Publicado no dia 29 de agosto
Novas pesquisas vão sendo divulgadas sinalizando, como se projetava, o crescimento do candidato tucano a governador, Antonio Anastasia, e um iminente acirramento da disputa com o candidato peemedebista, Hélio Costa. Ao contrário do que se imaginava, este não está perdendo votos, ou caindo, mas segurando a ponta, se sustentando na frente e acumulando a gordura que, neste mês de setembro, tende a perder. A estratégia de seu marqueteiro, Duda Mendonça, é “aterrissar o avião” de Hélio Costa, sem baques ou quedas, de modo a manter a liderança para uma disputa que tem tudo para acabar no dia 3 de outubro, sem um segundo turno, diante da falta de um terceiro candidato bem pontuado.
Numa situação como esta, o risco também é muito grande, até porque o voto não tem dono nem fica parado, está sempre em movimento e, agora, ele está migrando dos indecisos e dos pequenos partidos para Anastasia. Vai chegar o momento em que os duelistas finais estarão frente à frente, e aquele que possuir pequenos percentuais acima do outro poderá conquistar a eleição. Nem um nem outro pode deixar as coisas para um eventual e incerto segundo turno. Tudo que tiver que fazer terá que ser feito neste mês de setembro. Como a eleição de presidente já se apresenta definida, a de governador tende a se definir na primeira quinzena de setembro. Quem pegar a onda de crescimento não vai parar mais.
Hélio Costa andou errando na mão e na dose em seus programas. Primeiro, deixou Patrus crescer demais e, depois, usou em doses fortes a presença do presidente Lula e da candidata presidencial Dilma Rousseff. Ambas estratégias esconderam o próprio candidato. Um dos programas foi até retirado do ar porque havia passado a falsa impressão de que Hélio e Patrus eram amigos de longa data e que se reencontraram para governar Minas. Os mineiros acompanharam o processo e sabem que a união do PT com o PMDB foi uma imposição de cúpula. A intenção era boa e foi usada para mobilizar a militância petista, que, na reta final, costuma fazer a diferença, mas erraram na dose.
Seja como for, Costa precisa reagir e preparar uma contraofensiva forte. Avaliam por ali que, como a campanha presidencial estaria definida com a liderança de Dilma, o presidente Lula e a candidata poderão socorrer Hélio Costa nas próximas semanas. Lula, no entanto, foi aconselhado a não entrar muito numa disputa que estaria ficando polarizada para não atrapalhar Dilma. Além desse fator político, a coordenação do PMDB precisa colocar a campanha na rua, com pessoal e material, o que pouco se vê, e envolver mais os aliados, ou pelo menos, convidá-los a participar. Há quem também reclame da pouca mineiridade dos programas de televisão e peça ação mais drástica para conter o crescimento do tucano. A dúvida é se muda ou aposta na fórmula que, até agora, o manteve na liderança. Eis a questão.
Do outro lado, Anastasia é candidato e governador 24 horas por dia. Sua estrutura de campanha é muito forte, com um exército nas ruas e farto material. Em vez de esconder o candidato, há uma superex-posição dele para que fique mais conhecido. Ele aparece nas inserções comerciais de televisão, no bloco principal e ainda apresenta os candidatos a deputados.
Dizem que, nas pesquisas qualitativas, aquelas que reúnem grupo de pessoas dando palpites, os programas dele estariam melhores. Anastasia também tem o desafio de controlar as emoções, ter paciência e apostar no que está dando certo. Se a primeira quinzena de setembro seria aquela da definição do candidato a governador - ou como dizia o ex-governador Hélio Garcia: “Eleição se define depois da parada (7 de Setembro) -, a de senador vem em seguida.
A dupla Aécio Neves e Itamar Franco vai liderando com folga a disputa por conta de uma estratégia acertada. Itamar colou em Aécio, de modo que está ficando a impressão de que os dois formam uma chapa única, ou seja, quem vota em um teria que votar também no outro. Claro, Itamar saiu ganhando e muito com isso.
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Publicado no dia 15 de agosto de 2010
O jogo começou, e de maneira tensa como há muito não se via numa disputa pelo Governo de Minas, conforme demonstrou o primeiro debate entre os candidatos a governador. A polarização foi reafirmada ali, apesar da liderança nas pesquisas do candidato do PMDB, Hélio Costa, ante o candidato Antonio Anastasia (PSDB). O peemedebista deixou seu posto de dono da situação ao ser provocado e partiu para o ataque contra o governo Aécio Neves/Anastasia. Já o tucano, de quem se esperava passividade e tecnicidade, também foi ao ataque, ao expor a crise dos Correios, empresa do Ministério das Comunicações, onde Costa foi titular.
Agora, vêm aí os programas eleitorais a partir de terça, levando a campanha para dentro da televisão e, a partir dela, para dentro da casa e mente dos eleitores, estes, sim, os verdadeiros soberanos da vontade e da preferência dos mineiros, acima de quaisquer pesquisas que tentem antecipar o resultado das urnas. Ambos os candidatos têm desafios claros nesta corrida eleitoral e não podem se enganar antes os resultados divergentes dos números que pululam por aí. Faltam parâmetros para dirimir tais dúvidas. O Ibope, por exemplo, já está em campo e até quarta-feira poderá ajudar a apontar algumas tendências.
Hélio Costa e Antonio Anastasia não podem se deixar enganar pelas pesquisas. Ao contrário, devem confiar em seus próprios institutos para ajustar suas estratégias. Caso contrário, apostar em situações irreais, construídas apenas para animar a torcida, pode ser um tiro no pé. A disputa está apenas começando, e tudo o que foi construído até agora é fruto de outra coisa, que não é exatamente a campanha eleitoral deste ano, que terá suas diferenças e particularidades ao longo do processo. Hélio Costa precisa transformar o recall (lembrança do nome) em informação de que é “capaz de fazer em Minas o que o presidente Lula fez no país”, como promete. Anastasia carece de transformar os 80% de desconhecimento em informação de que é “capaz de dar continuidade à obra de Aécio Neves”, como sinaliza seu marketing.
Fazer marketing é do jogo, e cada um usa convenientemente os resultados da pesquisas. Cada um tem que se apegar ao que tem. Essa é a diferença entre a bússola e o marketing. Não adianta querer enganar a todos por muito tempo, porque a mentira tem perna curta e a realidade logo, logo vai se impor. A bússola serve para reorientar os candidatos para que trabalhem na direção certa e não acreditem em fantasias. Todos sabemos que, além dessas pesquisas, os comitês fazem outra categoria delas, as chamadas ‘tracking’, que monitoram, diariamente, o desempenho de cada um e do eleitor.
É preciso ficar claro que uma característica da atual campanha é de que se trata de uma disputa de copa e não de campeonato. Tudo indica que não haverá um segundo turno. Outro dado importante é que 70% do eleitorado ainda não tomaram uma posição, o que incomoda Costa e anima Anastasia. O jogo está apenas no começo e vai vencer quem tiver equilíbrio para conduzi-lo até o fechamento das urnas.
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O primeiro debate entre os candidatos a presidente não trouxe nada além daquilo do que já se sabia, pelo menos, entre os formadores de opinião que acompanham o cotidiano do mundo político, especialmente, agora, quando o poder principal está novamente em disputa. Este também não era o papel dele, ou seja, o de acrescentar ou mudar o rumo das coisas, mas cumpriu sua missão de abrir, em um meio de massa, o debate democrático, embora não isonômico, entre os nomes e projetos para o próximo quatriênio do país.
Não é fácil dar formato a esse enfrentamento, apesar do esforço de alguns meios de comunicação. Nem mesmo os candidatos estão preparados, já que a comunicação não é o forte deles. E o meio, que é de massa, não alcança o grosso do eleitorado, apenas 5%, porém, como dito acima, é uma audiência qualificada, que não tem, é verdade, o poder de decisão do passado, mas ainda tem muita influência. Além de estimular, serviu também para que os candidatos se vissem na televisão e gerenciassem seus desempenhos.
Com as constantes mudanças e novas regras eleitorais, a decisão da eleição foi lançada pra dentro da televisão. Não existem outros meios e atividades de campanha que possam ter influência capital sobre a escolha do eleitor. Showmícios são coisas do passado, e os programas eleitorais são feitos por especialistas que, por isso mesmo, acabam por se anular. Sobraram somente os debates, apesar de seu pouco alcance. O candidato do PSDB, José Serra, foi ligeiramente melhor do que a rival, Dilma Rousseff (PT), mas seu desempenho foi crescendo à medida que a audiência ia caindo.
A campanha começou, oficialmente, no mês passado com um quadro previamente definido, com um viés de crescimento da candidata petista. Como tivemos um primeiro turno antecipado, estamos, agora, praticamente vivendo um segundo turno. Seu rival, José Serra, o candidato do PSDB, deixou a liderança depois de nela ficar um ano inteiro, especialmente pelo fato de não haver um contraponto. Agora, que ela surgiu, os outros 60% que não queriam o tucano começaram a se definir pela petista.
O que verão os eleitores, no horário gratuito, serão programas bem feitos por especialistas, com vantagens para Dilma. Enquanto Serra, que não definiu um argumento sobre o atual Governo, que é muito aprovado, vai dizer o que poderia fazer, Dilma vai mostrar o que está fazendo, ou o que fez ao lado do presidente Lula, em termos da política econômica e social. Como o eleitor está optando pela continuidade dessa situação, dificilmente, Serra conseguiria fazer algo que alterasse essa tendência, a não ser pelos debates, que saem fora do controle dos marqueteiros ou da influência do presidente Lula, e onde Dilma poderia tropeçar. Caso contrário, fica difícil.
