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Leia agora a edição eletrônica do jornal Hoje em Dia
Adriano Souto

 

HOJE EM DIA

A partir de agora, não há mais necessidade de acessar o blog de Opinião para ler, imprimir ou compartilhar as cartas dos leitores e os artigos dos nossos colaboradores.

Todas as páginas do jornal Hoje em Dia estão na edição eletrônica, que pode ser acessada através do portal www.hojeemdia.com.br ou pelo link http://hj.digitalpages.com.br/

As edições digitais dos últimos 60 dias do Hoje em Dia estão disponíveis também nas plataformas de iPad ou iPhone.

 

 

 

Postado em 23 de Agosto, 2011
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AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião de Ediminas S/A. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. A Ediminas S/A poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.


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Editorial: Atropelando o bom senso

A pressão é recorrente, não só em Belo Horizonte, mas praticamente em todas as cidades, ainda mais agora que o país vive um bom momento econômico. A indústria da construção civil sempre acha que pode construir cada vez mais. E os moradores, em especial os mais conscientes, estão sempre em busca de uma melhor qualidade de vida.
 

 

Os dois lados têm razão, até porque existe a demanda de pessoas que querem morar perto do trabalho, da região hospitalar, dos bairros mais próximos do centro. O ideal seria um equilíbrio que evitasse, por exemplo, o que já aconteceu nos bairros Buritis e Belvedere, onde o trânsito fica inviável, diariamente, nos horários de pico, pela manhã e no fim da tarde.
 

 

Como BH se encontra saturada, os espaços ociosos são raros. A solução tem sido construir edifícios nos morros e avançar sobre as áreas ambientais. Aqui mesmo neste jornal, registramos casos de algumas obras embargadas pelos órgãos ambientais, criando uma situação complicada para os compradores que investiram dinheiro nos prédios em construção. Eles correm o risco de perder tudo o que aplicaram.
 

 

Agora, surge na Câmara de Belo Horizonte um projeto que tem a pretensão de reestruturar a legislação ambiental. Em outras palavras, retirar poderes do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam), órgão que regula a área para impedir abusos, para desburocratizar a liberação das respectivas licenças e facilitar a vida das construtoras.
 

 

Como era de se esperar, tão logo foi anunciado o projeto causou polêmica. Ambientalistas temem que a Câmara de Vereadores libere a emissão de licenças, impedindo um controle mais racional sobre o crescimento da capital.
 

 

Um bairro como o Santo Antônio, por exemplo, todo ‘morrado’, foi durante anos um território livre para as construtoras. O resultado é que o bairro hoje não suporta todos os que lá moram, com seus veículos. O Santo Antônio e inúmeros outros bairros, como os já citados Buritis e Belvedere, foram salvos apenas na última lei do uso e ocupação do solo da capital, que restringiu o número de andares e unidades nos lotes que ainda restam. Legislação esta aprovada pela mesma Câmara de Vereadores que quer retroagir para voltar à situação anterior.
 

 

É o caso, também, da região da Pampulha, onde há restrições para a construção de prédios e grandes obras na orla da lagoa. Volta e meia as construtoras pressionam os vereadores. O bom senso, porém, tem prevalecido em uma das mais belas regiões da capital.
 

 

Desta vez, o lobby não está escondendo o jogo. O presidente da Câmara, Léo Burguês, confirma que o projeto tem a intenção de facilitar a vida dos empresários da construção civil. A tramitação especial vai suspender todos os projetos afins. O Código Ambiental que começa a ser debatido pode representar, na opinião de analistas, a emissão de licenças sem análises criteriosas, causando danos ambientais irreversíveis.É preciso mais transparência nesta matéria.

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Do Leitor (23/8/2011)

Comércio irregular
Em resposta à nota publicada na coluna do jornalista Márcio Fagundes, dia 14 de agosto, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria de Administração Regional Centro-Sul, esclarece que de acordo com os artigos 116 e 118 do Código de Posturas do Município é proibido o exercício de atividade comercial sem licença em logradouro público. Quem exerce a atividade de forma irregular pode ser considerado camelo ou “torero”. Todas essas proibidas por lei. Sendo assim, o pedido de licença foi negado uma vez que a legislação vigente não permite o comércio irregular.
Alcione Lara, Gerência de Imagem Institucional , PBH

 

 

