JMS INDUSTRIAL/DIVULGAÇÃO
O uso da energia solar pode reduzir em até 40% o consumo nas residências
Na semana passada, o consumo de energia do chamado Sistema Integrado Nacional (SIN) bateu recordes por quatro dias consecutivos, atingindo 70.654 megawatts às 14h49 do dia 4 (quarta-feira). Só para efeito de comparação, a maior hidreléetrica do mundo, Itaipu, consegue produzir, no pico da operação, 14 mil Mw. Ou seja, o consumo recorde foi equivalente a cinco Itaipu.
Embora o Operador Nacional do Sistema (ONS) descarte qualquer risco de apagão ou de necessidade de racionamento, é preciso ficar em alerta, sobretudo para um país que espera fazer sua economia crescer algo próximo de 5% ao ano.
A justificativa do ONS para o alto consumo é o uso excessivo de ar-condicionado, os banhos de chuveiro elétrico e a retomada da produção industrial.
Mais uma vez vale uma crítica ao modelo de matriz energética que o Brasil vem adotando: a construção de usinas hidrelétricas. Já escrevi aqui anteriormente que os danos ambientais são irreversíveis e que a diversificação é a melhor maneira, para o país não ficar refém, por exemplo, em caso de uma seca excepcional vir a acontecer e diminuir a produção das nossas hidrelétricas.
O que me incomoda é a falta de incentivo ao uso de placas de energia solar. Se os governos (municipais, estaduais e federal) oferecessem benefícios - como redução de tributação e subsídios - que barateassem os equipamentos, certamente a população iria aderir. Com a vantagem de diminuir os valores das contas de energia, além de reduzir o consumo do sistema elétrico brasileiro.
Será que parte dos bilhões de reais a serem investidos na construção de hidrelétricas não poderia ser usada para subsidiar a produção e a compra de aquecedores solares? Afinal de contas, os consumidores residenciais exercem grande influencia na demanda de energia.
É evidente que falta empenho de nossos parlamentares (vereadores, deputados estaduais e federais e senadores) e da população em pressionar por medidas de incentivo ao uso de energia solar. Nem que para isso fosse necessária a criação de leis.
Na Câmara de Belo Horizonte já foram elaborados vários projetos neste sentido, mas nenhum vingou ainda. Um dos mais interessantes, do vereador Silvinho Resende (PT), propunha desconto no IPTU de quem instalasse aquecedor solar. Neste caso, falta a cobrança popular sobre todos os vereadores e a Prefeitura.
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