Em Minas, a situação não é tão semelhante, mas traz igual desafios. O candidato tucano, Antonio Anastasia, tem contra si o alto grau de desconhecimento e o pouco tempo que lhe resta para mostrar que ajudou Aécio Neves na obra administrativa que fez dele um dos governadores mais aprovados do país. Para complicar, viverá um período de baixa frequência de mídia. Agora, até as inserções ‘comerciais’ do horário gratuito foram reduzidas por terem sido divididas com os candidatos a deputados. Do lado do líder das pesquisas, Hélio Costa (PMDB), a orientação é fazer um pouso leve, ou seja, se seu avião tem que descer que seja uma aterrissagem sem quedas.
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publicada no dia 1º de agosto de 2010
O susto das pesquisas fez com que a tucanada saísse da gaiola e ocupasse as ruas para pôr o candidato ao Governo, Antonio Anastasia, no jogo. O movimento produziu resultado, segundo atestou a 1ª pesquisa do Ibope, que registrou queda de Hélio Costa, candidato do PMDB, e uma diferença entre eles de 18 pontos. A impressão que se tem do tucano é a de um zagueiro que chegou atrasado na bola e, por isso, corre o risco de cometer falta grave ou pênalti, desestabilizando o time. A hora é de controlar as emoções e fazer um check-list, porque os profissionais estão em campo.
Que Anastasia vai crescer não há dúvida, mas o que o outro lado tem que evitar é que Hélio Costa caia muito. Ao contrário, irá investir na harmonia da aliança PMDB e PT, o que até então era inimaginável, e trazer, cada vez mais, o Governo federal para dentro da campanha, reproduzindo a disputa nacional e diminuindo a influência de Aécio Neves. Vai jogar no erro do adversário, como aquele time que fica esperando o contra-ataque mortal. Por isso, o marqueteiro Duda Mendonça quer só manter a liderança de Costa e evitar os erros. Ainda ontem, a coordenação da campanha divulgou nota interna proibindo a realização de dossiês ou documentos apócrifos contra os rivais no momento em que os boatos cresciam nessa direção.
Debate sem confronto
Talvez, pelo fato de estar em vantagem, Hélio Costa quer evitar o confronto com Anastasia nos debates de televisão. Ele não aceitou as regras de algumas emissoras de TV que fecham mais ainda o cerco aos partidos menores, sem representação parlamentar e com intenções de voto menores que três pontos percentuais. Teve o apoio, claro, dos pequenos, o que pode inviabilizar alguns encontros. A TV Record, por exemplo, vai realizar o seu no dia 20 de setembro, com cinco dos sete candidatos a governador, definidos pelo critério da representação parlamentar. Ficam de fora os do PSTU e do PCB.
Itamar, o segundo voto
A dianteira do ex-presidente Itamar Franco, candidato ao Senado, pelo PPS, exibida nas primeiras sondagens, tem sido favorecida pelo chamado segundo voto. Como haverá duas vagas neste ano, quem prefere Aécio Neves (PSDB), o líder das pesquisas nesta disputa, vota também no ex-presidente, que faz dobradinha com o tucano. Já o segundo voto de quem optou pelo ex-prefeito de BH Fernando Pimentel, candidato do PT, que não aceita apoiar o nome do PSDB, vai para Itamar. Ao indicar Zito Vieira, do PCdoB, como o segundo candidato ao Senado de sua coligação, Pimentel, que não queria concorrente, acabou ajudando o rival.
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publicada no dia 30 de julho de 2010
A campanha já começou, como informam os jornais, mas pelo que se vê por
aí, na realidade, está apenas engatinhando. Ainda assim, muitos perguntam
se já está definida pelo fato de o candidato do PMDB, Hélio Costa, alcançar 40% das intenções de voto contra 20% do segundo colocado, Antonio Anastasia (PSDB). Se a campanha está apenas começando como é que Hélio Costa já conseguiu tal feito? Não é, como se vê, fruto da campanha eleitoral, mas de sua trajetória pública e política, que inclui três eleições majoritárias (duas como candidato a governador e uma ao Senado), um mandato de senador e, principalmente, uma gestão de ministro das Comunicações do atual Governo, pela qual disseminou agências dos Correios pelo interior mineiro.
Enfim, o peemedebista soube manter-se visível e em conexão com o interior
do Estado. Ele já teve intenções maiores de voto, mas, agora, com o quadro
definido já há uma oposição, uma concorrência declarada às suas
pretensões. Apesar do favoritismo e da impressão de um “já definiu”,
aparece aí um bruxo do marketing político, como o publicitário Duda
Mendonça, que vai coordenar da campanha de Hélio Costa, e lhe diz que o
voto dele é mais volátil do que o de Anastasia. Sabedoria de quem conhece
de eleições além dos números das pesquisas estimuladas, ao contrário da
maioria dos eleitores. Duda não fez nenhuma pesquisa especial, apenas
olhou para o que dizem os números sem aquela fácil tentação de ver só quem
está na frente.
Mais do que isso, ou melhor do que isso, Duda quer enxergar como manter
essa frente. Suas avaliações se fixaram na pesquisa espontânea. Nela,
Hélio Costa tem um percentual de 13%, segundo as últimas pesquisas do
Datafolha e do Vox Populi, e na estimulada, aparece com 40%, ao passo que
Anastasia tem 10% na primeira e 20% na segunda. Daí a advertência do
marqueteiro segundo a qual o voto dado a Hélio Costa é volátil, ou seja, o
eleitor pode mudar, e o de Anastasia seria mais cristalizado, pelo qual o
eleitor já estaria definido. Outro dado que incomodou é o alto índice de
indecisos, hoje, na casa dos 30% (23% no Datafolha e 29%, no Vox). As
mesmas pesquisas apontam que, na região metropolitana de Belo Horizonte, a
diferença entre os candidatos caiu para 5 pontos e que, à medida que se
vai para o interior, ela vai crescendo.
São situações que, para especialistas como Duda Mendonça, Ricardo Guedes,
do Sensus, e Chico Meira, do Vox Populi, deixam a campanha ainda
indefinida. Os tais indecisos são aqueles retardatários, que, por razões
culturais, talvez, se definem apenas nos últimos 15 dias de campanha.
Deixam o pau quebrar e, na sua hora, olham o cenário e tomam a decisão que
pode também definir a eleição. Outra pesquisa do Datafolha revelou que,
apesar da aposta dos partidos na comunicação pela internet, a TV é a
principal fonte de informação dos eleitores brasileiros. Dos
entrevistados, 65% apontaram esta mídia como preferida para conhecer as
propostas dos candidatos. Os jornais aparecem em segundo lugar, com 12%, e
a internet e o rádio empatados em terceiro, com 7%. Conversas com amigos e
familiares são apontadas por 6%.
Apesar da importância da televisão, não dá para ficar esperando o dia 17
de agosto, quando os programas eleitorais irão ao ar. Campanha
publicitária, santinhos, corpo a corpo e um exército de militantes,
contratados ou não, já estão nas ruas para dar visibilidade aos seus
candidatos.
Do outro lado, dos tucanos, o maior desafio será o de
apresentar Anastasia, quem é ele e o que fez até hoje. A estratégia já
está mais ou menos definida. Ao contrário da campanha passada, a
municipal, em 2008, quando os avalistas – o então governador Aécio Neves e
o prefeito de BH, Fernando Pimentel – enalteciam o candidato Marcio
Lacerda, agora, vai ser diferente. Para não repetir os erros daquela, os
tucanos vão apresentar seu candidato, para, depois, Aécio Neves surgir
para dizer o que ele fez em sua vida pública.
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publicado no dia 28 de julho de 2010
Depois de registrar, fazer o CNPJ, abrir a conta bancária e obter os tais recibos de doação eleitoral (obrigatórios), os candidatos puderam, após o dia 15 de julho último, abrir a caixa de ferramentas na conquista do voto. Terminada a etapa burocrática, que consumiu os primeiros dias de campanha autorizada, agora chegou o momento de mapear o caminho das pedras, a rota dos grandes bolsões de votos. O movimento eleitoral deve cobrir todo o Estado, pelos seus 853 municípios, mas a verdadeira decisão se dará em apenas 77 deles, nas cidades pólo. Nestes, e nos seus entornos, gravitam cerca de 50% dos 14 milhões de votos mineiros, e com poder de irradiação para os municípios vizinhos.
Nas cidades menores, os chamados grotões de 10 mil a 15 mil habitantes e de 5 mil a 8 mil eleitores, têm importância na conquista, mas acabam por se equilibrar entre um e outro candidato. Em determinado município, o candidato A sai na frente com 60% dos votos, contra 40% do concorrente. Na cidade vizinha, a equação se inverte, quase sempre influenciada pela rivalidade local e pela eleição municipal (de 2012) que sucederá a de 2010. Ou seja, quem “ganhar” a eleição do município, por meio de seu candidato a governador, senador, deputado federal e estadual, ampliará seu cacife para a disputa seguinte.
Como a disputa estadual está polarizada entre Hélio Costa, do PMDB, e Antonio Anastasia, do PSDB, não haverá tempo para mudanças ou reavaliações de posicionamento. Quem optou por um deverá ir com ele até o final, com ou sem segundo turno. No máximo, uma liderança municipal ou outra poderá recuar para não se expor ante uma iminente derrota. A partir da próxima segunda-feira, com o material publicitário pronto, os concorrentes deverão intensificar suas viagens pelo interior. Na etapa anterior, de montagem das alianças, o candidato tucano saiu em vantagem com o apoio da ampla maioria dos prefeitos e deputados, o que não impede que dissidências e baixas aconteçam durante a campanha. Vai depender, claro, da capacidade de crescimento do candidato.
Hoje, Hélio Costa lidera com boa vantagem a disputa e, como ele próprio reconheceu, “basta não errar” para conquistar a vitória. O peemedebista, mais do que ninguém, deve saber o que diz, já que experimentou por duas vezes, sem sucesso, a disputa, embora em uma delas tenha se mantido na liderança durante a maior parte do tempo. Seu potencial de crescimento, agora, é pequeno em função de seu alto nível de conhecimento. Se é conhecido por cerca de 80% do eleitorado, Costa está na casa dos 40% e não deverá crescer muito mais; pode ainda passar por um período de estagnação ou até perder pontos. É natural, mas tem a seu favor, além do próprio recall (lembrança do nome, conhecimento público), uma aliança política que o credencia a consolidar a liderança e mantê-la durante a campanha. Ele estará na televisão acompanhado do presidente Lula, de seu vice, José Alencar, da candidata presidencial, Dilma Rousseff (PT), e do candidato a seu vice, Patrus Ananias. São aliados de peso e de forte representatividade política em Minas.
Ao contrário dele, Antonio Anastasia tem alto potencial de crescimento, já que não é conhecido por cerca de 70% dos mineiros. Seu motor, no entanto, é mais fraco do que o do adversário, e o tempo que lhe resta é curto (apenas 70 dias). Terá que reverter todo o potencial político que criou na fase de pré-campanha em poder de comunicação na televisão. Se tem o apoio e o aval do ex-governador Aécio Neves, um dos maiores cabos eleitorais do Estado, terá do outro lado, para neutralizá-lo o presidente Lula, que é endeusado em algumas regiões de Minas. A saída será mostrar a si mesmo e apostar no próprio desempenho. Se isso acontecer, poderá fazer a diferença e ser a grande novidade desta campanha. Para Hélio Costa, ao contrário do rival, o melhor é que a campanha não empolgue o eleitorado e fique tudo como está.
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publicada no dia 25 de julho 2010
As pesquisas presidencial e estadual divulgadas ontem pelo Datafolha devem ter acendido a luz amarela no comitê tucano, sustentando aquilo que tem sido escrito aqui, neste espaço, há quase seis meses. Dois dados reveladores devem ter incomodado o candidato a governador, Antonio Anastasia (PSDB), e seus aliados. O primeiro deles é a impressão de que o tucano mineiro chegou ao seu limite, na casa dos 20%. Seu nível de conhecimento aumentou, como atual governador e candidato à reeleição, mas ele não avança. Teria empacado?
rovavelmente, não, o que teria se esgotado é o espaço de mídia no qual ele poderia crescer mais. O segundo, é o fato de o candidato presidencial tucano, José Serra, manter-se competitivo na disputa, ao manter o empate técnico com a petista Dilma Rousseff (para o Vox Populi, ela tem sete pontos à frente).
Creem os tucanos que “quem conhece Anastasia vota nele”, como também admitem que o tempo corre contra ele. Aí está o ponto fundamental e crucial da campanha tucana, como já foi dito aqui desde janeiro passado: os tucanos, leia-se o ex-governador Aécio Neves, demoraram demais a se definir para as eleições estaduais. Faltou mais do que um ‘dever de casa’ por conta de um erro interno de avaliação. Confiaram excessivamente, primeiro, nas chances de Aécio vir a ser candidato a presidente, que ele estaria predestinado e estas coisas do personalismo, depois, na possibilidade de ser o candidato a vice-presidente. O parto foi difícil. Enquanto esticavam a corda, o novo governador permaneceu coadjuvante mesmo estando no comando e não ganhou visibilidade.
Embora Aécio tenha anunciado – ou blefado – que não seria mais candidato presidencial em dezembro, por muito tempo ainda, seu grupo alimentou o sonho de uma reversão no quadro. Nesse processo de reflexão e indefinição, cuja base estava concentrada no ‘aecismo’, esqueceram de pensar nos outros e no futuro político do grupo. Resultado, toda a lógica política e de comunicação foi feita em torno do tucano maior, mesmo quando Anastasia já era o governador. Há analistas até que dizem que a reeleição de Anastasia não seria fundamental para o futuro político de Aécio, que ele tem vida própria, porque assim se fez, e que terá, independentemente, um futuro brilhante. Pode ser, mas perder nunca é bom.
O fato é que ter apenas 18% a 70 dias das eleições, como anuncia a pesquisa, significa dizer que ele começou muito tarde. Agora, deverá ficar assim até o início do programa eleitoral de televisão, cuja ferramenta é a única capaz de torná-lo mais conhecido. Ou seja, se ser candidato de Aécio é bom, por outro lado, Anastasia vai depender muito da televisão, dos debates e de seu desempenho em ambos para chegar aos 30%. Ele deve estar preparado para isso; não se sabe se está pronto. Só o tempo e os números dirão.
Sobre o segundo dado, a resistência de Serra, pelos números do Datafolha, deve inquietar o presidente Lula, que, baseado em outras pesquisas, como a do Vox Populi e do Sensus, estava mais tranquilo com a sustentabilidade de sua candidata presidencial. A inquietação de Lula mexe com o quadro político mineiro em desfavor dos tucanos. Afinal, para não ser surpreendido, o presidente vai querer entrar com força total na campanha, elegendo Minas como uma de suas prioridades. Não custa lembrar que a campanha presidencial vive um estágio mais avançado, onde o segundo turno parece ter ocupado o lugar do primeiro, já que o este se antecipou pelo período da pré-campanha.
Lula em Minas é bom para Hélio Costa. Na sabatina feita por este HOJE EM DIA (veja páginas 2 e 3), com o candidato, ele diz que pretende nacionalizar a campanha eleitoral e projetar nela uma prévia do que Lula fez em nível nacional. Quanto mais Lula e Dilma aparecem por aqui mais Hélio Costa se mostrará como ex-ministro e candidato deles. Não foi à toa que ele, a cada dia, vincula-se e apresenta-se mais como do candidato do PT do que de seu PMDB. Seu vice, o petista Patrus Ananias, vai pouco a pouco assumindo a função de coordenador do programa de governo.
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Nem bem começou, e a campanha eleitoral em Minas começa a pisar o terreno movediço do nervosismo, com a tensão pautando discursos de ambos os lados ante o acirramento da disputa. Você olha para um lado, para outro e nada vê de campanha ou publicidade eleitoral, mas, nos bastidores, especialmente, na direção do interior, a temperatura vai subindo quando mais distante estiver da capital. Na falta de programas e de um debate franco e aberto, o que se vê são movimentos de desinformação do tipo “esse modelo é inadequado” para Minas, “o choque de gestão afeta os aposentados”, tal candidato “não conhece o estado”, “PT e PMDB não se misturam”, ou ainda, “a cidade administrativa está desabando”. Enfim, o clima vai ficando tenso, com viés de queda de nível e de ameaças de ambos os lados.
Aonde vamos parar com isso, não sabemos, mas é um caminho conhecido de um filme já visto e ultrapassado. A ausência de publicidade visível das campanhas não esconde o jogo sujo que está se ensaiando por aí. Não é à toa que os mais jovens, os eleitores de 16 e 17 anos, como mostrou reportagem deste HOJE EM DIA, perderam o entusiasmo de exercer o direito do voto facultativo. A estratégia em jogo é expor e minar as fragilidades do adversário, tendo como pivô a gestão do Governo estadual e o seu funcionalismo. Ainda ontem, o candidato tucano Antonio Anastasia disse que ficaria calado e assim ficou diante de perguntas dos repórteres sobre críticas do rival Hélio Costa, candidato peemedebista.
Provavelmente, as novas pesquisas que estão saindo hoje ou amanhã não refletirão mudanças nem mesmo o nível de enfrentamento, até porque o que aparece nas estatísticas são apenas recall (lembranças) de candidatos mais ou bem posicionados. Além da ansiedade do lado que está perdendo e do excesso de otimismo dos que estão ganhando, não se sabe a razão de tanto nervosismo, além do fato, é claro, de que dois projetos brigam e somente um irá para a Cidade Administrativa (Norte de BH) ou o Palácio da Liberdade. Apesar do que se fala por aí, sem paternidade, não é crível que a sede do poder estadual retorne para a Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte.
Enquanto o PSDB de Anastasia vai se armando para a guerra, o PMDB de Hélio Costa, que mantém a vantagem nas intenções de voto, precisa se organizar para o que der e vier. Ao contrário, o que se ouve de aliados é que, até agora, a campanha não se organizou. Haveria caciques e coordenadores demais. O equívoco aí é deixar as coordenações nas mãos de deputados candidatos à reeleição. Cada um tem um modelo e um planejamento de vitória, mas, ao final, acabam por cuidar só da própria candidatura. Apenas em uma região, existem 30 coordenadores, cada um atirando numa direção.
Do outro lado, o do tucano, prevalece mais uma organização do tipo empresarial. Dinheiro, pelo que dizem, não faltaria aos dois principais candidatos, ao contrário do que acontece com os outros seis concorrentes ao Governo de Minas. PSDB e PMDB preveem cifras que vão, respectivamente, de R$ 25 milhões aos R$ 36 milhões. O problema da campanha do líder das pesquisas está em combinar um modelo que tenha um pouco da organização tucana e parte da paixão da militância petista. Para começar, uma coordenação que tenha pulso ajudaria bastante.
Seria bom os candidatos ao Senado começarem a pensar numa campanha de agenda própria para não perder espaço e visibilidade. Como são duas vagas, os concorrentes acabam ficando sem vida própria porque o cabeça de chapa, o candidato a governador, rouba todas as cenas. São duas vagas, mas uma parece que já tem dono por antecipação, como admitiu ontem o candidato a governador, Hélio Costa, o que gerou certo estresse entre os aliados, ao dizer que Aécio estaria eleito e que a segunda vaga seria do ex-prefeito de BH Fernando Pimentel. Não foi nenhum absurdo o que disse o peemedebista, a não ser pelo fato de a declaração ter sido feita diante de um dos candidatos ao Senado de sua chapa, Zito Vieira (PCdoB).
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Não adianta espernear, a campanha está apenas começando e só tende a sofrer alterações a partir de setembro, duas semanas depois do início do programa eleitoral de televisão. Ansiedade, de um lado, e euforia, de outro, nada construirão neste momento em que a corrida está saindo da fase de aquecimento. É verdade que a campanha é curta e poderá ser ainda menor ante o fraco desempenho das outras candidaturas. Se o PV do candidato a governador José Fernando não reagir, a tendência é vivermos um segundo turno dentro do primeiro, com a disputa polarizada entre Hélio Costa, do PMDB, e Antonio Anastasia, do PSDB.
Nenhum destes dois quer um segundo turno, muito menos quem está na liderança das pesquisas, como é o caso do peemedebista, até porque se é o favorito porque não liquida a fatura logo? A pergunta seria uma questão indigesta e perigosa numa situação de segundo turno. Para o tucano, que poderia enxergar num segundo turno uma conquista e uma nova oportunidade, também haveria risco. Do ponto de vista político, Anastasia foi mais bem-sucedido nesta primeira fase da campanha, em termos numéricos, ao conquistar um volume maior de apoio de lideranças municipais.
Dizem por lá, que o tucano detém o apoio de 600 prefeitos, mil candidatos a algum cargo e 57 deputados estaduais e uns 30 federais, uma base de decolagem poderosa, que se transferida em votos seria imbatível. Mas não é bem assim. Seja como for, em um segundo turno, as forças políticas municipais tendem a se polarizar entre um e outro candidato. Ou você é urutu ou cascavel; os inimigos políticos não se misturam no interior. Afinal, a eleição estadual é aquele prenúncio do que virá pela frente e o que será a sucessão municipal seguinte. Nessa hora, cada força política local define seu próprio espaço.
Antes de começar pelo fim, é preciso lembrar que a cruzada está apenas no começo, e o material publicitário sequer chegou às ruas. Logo os santinhos, os cartazes, muros pintados e outras formas de poluição visual tomarão as ruas e as conversas para entrar na vida do cidadão. Por essa e outras razões, é que não há motivos de emoções fortes. O plano tático traz mais resultados. Hélio Costa, por exemplo, vai tentar conter um princípio de incêndio em suas bases, com o rompimento do bloco do PT e PMDB na Assembleia Legislativa. O que seria pontual acaba por respingar nele, já que cinco dos oito deputados estaduais estão soltos e liberaram seus prefeitos. Insatisfeitos com a falta de apoio para suas reeleições (o PT não quis se coligar com eles), eles, agora, vão cuidar da própria sobrevivência daqui pra frente, claro, sempre de olho nas pesquisas.
As candidaturas foram lançadas ao espaço, cada uma mais alta do que a outra, de acordo com a tal base de decolagem. Daí pra frente, vão depender da efetividade de suas tropas de choque, do desempenho de seus candidatos aliados e das lideranças locais. Ao contrário de outras disputas, não existem mais showmícios e grandes movimentos na disputa; agora, o trabalho é mais silencioso, quase invisível, em pequenas reuniões. Por conta de uma legislação rigorosa, o movimento eleitoral resgatou o velho estilo de fazer política pelo convencimento, pelo voto conscientizado.
Nas pequenas cidades, a maioria de Minas, os deputados e seus prefeitos ainda exercem grande poder de influência, como a principal referência junto ao poder central. Ninguém errar, mas os grotões não decidem mais uma eleição majoritária. A definição acontece nas cidades pólo, onde domina o voto conscientizado, do eleitor mais bem informado. Aí se dará a verdadeira batalha entre Hélio Costa e Antonio Anastasia. Um e outro poderão usar como escudo seus padrinhos políticos, respectivamente, o presidente Lula (PT) e o ex-governador Aécio Neves (PSDB), mas é preciso dosar para não sair pela culatra. Ainda outro dia, o próprio presidente antecipou que não irá se envolver muito com as campanhas estaduais, para se preservar por sua candidata presidencial, Dilma Rousseff (PT). Ela aprumou sua candidatura, poderá crescer de novo, mas ainda não se isolou na liderança. Está ali, embolada com o rival José Serra, candidato presidencial tucano. Na dúvida, o melhor é trabalhar e pedir votos.
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As campanhas para governador entram, efetivamente, em movimento a partir desta semana, com direito a CNPJ, recibos de doação eleitoral, santinhos e outros gastos legalizados, adesões políticas e apoiamentos. É o grande movimento político no qual os candidatos colocam a tropa de choque em campo, desde a turma vip até a da base, aquela que fica no gargarejo e na jugular do eleitor. Cada um já definiu com que roupa e com quem vai acompanhada nesta disputa.
Na fotografia do momento, o candidato do PMDB, Hélio Costa, mantém a vantagem no campo eleitoral com efeitos sobre o político, ao conseguir neutralizar a liderança política do ex-governador Aécio Neves (PSDB) por meio da adesão das lideranças petistas, especialmente, o presidente Lula. Mais do que Aécio, Costa pretende neutralizar o Palácio Liberdade, seu algoz em duas outras eleições passadas e consecutivas. Hélio Costa está, por outro lado, como já dissemos aqui, diferente dessas experiências passadas, mas ainda não chegou ao ponto.
Não basta a ele o recall (lembrança do nome), que o mantém na liderança das pesquisas, como também não é suficiente o apoio do presidente Lula, porque, encerrada a primeira fase, aquela que é a mais política da campanha, vai prevalecer, ao final, o confronto direto entre ele e o oponente, Antonio Anastasia, candidato do PSDB. Recall também é bom, mas de onde vem? As pessoas não sabem o que ele fez. Se fosse suficiente, o candidato presidencial tucano, José Serra, não estaria tão ameaçado. É claro que o apoio de Lula ajuda, assim como o de Aécio fortalece, mas, na hora de a onça beber água, é Hélio contra Anastasia. A sucessão municipal foi mais do que exemplar nesse sentido, chegou a ser pedagógica. Isso vale para ambos os lados.
Apesar das vantagens, o peemedebista parece repetir os mesmos erros que o levaram à derrota em 90 e 94. Por que perdeu, afinal? Porque faltou-lhe um projeto para compensar o discurso - velho, por sinal -, que, por ora, vai construindo. Ao atacar o adversário e seus pontos fracos, é preciso também apontar os caminhos e o que fazer se estivesse em seu lugar. Não dá para desprezar que o outro lado também sabe fazer campanha, como foi demonstrado ontem com a aglutinação de centenas de lideranças municipais; claro, uma manifestação mais orquestrada do que espontânea, até porque prefeito algum se prende a chapas: vai com a corrente, afinal, ele não é ‘líder’, e este não perde a eleição. Se seu candidato não decola, ele mergulha.
Internamente também, Costa precisa agir rápido e cuidar um pouco mais do seu difícil PMDB. Na semana que passou, viu desfeita, na Assembleia Legislativa, a aliança entre o seu partido e o PT, a mesma que é a base de sua candidatura. Pode até ser um fato inexpressivo, no momento, mas a má notícia pode virar fissura, e o adversário está de olho.
Igualmente, Anastasia tem seus erros e desafios. Entre os primeiros, está a demora em aparecer como candidato de Aécio. Não dá para entender o atraso nessa vinculação se, desde dezembro passado, o quadro havia sido definido. A candidata presidencial de Lula, Dilma Rousseff (PT), como referência, mostrou como se faz, ainda que sob o risco de multas e impugnações. Isso reduziu o espaço de tempo e de manobra do tucano. Outro erro que deve ser administrado é a dose de Aécio sobre Anastasia para não ofuscá-lo. Também a ele não basta somente o apoio do ex-governador, é preciso provar que é capaz de liderar e continuar a obra do antecessor. Seu potencial de comunicação ainda é desconhecido como o da sua capacidade política.
De hoje até o início do horário eleitoral de televisão, pouca coisa vai mudar nas intenções de voto, até porque não há mais nada para acontecer. Irão ser intensificados as caminhadas, o corpo a corpo, carreatas e comícios, mas nenhum deles tem o impacto de mídia como o da televisão. O tucano deverá patinar entre os 25% e 27%, e o peemedebista, de 40% a 45%, de acordo com as últimas pesquisas. Enquanto constroem discurso e programa de governo, os concorrentes vão se observando, nos próximos 30 dias, jogando no erro dos rivais.
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