BRT Pedro II/Carlos Luz
Vi várias matérias que não terá mais BRT Pedro II/Carlos Luz, mas já tenho solução que já está em prática, é só ampliar. Nas vias já circulam os ônibus articulados da linha 64 (Estação Venda Nova/Santo Agostinho) com itinerário pela R. Padre Pedro Pinto, Av. Pedro I, Av. Antônio Carlos, Mineirão/Mineirinho, Av. Carlos Luz, Av. Pedro II, Av. Bias Fortes, Av. Augusto Lima, Av. Álvares Cabral. Que tal ampliar a frota dessa linha só com ônibus articulado não só para a Copa 2014 e sim para o uso no dia a dia?
E outra: pelos noticiários que tenho visto, futuramente teremos a Estação BHBus São José e com certeza a estação terá ônibus com grande capacidade passando pela Av. Pedro II desde o Anel Rodoviário, além das linhas 67, 4108, 3501, 3301, 3302, 3502, 3503, 8501. É só ampliar a frota e aumentar número de viagens, implantar abrigos com Info-ponto(informações nos pontos de ônibus com principais itinerários, pontos referência e horário), com Sitbus(previsão chegada dos ônibus nos pontos), que já estão em diversos pontos das vias, divulgar os benefícios do cartão BHBus e os descontos na segunda tarifa.
Ricardo Teixeira , BH

 

 

Líbia
Em 1969, Muamar Kadafi deu um golpe militar na monarquia que governava o país, e até hoje mantém uma ditadura militar governando com o poder das armas.
A Líbia, um país com 1.759 milhão de Km² não possue nenhum rio permanente que possa beneficiar sua população de 6,4 milhões vivendo nas costas banhada pelo mar Mediterrâneo. Sob o peso de um governo ditatorial, Kadafi nacionalizou o petróleo.
A tradição islâmica e a nacionalização tornaram-se ideologia de Estado, com acusações de patrocínios de atos terroristas sob o comando de apenas um partido, União Socialista Árabe. A situação atual não é nada boa para Kadafi que, não se sabe se ele fugiu ou se está morto.
Benone A. de Paiva, São Paulo

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Editorial: Renegociando a dívida de Minas

Um movimento suprapartidário vai analisar na Assembleia Legislativa o perfil, as origens e as perspectivas futuras da dívida do Estado de Minas para com a União, estimada hoje em R$ 55 bilhões. Só de juros, devem ser pagos, no presente exercício, pelo menos R$ 4 bilhões, mas mesmo assim a dívida deve continuar aumentando, o que não é nenhuma novidade. Desde o último acerto do Estado com a União que já se sabia das dificuldades de quitar o débito. E suas consequências: o comprometimento de boa parte das receitas do Estado.
 

 

Optou-se todos estes anos por rolar a dívida, mas a criação da Frente Parlamentar mostra a necessidade de uma solução política. A Frente já nasce com as assinaturas de 51 dos 77 deputados estaduais, uma maioria sólida, prestigiada, no lançamento, por representantes de sindicatos, do Tribunal de Contas do Estado e da Secretaria de Estado da Fazenda, entre outros, reunindo um conjunto de forças que proporciona a necessária legitimidade para respaldar a busca de soluções.
 

 

Independentemente de posições partidárias, a Frente buscará conhecimentos sobre a dívida: quem a contraiu, quem a renegociou com a União, para que serviu o dinheiro, quanto já foi pago, etc. “Não para punir alguém, mas para que encontremos um novo rumo. Da forma como está hoje, está dívida ou é impagável ou se tornará eterna”, afirma um dos coordenadores, o deputado Adelmo Carneiro Leão.
 

 

O presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, considera a situação “absurda” e ressalta que a dívida “estrangula as finanças e inviabiliza investimentos nos Estados”. Não é um caso isolado de Minas Gerais. Outros estados se encontram na mesma situação, embora alguns tenham conseguido pequenas vantagens na última renegociação.
 

 

Os tempos eram outros. Em 1998, ainda era muito forte a lembrança da hiperinflação, que era corrigida monetariamente. Este sistema acabou prevalecendo e a desnecessária correção monetária automática, nestes anos todos, está inviabilizando o pagamento. Se Minas Gerais conseguir que sua dívida seja corrigida pela taxa básica de juros Selic, estabelecida pelo Banco Central, estará proporcionando ganhos e viabilizando a luz no fim do túnel.
 

 

Uma análise minuciosa da dívida, elaborada pelo Tribunal de Contas do Estado, aponta que a simples troca do índice de correção da dívida mineira, do IGP-DI, que é usado hoje, para o IPCA, já tornará a dívida “pagável” até 2028.
 

 

Outro coordenador, Carlin Moura, assinala, com propriedade, que a dívida é um subproduto do modelo de desenvolvimento econômico que vigorou no país até pouco tempo. “A renegociação, em 1998, foi feita com base nessa crença de que o poder do capital resolveria tudo.”
 

 

O ex-presidente e ex-governador Itamar Franco, que quando da sua passagem pelo Palácio da Liberdade foi quem mais chamou a atenção para o problema e foi na época perseguido pela União, será o patrono da Frente Parlamentar em defesa da renegociação da dívida. Boa lembrança.

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Do Leitor (22/8/2011)

Alimento e energia
O cronista, Manoel Hygino, em “Os Mal Nutridos”, tratou da alimentação do brasileiro, que come muito, mas se alimenta mal!
Falta-nos uma alimentação variada e nutritiva! E, quanto à energia também, um organismo bem energizado é tão importante quanto um organismo bem alimentado. Pois o mundo físico é composto de matéria e energia somente e, matéria sem energia, é matéria morta! É o câncer! E, as criaturas estão vivendo com uma fase apenas, da energia, a positiva dos prótons e com a rarefeita energia negativa dos elétrons! E, a alimentação incompleta também não fornece energia suficiente para os movimentos internos e externos do corpo! E aí, o enfraquecimento geral e algumas moléstias incuráveis! Pois tudo que usa energia, gasta energia!
Jethro Mourão da Cunha, BH

 

Assassinato da juíza
A morte violenta da juíza Patrícia é só mais uma das mortes que ocorrem todos dias, agora até em pequenas cidades. Além de mortes há arrastões, assaltos, sequestros etc. É comum ver na TV e ler nos jornais que criminosos presos em flagrante são ouvidos nas delegacias e liberados.
São recorrentes os casos de criminosos com fichas de vários metros liberados por juízes via liminares e habeas corpus. A impunidade gera tudo isso. Esperamos que o assassinato da juíza Patrícia mude a benevolência de muitos juízes.
Mário A. Dente, São Paulo

 

 

Controle político
A declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo: “Eu jamais cometerei um crime para estabelecer controle político de qualquer ordem judicial” merece o meu ardoroso aplauso.
É exatamente o que eu gostaria de ouvir dele. Estou acreditando piamente na sua palavra, e estarei acompanhando a sua atuação para continuar a aplaudi-lo enquanto cumprir a promessa.
Ronaldo Gomes Ferraz, Rio

 

Investigações
Ao contrário do ex-presidente Lula, a presidente Dilma está sendo enérgica e correta em sua decisão de combater essa enxurrada de mutretas que vem aparecendo através de eficientes e constantes investigações em um grande número de ministérios. Cada vez mais isolada nessa luta, Dilma deve continuar seu trabalho, pois como diz o velho ditado, antes só do que mal acompanhada.
Habib Saguiah Neto, Marataízes

 

 

Mensagem
povo apoia a presidenta Dilma nesta faxina que ela vêm fazendo nos ministérios. A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos e ficar, em contrapartida, vendo corruptos enriquecendo do dia para a noite. E não é pé-de-meia, não, são grandes fortunas. Enquanto isso, as estradas estão em triste situação, pois tudo é desviado. O metrô, a saúde, a segurança pública, tudo postergado.
Karlson R. Silveira, Sete Lagoas

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Editorial: Brasil no rumo do Primeiro Mundo

A presidente Dilma Rousseff anunciou, na última terça-feira, a abertura de 250 mil vagas nas universidades federais e de 600 mil matrículas nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Das 120 novas unidades de educação profissional, seis serão em municípios de Minas Gerais: Santa Luzia, Ibirité, Patos de Minas, Manhuaçu, Diamantina e Teófilo Otoni. Estes dois últimos se juntam a outros seis do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), que possui atualmente campus em Almenara, Araçuaí, Arinos, Januária, Pirapora e Salinas. Nestas unidades, são ofertados cursos técnicos de nível médio, cursos superiores de tecnologia, além de pós-graduação.
É, sem dúvida, uma decisão que vai ao encontro de uma das maiores falhas do país: a educação, em especial cursos técnicos de nível médio. São eles que formam a mão de obra que falta no mercado há décadas. É a diferença entre um país emergente e um desenvolvido, que aplica recursos suficientes na formação da juventude.
“Em dois anos, só a Petrobrás vai gerar uma demanda de 230 mil técnicos em petróleo e gás”, explicou a presidente Dilma. Mais não precisava dizer para justificar esta medida de alto significado. A presidente acrescentou que o Brasil também precisa de quadros preparados para atender setores internacionais de alta tecnologia.
Os critérios utilizados pelo Governo federal para definir a localização das escolas profissionais passaram pelos baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a porcentagem de jovens de 14 a 18 anos nas séries finais do ensino fundamental, além da porcentagem de extrema pobreza.
A oferta de mão de obra qualificada é uma das exigências da indústria e do setor de prestação de serviços para escolher uma cidade do interior para nela instalar uma unidade. Na medida em que estes jovens do interior passam a ter acesso a escolas profissionalizantes, a instalação de empresas nestas localidades é uma consequência. Em função disso, aumentam as oportunidades destes estudantes continuarem em suas cidades de origem, evitando a migração para os grandes centros.
As prefeituras das cidades beneficiadas se comprometeram com o Governo federal a oferecer terrenos para a instalação de unidades de educação profissional. Além das 120 unidades anunciadas, outras 88 já estão em construção, com término previsto até o final de 2012, situação em que se encontra, por exemplo, aqui em Minas Gerais, o campus Montes Claros do IFNMG, que funciona em sedes provisórias.
Exemplos não faltam de países que investiram na educação, de povos que superaram guerras, desastres naturais e tantas outras dificuldades por meio da formação de uma mão de obra especializada. Estes estudantes, contudo, precisam de um ensino fundamental também de qualidade, de professores bem formados e remunerados, de escolas de tempo integral. