e 2017, o percentual máximo será de 10%. As novas empresas que se instalarem no Estado já terão de comprovar que seu consumo é de 95% de matéria-prima proveniente de florestas plantadas.
As empresas que optarem por manter o consumo de matéria-prima florestal nativa, até o limite de 15%, terão de observar novos critérios de reposição. A utilização de 12 a 15% de consumo total proveniente de mata nativa exige a reposição do triplo do consumido, ou seja, plantar três árvores para cada utilizada. Para a faixa entre 5 e 12%, a reposição será mantida com o dobro do consumido. Para o consumo de até 5%, a reposição será simples, de um para um.
Fomento Florestal e Recuperação de Áreas degradadas
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) tem como um dos foco de sua atuação a recuperação de áreas degradas por meio do plantio de espécies vegetais nativas do Estado de Minas Gerais, existentes nos biomas Cerrado e Mata Atlântica
Nessas ações o IEF promove mobilização e educação ambiental de comunidades em prol da Conservação e Recuperação Florestal; Capacitação dos produtores rurais, parceiros e técnicos em tecnologias de produção de mudas, extensão florestal, recuperação de áreas degradadas e outros temas associados à questão ambiental
Entre os anos de 2007 e 2009 foram recuperados 17.666 hectares de mata atlântica, beneficiando diretamente 3.347 produtores rurais. As ações incluem recuperação de áreas degradadas e proteção de nascente.
Ampliação do Promata
Desde 2003, por meio do Projeto de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata/MG), o IEF garantiu incentivos financeiros da ordem de R$ 884 mil a 263 produtores rurais, para que eles trabalhassem a recomposição de áreas degradadas e a regeneração da cobertura vegetal. O resultado foi a recuperação de cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica.
O Promata, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e executado pelo IEF, investirá R$ 48 milhões, de 2010 a 2013, na proteção do bioma. Os recursos estão previstos na segunda fase do projeto. O acordo já foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento e será encaminhado para aprovação no Senado Nacional. Na fase II, a área de abrangência passará de 140.000 km2 para 223.000 km2.
O Promata resulta de um acordo de Cooperação Financeira Brasil-Alemanha, através do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) e do KfW Entwicklungsbank (Banco Alemão de Desenvolvimento). Para a realização da primeira fase, iniciada em 2003 e concluída em 2007, o Promata recebeu uma doação de 7,7 milhões de euros do Governo Alemão, com aplicação de outros 7,3 milhões de euros como contrapartida, por parte do Governo de Minas.
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Editora Intrínseca
Lovelock diz que a Terra está mandando seus últimos avisos
Caros leitores,
vou sortear um exemplar do livro "Gaia: Alerta Final, de James Lovelock" entre aqueles que enviarem um e-mail para abrumano@hojeemdia.com.br com o assunto "sorteio".
A regra é a seguinte: um e-mail por pessoa, com nome completo, telefone, profissão e número da Carteira de Identidade.
Quem quiser pode enviar também mensagem, sugestão ou crítica. Vou juntar os nomes de todos os participantes em uma urna e, na presença de três testemunhas (funcionários do próprio HOJE EM DIA cujos nomes informarei na data do sorteio), retirar o vencedor.
O sorteio será no dia 1º de julho, uma quinta-feira, e a divulgação do nome na sexta-feira, para que haja tempo para verificar a idoneidade dos dados informados.
A forma de entrega do prêmio será combinada com o vencedor. Se for de fora de Belo Horizonte, enviarei via Correios. Boa sorte a todos e aguardo muitas participações.
Abaixo algumas informações sobre a obra:
"Gaia: alerta final", é a mais recente obra do cientista inglês James Lovelock, que desde os anos 1960 escreve e faz alertas sobre o meio ambiente e as ameaças à Terra. Ele é criador da Teoria de Gaia e já publicou outros cinco livros com a temática ambiental.
Lovelock afirma que o cenário previsto para o futuro da humanidade e do planeta é muito pior que aquele até o momento anunciado pelos pesquisadores ligados ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU."Quase todas as previsões já feitas para a velocidade das mudanças climáticas se basearam em estimativas que, segundo revelam agora observadores profissionais, estavam abaixo da verdadeira rapidez e dos impactos dessas mudanças".
"A mera redução da queima de combustíveis fósseis, do uso de energia e da destruição de florestas naturais não será uma resposta suficiente ao aquecimento global", diz. Na avaliação do cientista - médico, biofísico e químico de formação -, de 90 anos, é preciso reduzir a população do planeta, mudar a maneira de produzir alimentos e aplicar soluções de geoengenharia para desacelerar o aquecimento global, e assim tornar habitáveis novos espaços em alguns continentes.
As constatações dele me parecem óbvias, mas ainda geram polêmica com os pesquisadores do IPCC e líderes das nações - principalmente das maiores emissoras de gases de efeito estufa -, que o consideram radical demais. Recomendo a leitura do livro.
Uma curiosidade sobre Lovelock é que ele será passageiro da viagem espacial que inaugura a companhia Virgin Galactic, prevista para acontecer ainda neste ano.
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ARQUIVO HOJE EM DIA
A Mata Seca ocorre no Norte de Minas
Avança na Assembleia Legislativa o projeto de lei 4.057/09, que retira a Mata Seca - ecossistema presente no Norte de Minas - da área de abrangência da Mata Atlântica, conforme consta atualmente na legislação ambiental federal. O PL, de autoria do deputado Gil Pereira (PP), foi aprovado nesta quarta-feira, em primeiro turno, na Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial.
Nos últimos anos, a Mata Seca tem sido alvo de polêmica envolvendo ruralistas e ambientalistas. Isso, porque a legislação só permite o desmatamento de 20% da Mata Atlântica, onde está hoje a Mata Seca. Os produtores entendem que a classificação está equivocada e lutam pelo direito de explorar um percentual maior daquele ecossistema.
Já os ambientalistas sustentam que a restrição ao uso deve permanecer como está, alegando que a área é de grande relevância ecológica e abriga espécies de fauna e flora endêmicas (que só ocorrem ali).
A Mata Seca tem como característica principal perder totalmente sua vegetação durante o período de estiagem e retomar o verde logo nas primeiras chuvas.
Nesta queda de braço, os ruralistas parecem estar levando vantagem. Várias audiências públicas e debates já ocorreram para que se chegue à conclusão de que a área tem ou não relevância para que mereça ser preservada em 80%, como a Mata Atlântica. Quero crer que nossos deputados pesaram bem na balança os argumentos de um e outro lado da disputa.
O PL do deputado Gil Pereira prevê a inclusão da Mata Seca no estabelecido pelas leis estaduais 17.533/08 e 14.309/02, que permitem um desmate maior das propriedades agrícolas, para produção. Assim, se o PL for aprovado será permitida supressão de até 60% da área da propriedade rural onde ocorra mata em fase primária e a vegetação nativa represente pelo menos 80% da área total.
Em locais onde a mata não for nativa, será permitido o desmatamento de até 70% do total da área da propriedade.
Em sua justificativa, o deputado Gil Pereira alega que o Norte de Minas já sofre com a seca e a falta de áreas para produção e que restringir a exploração da Mata Seca gera mais sofrimento e carência à população da região.
Como já me manifestei aqui no blog anteriormente, não faço a linha radical. Acredito que é preciso permitir o desenvolvimento econômico, desde que resguardadas as questões ambientais. Durante as discussões, ouvi tanto de ambientalistas quanto de ruralistas argumentos convincentes em defesa de suas convicções.
Como os órgãos ambientais governamentais estiveram envolvidos nos debates e consideraram viável a mudança de classificação da Mata Seca, nos cabe confiar, mas sem relaxar na vigilância para que não haja abusos e o desmatamento não ultrapasse os limites estabelecidos.
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Reprodução Internet
Celular W233 Eco tem 25% de sua composição de plástico reciclado
Em meio à onda consumista em que vivemos, eis que os fabricantes de telefones celulares tomaram coragem e lançaram produtos que fogem totalmente ao modelo de descartáveis que vimos até hoje. Em vez de aparelhos cheios de recursos e que ficam obsoletos a cada mudança de design, por menor que seja o detalhe, a bola da vez é a linha ecológica.
A Motorola já colocou à venda o W233 Eco, que tem 25% de sua composição de plástico de garrafa reciclado. A embalagem e o manual também são feitos com papel reciclado. Além disso, a fabricante compensa o gás garbônico emitido no processo de produção plantando árvores para cada aparelho que 'nasce'.
Já a Samsung lançou o Solar, que é alimentado pela energia do Sol. Cada hora exposta à luz solar rende dez minutos de conversação.
Em ambos os casos, os aparelhos são basicões, sem aquela parafernália toda de câmera de foto e vídeo, jogos sofisticados, TV etc. Bastam para falar e, no máximo, possuem rádio e MP3. Mas precisa de tanto mais? O objetivo do telefone não é permitir que uma pessoa fale com outra? Por toda essa simplicidade, o preço gira entre R$ 100 e R$ 200. Outro atrativo.
Só acho que falta mais divulgação e uma campanha capaz de seduzir os jovens, principais consumidores de celulares, com o apelo ecológico. É bacana estar antenado com a preservação do meio ambiente, não?
Louvável a iniciativa da indústria. Tomara que a ideia caia no gosto dos consumidores.
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Iniciativa que sempre defendo aqui é a adoção de praças, canteiros e parques por pessoas físicas ou jurídicas, por meio do Programa Adote o Verde, da Prefeitura de Belo Horizonte. A ideia é repetida em outras capitais do país, com sucesso. E no sábado, 8 de maio, a ONG Valorizar faz uma festa para comemorar a adoção da Praça do México, no Bairro Concórdia, na Região Nordeste da capital mineira. Como de praxe, a instituição ficará responsável pela conservação e manutenção do local.
Na ocasião, a Valorizar distribuirá pipoca, algodão doce e fará uma homenagem ao Dia das Mães, oferecendo o “Dia da Beleza”, com serviços gratuitos de cabeleireiro, manicure e maquiagem. Os presentes também poderão medir a pressão arterial e concorrer a sorteio de brindes.
A ONG Valorizar é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2007, que tem foco na realização de cursos gratuitos nas áreas cultural, artística e profissional, visando à inserção social e no mercado de trabalho e à geração de renda para jovens e adultos. Atualmente, a ONG possui seis unidades, em BH, Betim e Ouro Branco.
Serviço
Data: 8 de Maio
Horário: 9 às 12 horas
Local: Praça do México (Rua Guanabara com Rua Iguaçu), Concórdia - BH
Informações: ONG Valorizar: Rua Itararé, 573 Concórdia, (31) 3442-1434 ou www.ongvalorizar.org.br
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Fotos Divulgação
Bolsinha e avental usam restos de cinto de segurança e tecido automotivo
Conforme a época do ano, recebo vários e-mails com divulgação de produtos e serviços ditos sustentáveis, o que está muito na moda. Uns mais interessantes e úteis, outros nem tanto, mas, no contexto geral, acho superlegal a iniciativa. Não deixa de ser uma contribuição da indústria e dos consumidores para a preservação do meio ambiente. Agora, chegando o Dia das Mães (9 de maio), não é diferente.
Antes de citar os produtos sugeridos para esta data, quero dar algumas dicas básicas (posteriormente pretendo me aprofundar nelas) de consumo consciente: evite mercadorias com muita embalagem; compre produtos ambientalmente corretos e com selos ou certificações "verdes"; compre somente o necessário e o que vai ser útil para quem vai receber de presente; dê preferência a produtos que usem material reciclado e adotem processos "limpos" na sua confecção.
Veja abaixo algumas sugestões:
- A cooperativa do Programa Social Árvore da Vida, no Bairro Jardim Teresópolis, em Betim, produz carteiras, kits de viagem, bolsinhas multiuso, kits gourmets especialmente confeccionados para a data. Os itens são feitos com sobras de cinto de segurança e tecido automotivo, doados pela Fiat Automóvel e seus fornecedores.
Além de reaproveitar material que poderia ser jogado fora, a renda obtida com a venda beneficia as cooperadas, que são moradoras do Jardim Teresópolis. Somente no ano passado, cerca de 20 mil peças foram comercializadas, beneficiando 23 famílias.
Os produtos podem ser adquiridos na sede da cooperativa, na Rua Duque de Caxias, 956, Jardim Teresópolis, ou pelo telefone (31) 3591-5896. Os preços variam de R$ 10 a R$ 29.
- Já a loja virtual Carrefour.com.br investe em produtos de diversas categorias que têm o bambu como matéria-prima. Além de bonitos e funcionais, estão antenados com a preservação do meio ambiente, pois o bambu substitui madeira nativa. São mais de 50 itens, entre jogos de jantar, utensílios para cozinha e produtos para servir, como pratos, tigelas e conjuntos para pizza e churrasco.
- O Ponteio Lar Shopping vai realizar, no domingo, dia 2, um bazar de produtos reciclados, das 13 às 20 horas, com presentes especiais para o Dia das Mães.
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TIMOTHY A. CLARY/AFP
Atriz de Avatar protesta contra Belo Monte
É impressionante como celebridades e políticos estrangeiros gostam de dar palpites na política ambiental brasileira. Até parece que tudo está uma maravilha nos seus países. Nesta quarta-feira mesmo, o noticiário foi em cima de uma manifestação contra a construção da usina de Belo Monte, na Amazônia, ocorrida em Nova Iorque, da qual participou a atriz Sigourney Weaver, que interpretou uma cientista boazinha no "filmão" pseudo-ambientalista Avatar.
O mesmo noticiário mostra o vazamento de óleo no Golfo do México, que pode ser o segundo maior acidente ambiental da história dos Estados Unidos. O maior foi o vazamento do navio Exxon Valdez, no Alasca, em 1989.
Só por aí já acho que a mocinha de Alien teria motivo para se preocupar com o próprio umbigo. Durante o protesto, ela sugeriu que o governo Lula aposte em "um modelo energético do século XXI", no lugar de um projeto "com tantas consequências negativas", conforme publicaram as agências de notícias.
Para Weaver, as autoridades brasileiras deveriam se "concentrar nas energias renováveis e no consumo eficiente de energia"... Ah, tá!
Ela prossegue fazendo um mea culpa das atitudes adotadas por seu país: "Aqui estamos nos desfazendo das represas, que foram um pesadelo para o meio ambiente e não produziram a energia que se supunha".
Weaver esteve recentemente no Brasil ao lado do diretor do filme Avatar, James Cameron, outro que acha que entende tudo de meio ambiente só porque fez um blockbuster meia-boca e caça-níquel.
Há mais tempo, o ex-vice-presidente americano Al Gore fez sucesso e colheu louros pelo mundo afora com seu documentário "Uma verdade inconveniente". Virou paladino da natureza. Poderia ter usado todo seu poder de persuasão e influência para implementar ações benéficas para o meio ambiente a partir de seu país.
Indo mais longe no tempo, o cantor Sting foi outro que se aproveitou da questão ambiental brasileira para aparecer.
Observando todos estes casos, me vem em mente o velho dito popular do macaco que senta no próprio rabo para falar do rabo do outro. E todo mundo tem telhado de vidro, mas está preocupado com o telhado brasileiro.
E o pior é que damos a maior bola para esse povo estrangeiro, deixando de lado gente brasileira que realmente luta e não recebe reconhecimento, nem dinheiro de ONGs, de empresas ou público.
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DIVULGAÇÃO
15 personalidades falam sobre sustentabilidade no livro
O livro "Conversas com os mestres da sustentabilidade" traz entrevistas com 15 personalidades (CEOs, empresários e diretores de empresas) sobre suas contribuições para ajudar o mundo. O lançamento da Editora Gente, escrito pelas jornalistas norte-americanas, Laura Mazur e Louella Miles, que selecionaram criteriosamente os entrevistados. "Todas as pessoas neste livro são pioneiras na identificação dos perigos, mas, ainda mais importante, na tentativa de achar soluções para o planeta", dizem as autoras.
Segundo as jornalistas, a maioria dos entrevistados acha que ainda dá tempo de frear a destruição imposta ao planeta há séculos pelo ser humano, desde que se desperte a conscientização de todos e haja mudança no comportamento, nos modelos de desenvolvimento econômico e de consumo da sociedade.
Serviço
Título: Conversas com os mestres da sustentabilidade
Autoras: Laura Mazur e Loella Miles
Editora Gente
Páginas: 320
Preço: R$ 69,90
Mais informações: www.editoragente.com.br
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