Enquanto a Baixada Santista, o Distrito Federal e o Estado do Mato Grosso tombam diante da dengue, com vários casos de sua forma mais letal, a dengue hemorrágica, Belo Horizonte também vive sob a ameaça da enfermidade neste final de Verão extremamente chuvoso e com temperaturas altíssimas. Os dois ingredientes, é claro, são como um adubo para o mosquito transmissor da doença, que continua desafiando os gestores de Estados e municípios e o Ministério da Saúde.
Com o crescimento da procura de pessoas com sintomas de dengue, a Secretaria Municipal de Saúde manteve postos abertos no fim de semana, de forma a atender a população a contento. Na verdade, todos temem a dengue, mas entram em pânico quando se fala na forma hemorrágica da doença.
Infelizmente, os números confirmam que os casos de dengue não param de crescer na capital - e em Minas Gerais também. Já batem nos 30 mil as notificações oficiais da doença, o que representa um aumento de 75% com relação ao mesmo período do ano passado. Na capital, já são mais de cinco mil casos notificados somente neste ano.
Que o chamado Plano de Enfrentamento da dengue, recém-lançado pelo Governo mineiro com três palavras de ordem - vigilância, assistência e comunicação -, e ações voltadas à prevenção a serem implantadas nos 853 municípios mineiros seja, pois, agilizado. Somente com uma força-tarefa gigantesca e com a participação popular é que poderemos vencer esta guerra.
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Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, que será comemorado na segunda-feira, pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que os efeitos da crise econômica internacional afetaram mais os homens que as mulheres no mercado de trabalho brasileiro no ano passado.
No entanto, as desigualdades históricas de renda persistem: embora tenham ocupado mais postos de trabalho que foram criados, fazendo recuar a taxa de desemprego feminina, ainda permanece grande a diferença entre os salários de homens e mulheres. E a desigualdade não escolhe escolaridade ou classe social, pois o estudo mostrou que mesmo as brasileiras com nível superior ainda ganham 30% menos que os homens.
Outra informação, esta da ONU, aponta que ainda há muito a ser feito para comemorar a data em grande estilo, especialmente quanto o tema é a violência contra a mulher. De acordo com a denúncia da ONU, cinco mil crimes contra as mulheres, cometidos a cada ano, ainda são justificados, em todo o mundo, sob o arcabouço jurídico de “legítima defesa da honra”.
As trágicas estimativas da entidade, aliás, dão conta de que uma mulher em cada grupo de três no mundo é agredida, violentada ou vítima de outras espécies de abusos durante sua vida. E esses atos são cometidos, na maioria das vezes, no seio da família. Toda a razão, pois, ao atual líder da ONU, Ban Ki-moon, que, ontem, exatos quinze anos após o apelo à igualdade dos sexos, durante a Conferência Internacional de Pequim sobre as mulheres, realizada em 1995, lamentou que a injustiça e a discriminação contra as mulheres ainda persistam em todo o mundo.
Aqui em Minas, dados do Governo do Estado indicam que as mulheres vítimas de agressões, maus-tratos, ameaças, estupro e assédio sexual estão recorrendo cada dia mais ao “Disque-denúncia”. Entretanto, ainda é preciso aperfeiçoar a articulação entre delegacias, defensorias e promotorias, para que as mulheres recebam atendimento adequado e que, principalmente, evitem tragédias maiores como as que fazem parte do nosso cotidiano.
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Causou indignação o projeto de lei do Ministério do Trabalho que pretende dispor sobre os contratos de serviços terceirizados. A repulsa é legítima. Caso prospere, o projeto retrocede as relações de trabalho no país à práticas ultrapassadas há pelo menos 50 anos. O projeto simplesmente inviabiliza a atividade das empresas prestadoras de serviços terceirizados. E não só: trará como consequência queda brutal na competitividade das empresas que demandam estes serviços em relação aos seus concorrentes mundiais.
O texto é claramente corporativista. No projeto, obriga-se que a remuneração do terceirizado siga a convenção ou acordo coletivo de trabalho celebrados entre a empresa tomadora de serviços e o sindicato da categoria profissional preponderante. E vai além, ao exigir que, caso esta remuneração seja menor, a empresa prestadora de serviços complementará a diferença, sob a forma de abono.
O retrocesso prossegue quando veda a contratação de serviços em atividades fins. Trata-se de retomar discussão arcaica. Quem, com clareza, pode no mundo de hoje distinguir o quê é atividade fim de atividade meio em uma empresa? Mais surreal ainda é o parágrafo 3º do texto, que ordena comunicação ao sindicato da categoria profissional preponderante, com antecedência mínima de 120 dias, da intenção de se celebrar contratos entre empresas tomadoras de serviços e prestadoras especializadas de terceirização. E lista uma série de exigências que deixam evidente a intenção de inviabilizar os contratos.
Ora, na dinâmica atual dos processos de produção, 120 dias é período próximo de uma eternidade. Basta imaginar o que ocorreu no ano passado, quando a crise exigiu agilidade na redução das atividades e, logo em seguida, na retomada da produção na maioria das empresas.
Ao contrário do que mistificam seus detratores, a terceirização séria não precariza: é trabalho formal como qualquer outro. No Brasil, a grande maioria das prestadoras de serviços terceirizados cumpre todas as obrigações previstas na CLT, expondo-se, assim, à concorrência desleal de sonegadores. O país tem hoje mais de 100 mil empresas de serviços terceirizados, empregando mais de 8 milhões de trabalhadores. Deste total, mais de 30 mil integram a maior entidade do segmento, a Asserttem, e o sindicato com a mais alta representatividade, o Sindeprestem. Apenas estas empregam cerca de 3 milhões de trabalhadores e pagaram salários que ultrapassaram R$ 26 bilhões em 2009.
Estas empresas especializam seus funcionários para atender às demandas crescentes e inovadoras do mercado. Daí sua contribuição para o aumento da produtividade e, como consequência, da competitividade das tomadoras de seus serviços. Com isso, aumentam a empregabilidade dos trabalhadores, especialmente no primeiro emprego dos jovens ou nas mudanças de carreira dos mais maduros. Frente a um faturamento de cerca de R$ 40 bilhões no ano passado, as empresas representadas pelosindicato e pela entidade recolheram perto de R$ 4,5 bilhões somente em INSS e em FGTS. Estes números são suficientes para desmistificar a balela de que as empresas prestadoras de serviços precarizam o trabalho no Brasil. Ao contrário, as prestadoras transformaram a terceirização em realidade irreversível, em sintonia, aliás, com a tendência das nações desenvolvidas. É isto que está em risco se prevalecer o projeto do Governo. Tenho a certeza, contudo, de que as centrais sindicais e as autoridades governamentais não se furtarão ao debate sério, amplo o suficiente para impedir retrocesso cujo principal prejudicado será o trabalhador.
Que mais não seja, porque, dificilmente, empresas do exterior, com manifesto interesse em investir no setor produtivo brasileiro, concretizarão suas intenções caso a inviabilidade de terceirização no Brasil se transmutar em letra de lei. Aliás, há mais de 11 anos está em discussão no Congresso o Projeto 4.302/98, objeto de exaustivos debates e muito consenso.
Acredito, porém, que a iniciativa de propor unilateralmente um projeto com implicações tão nefastas pode se transformar em oportunidade para inaugurar uma nova fase nas relações de trabalho, mais condizente com as exigências do mundo contemporâneo.
*Vander Morales é presidente da Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário)
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A educação atual tem de ser visualizada além do espaço escolar tradicional. O aprendizado de hoje tem de ser ampliado para o universo das informações amparadas na tecnologia. Os estudantes que recebem apenas orientações dos livros didáticos não possuem conhecimentos suficientes para encarar as exigências do mercado de trabalho e compreender as questões mundiais. A forma de ensinar passa por um período de grande aperfeiçoamento, a interatividade com os novos métodos de informação é uma exigência clara para a obtenção de bons resultados no aprendizado. Não é concebível, para atingir um bom desenvolvimento no ensino, a utilização apenas do quadro negro; o aluno tem de fazer uso dos recursos tecnológicos para conhecer sistemas que ofereçam formas mais dinâmicas de aprendizagem, maior facilidade para compreender, através da visualização, determinados eventos, trazendo o sentimento de objetividade no aprendizado.
O grande desafio do educador é orientar o aluno sobre como lidar com as variedades de informações diárias que nos são impostas. As informações chegam de diversas fontes e com visões ideológicas dos remetentes, não focando a realidade dos acontecimentos; as notícias, na maioria das vezes, são tratadas conforme interesses de determinados grupos.
O educador terá de preparar um senso crítico afiado do aluno, para que o mesmo não trabalhe com informações distorcidas. Determinados assuntos terão de ser acompanhados diariamente, para não prejudicar o entendimento. Os desafios estão colocados, os formuladores do programa de ensino não podem ignorar estas novas fontes de conhecimento: tecnologia e informação. O sistema de ensino precisa agregar estes dois fatores para que possamos continuar avançando na qualidade e na inserção social aproveitando as novas formas de relacionamento da sociedade.
*Graduando em Matemática Universidade Federal de Ouro Preto
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Timóteo
Como moradora de Timóteo, não aguento mais ficar calada. A que ponto chegamos? Na eleição passada, nós, timotenses, fomos vítimas de um entra e sai de prefeitos. Agora, querem trazer de volta este transtorno, que mobiliza a cidade e os moradores. O que precisa ser julgado e apurado é o porquê de tantos pedidos de exames médicos estarem engavetados pela administração passada, a mesma que foi alvo de investigações da Polícia Federal. E, o que é mais grave: onde estavam os nossos representantes que, ao invés de fiscalizar o Executivo, pleiteavam um cargo mais alto na política local? Queria muito que o meu desabafo fosse lido pelos juízes do TRE, já que, aqui, nesta cidade com o coração de aço, a mentira tem se sobreposto à verdade. Quem me dera ter a oportunidade de assistir à vitória da verdade e da Justiça.
Dalva Caldeira, de Timóteo, por e-mail
Crônicas
Agradeço ao HOJE EM DIA pela publicação, na edição de 28/2, de matéria referente ao lançamento de meu livro de crônicas “Horas mágicas”, marcado para o dia 9/3 na Livraria Leitura do Pátio Savassi, em coedição da Associação de Amigos de Dores do Indaiá e o jornal O Lutador, de Belo Horizonte. Um agradecimento particular ao colunista Márcio Fagundes, pela deferência em ceder espaço ao meu trabalho, citando, ainda, o nome de minha terra natal, Dores do Indaiá-MG.
Maria das Dores Caetano Guimarães (Branca)
Eleições
O governador José Serra quer levar consigo para o limbo político o governador de Minas, Aécio Neves, para ser ele, Serra, o candidato das oposições à Presidência em 2014, pois sabe que 2010 ele já perdeu de véspera.
Carlos Henrique Bocaiúva-MG
Ônibus
Em relação à carta do leitor Gegê Angelino, publicada no dia 3/3, sobre a linha de ônibus 4106 (São Cristóvão/Santo Antônio), a BHTrans esclarece que essa linha possui intervalo médio entre as viagens, nos dias úteis, de 10 minutos nos horários de pico, e de 20 minutos nos demais horários, e não de até 65 minutos, conforme relato do leitor. Em função das obras da Avenida Antônio Carlos, o tempo de viagem tem aumentado nos horários de pico, o que pode estar gerando os eventuais atrasos ao longo do itinerário da linha. A BHTrans tem monitorado a operação da linha e todas as irregularidades flagradas pela fiscalização estão sendo devidamente punidas. Com a implantação da fiscalização eletrônica de pontualidade no transporte coletivo da capital, 100% das viagens realizadas estão sendo fiscalizadas. Sendo assim, o nível de viagens omitidas e atrasadas diminuiu de 5,6 % em março/abril de 2009 para 4,4 % em novembro de 2009. Sugestões sobre o transporte e trânsito de nossa cidade devem ser registradas no telefone 3277-6500 ou no portal www.bhtrans.pbh.gov.br.
Vanessa Bedran - Assessoria de Comunicação BHTrans
Puro sangue
A população oposicionista no Brasil inteiro enxerga na chapa puro sangue Serra/Aécio a única chance de vitória. Rodrigo Borges de Campos Netto - Cientista Político
Vale
A Vale vendeu toda a riqueza da cidade de Nova Era-MG (Mina de Piçarrão) e foi embora. Em São Gonçalo do Rio Abaixo, ela está vendendo as riquezas da mina de Brucutu em grande escala, e virou as costas logo no início. Vários restaurantes que tinham como cliente os empreiteiros fecharam após a construção da usina. A Vale não investiu no social conforme o prometido, mudou a entrada da mina sem consultar a população, colocou também placas desejando boas-vindas de costas para a cidade. São Gonçalo está ficando com as destruições.
Ivan Print - Itabira-MG
Câmara
Gostaria de alertar a todos que a Câmara Municipal vem realizando votações de interesse de nós, cidadãos, contribuintes, eleitores, sem muita divulgação. Temos de nos manter alertas e procurar acompanhar, na medida do possível, para depois não reclamarmos de futuras surpresas desagradáveis. Tenho a impressão que o cidadão exerce muito pouco seu direito, e também seu dever de fiscalizar, acompanhar e interferir nas instituições que nos representam, a quem demos, pelo voto, a legitimidade. Acredito que ainda existem pessoas que não sabem que são parte integrante deste processo dinâmico que é o de fazer uma cidade, um Estado, um país. Pagam seus impostos, produzem, e reclamam, criticam, lastimam... Não sabem eles que o dever e o direito são de todos. Falar é fácil, difícil é assumir posturas, compromissos. Difícil é se conscientizar da necessidade de assumirmos nossa cidadania plena, irrestrita, e legítima.
Gláucia Maria da Cunha
Lula em Cuba
A visita do presidente Lula em Cuba evidenciou fatos vergonhosos, como o silêncio do Governo brasileiro, quanto à questão dos Direitos Humanos. Cuba, além de ser uma ditadura, agora pode torturar e matar quem pensa diferente? Afinal são direitos humanos ou desumanos?
Karlson Rocha Silveira, de Sete Lagoas-MG, pelo Portal HOJE EM DIA
Queda do prefeito
Meus cumprimentos ao escritor e jornalista Anis José Leão pela sua sabedoria e justeza de raciocínio ao abordar a cassação do prefeito de Mariana em artigo sob o título “TSE: pulga no lombo de elefante” (HOJE EM DIA, dia 27/2). É lamentável que um homem honrado como o professor Roque de Oliveira Ca-mêllo, que nada tem de político, cujo único pecado nesse episódio tenha sido a perda do prazo ao recorrer contra um juiz da Comarca local, receba uma sentença cabível, sim, mas a verdadeiros pulhas da política nacional. Certamente os autores desse veredicto, também, não têm consciência da extensão do dano causado à primeira capital de Minas Gerais em vias de se tornar patrimônio da Humanidade.
Mauro Moysés Marques
Mariana-MG
Licença
É fundamental a aprovação da PEC que aumenta de quatro para seis meses o tempo obrigatório da licença-maternidade para as mães brasileiras.
João Paulo Medrado
Belo Horizonte-MG
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As águas de março, que fecham o Verão, pegaram a cidade de surpresa, após um veranico escaldante. E o belo-horizontino viveu, ontem, uma manhã de caos, com efeitos por toda a capital varando a tarde. Tudo por conta da chuva que caiu desde a madrugada, cujo volume equivale ao que choveria durante todo o mês. Em poucas horas, BH, mais uma vez, mostrou a sua fragilidade, com problemas em várias regiões. Nas rodovias próximas, muitos acidentes, com duas mortes. Importante destacar que os dois motoristas que perderam a vida não conseguiram controlar os veículos ante a chuvarada.
O pânico tomou conta de muitos motoristas, que, em minutos, se viram quase que sob as águas em várias avenidas da cidade. Por todo lado, ocorreram inundações; em muitos locais, o trânsito ficou paralisado; o Ribeirão Arrudas, mais uma vez, saiu do leito, ultrapassou as muretas de proteção e levou o medo a quem passava pela Avenida Teresa Cristina.
Invariavelmente, quando chove na cidade, há registros de quedas de árvores, algumas de grande porte, e ontem não foi diferente. Na movimentada Avenida do Contorno, por exemplo, na Região Centro Sul, o tráfego foi prejudicado por um grande galho de árvore que despencou. E o Corpo de Bombeiros recebeu 19 chamados relacionados a riscos de desabamentos. Ao morador da capital, obrigado a sair de casa para o trabalho, restou se munir de toda a paciência para enfrentar o nervosismo do trânsito.
Ora, o caos da manhã veio comprovar que Belo Horizonte, assim como outras grandes capitais brasileiras, não está preparada para as chuvas. A cidade, na verdade, ainda espera as prometidas intervenções que poderão suavizar muitos problemas, mas que, até agora, aguardam por verbas do PAC. Que o prefeito Lacerda, portanto, tente apressar as obras previstas, com o apoio de nossos representantes no Legislativo estadual e federal.
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Chapa
A chapa puro sangue proposta pelo DEM é uma boa: Aécio, presidente, e o Serra, vice. Mesmo assim, vai ser difícil derrubar o trabalho feito pelo presidente Lula.
João Batista Emiliano, de Montes Claros-MG
Chapa I
Aécio Neves aceitar ser vice de José Serra é aceitar ficar apagado, nas sombras, durante quatro anos. Serra já o afastou sumariamente da disputa pela presidência.
Miguel Oliveira, por e-mail
Cruzeiro
Pelo que tenho visto, esse time do Cruzeiro deste ano é mais fraco do que o do ano passado. Se não ganhou nada no ano passado, como esperam ganhar nesse ano?
Marcos Elias, de Montes Claros-MG
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Alardeada pelo Governo como a maior campanha do mundo, começa na segunda-feira, em todo o país, a vacinação contra a gripe suína. Desde o domingo, 28 municípios mineiros, sedes das regionais de saúde, começaram a receber a sua quota das 232.800 unidades da vacina distribuídas ao Estado. <EM>
A expectativa do Ministério da Saúde é imunizar 91 milhões de brasileiros em dois meses. Em Minas, onde duas pessoas morreram neste ano vítimas da doença, 6,4 milhões de mineiros pertencentes aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde deverão ser protegidos.
Hoje, acontece a primeira reunião do Comitê de Enfrentamento da Influenza A em Minas, quando serão discutidas as medidas a serem adotadas no Estado neste ano, frente a uma possível pandemia de gripe suína. O encontro vai servir também para avaliar as ações desenvolvidas no ano passado. Mas os profissionais que aplicarão as vacinas já estão participando de um seminário em suas cidades, para saberem mais sobre a doença e a vacina.
Pois esta determinação deveria ser estendida aos médicos, principalmente, não somente os que trabalham em hospitais públicos, mas, sobretudo, aqueles empregados dos hospitais particulares.
Pois, pelo menos no caso do estudante de 29 anos que morreu há uma semana na capital, o que se conclui é que os profissionais não estão preparados para fazer o diagnóstico correto. Durante um mês, a família do rapaz peregrinou por nada menos de cinco hospitais particulares, sem que um médico sequer conseguisse diagnosticar a doença. Quando isto aconteceu, já era tarde demais, e a revolta dos familiares tem toda a razão. Infelizmente, uma vida se perdeu, tão jovem, em uma sucessão de erros que comprova o desconhecimento dos médicos sobre a temida gripe suína.
Os números da Secretaria da Saúde, aliás, comprovam a gravidade da moléstia que, desde o surgimento dos primeiros casos, em abril de 2009, até janeiro de 2010, atingiu, em Minas, 1.523 pessoas, matando 149 delas.
As estatísticas, por si só, confirmam a necessidade de os médicos serem amplamente informados sobre a gripe, para que tenham condições de diagnosticar a doença a tempo de o paciente ser medicado. Afinal, se o Brasil quer dar um exemplo ao mundo com a megavacinação, que treine seus médicos para diagnosticarem a moléstia a tempo e a hora.
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Uma das características do planeta Terra, que o torna único entre a imensidão de mundos conhecidos, é sua riqueza de formas de vida. Aquilo que a ciência define como biodiversidade, ou seja, a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta.
Não há como falar em biodiversidade, porém, sem tocar em feridas profundas, algumas cicatrizadas, mas ainda doloridas. A dor vem da perda, cada vez mais acentuada, deste conjunto tão diverso. Não se trata de alguma catástrofe causada por elementos naturais, como a suposta queda do meteorito que extinguiu os dinossauros. As feridas, infelizmente, são produzidas pelo elemento dominante desta biodiversidade, que é o homem. A intensidade com que a raça humana vem agindo nas modificações dos diversos ambientes, sempre em nome de um almejado progresso, tem afetado as demais formas de vida numa proporção direta - e desastrosa.
A Unesco instituiu 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, justamente para trazer ao debate esta interferência nociva. A recente Conferência de Copenhague, a Cop 15, vista como uma esperança de reversão do quadro, acabou terminando sob olhares de desconfiança. Muitas nações relutam em abrir mão de processos tecnológicos, ainda que conheçam as consequências.
De qualquer forma, é salutar manter o tema biodiversidade em pauta. E não se pode esquecer que, ainda que vivamos num planeta chamado Terra, 70% de sua superfície é coberto por água. A água abriga a maior parte da biodiversidade, ou tem relação direta com a sobrevivência de praticamente todas as espécies animais e vegetais. Preservar a água é ainda mais imperioso quando se sabe que, de todo o líquido que cobre a superfície da Terra, apenas 0,02% é próprio para o consumo. A ameaça de disputas internacionais pela água já não é peça de ficção.
Ainda é possível, porém, reverter essa tendência de desastre. Mas isso depende exatamente de quem promove a ameaça: o próprio homem. Governos, em primeiro lugar, devem imprimir o necessário rigor na fiscalização e na punição de todas as agressões ao meio-ambiente e, dessa forma, garantir a proteção à água.
A iniciativa privada vem demonstrando atenção à essa questão de preservar a água. Pesquisas e a produção de sistemas e equipamentos não agressivos e, melhor ainda, economizadores de água vêm sendo constantes. A Docol, por exemplo, há muito tempo é uma referência no mercado de produtos economizadores de água. A marca é pioneira neste segmento, disponibilizando sistemas que reduzem em até 77% o consumo de água. Graças a esta postura, de utilizar a tecnologia em favor do ambiente, a indústria se tornou a maior fabricante latino-americana de produtos economizadores de água.
Sustentabilidade rima com biodiversidade. Por isso, a Docol vem fazendo sua parte, colocando todo seu esforço para preservar o mais importante meio de vida na Terra para a sobrevivência humana, a água.
Presidente da Docol Metais Sanitários
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Na quinta-feira da semana passada, os veículos midiáticos mineiros noticiaram, com surpresa e indignação, a prisão do maníaco Marcos Antunes Trigueiro, que estuprava e assassinava mulheres na Grande BH. Ao assistir às noticias e ler os depoimentos de pessoas envolvidas no caso, não me chamou tanto a atenção o crime em si, nem as consequências ou motivações do mesmo, mas a recorrência do discurso daqueles que (inconscientemente) mostravam-se surpresos por o assassino ser “um homem branco, de olhos claros e boa aparência”.
A abordagem dos crimes cruéis e horrendos cometidos por Trigueiro e o destaque para o fato de ele ser de pele branca trazem implícito o velho (mas não ultrajado) problema do preconceito racial. Quantas vezes já não vimos surpresa estampada no rosto de pessoas ao saberem que um branco cometeu um crime? Quantas vezes já não ouvimos que um branco mau tem a “alma negra”? Ou que é errado “denegrir” a imagem de alguém? Mas será que, se Marcos Antunes fosse negro, algum repórter ou delegado teria dito impressionado que o “Serial Killer” é “um homem negro, de olhos escuros e boa aparência”?
E não é só este fato, prezado leitor, que mostra que a “situação está verde” (recuso-me a usar o adjetivo “preta”). Inúmeros acontecimentos registrados na história nos mostram que cor e índole são palavras sem associação lógica, sem relação direta, indireta ou inversa. Na Alemanha, Hitler, homem branco e pai do nazismo, foi autor de atrocidades, do holocausto e da dizimação daqueles que não faziam parte da raça ariana, pura. No Haiti, a miséria e o colonialismo inglês (branco) sempre castigaram a população predominantemente negra, situação que foi denunciada apenas por causa da tragédia do terremoto, no dia 12 de janeiro deste ano. Nos Estados Unidos, a perseguição a negros e a segregação racial são fatos históricos, embora haja aqueles que, ingenuamente, acreditem que a eleição de Barack Obama, negro, marca o fim do preconceito.
E não é preciso ir longe para constatar aquilo que parece que não vemos: que brancos também cometem crimes. No Brasil, país miscigenado, homens engravatados de todas as cores roubam notas verdíssimas dos cofres públicos. No passado, os portugueses (brancos) que chegaram ao Brasil, colonizaram, exterminaram os índios e escravizaram os negros, tratados como animais.
Parece-me que a discriminação está tão enraizada em nossa cultura “injusta” que nós, cidadãos do bem, viramos vítimas das nossas próprias palavras. Perdoem-me os sociólogos, mas não pretendo defender os negros, como fazem muitas políticas afirmativas, nem justificar atos ilícitos e crimes cometidos por estes. Meu ensejo é apenas mostrar que, de fato, caráter, índole e ações nada têm a ver com melanina.
*Graduada pela UFMG, professora de português e inglês
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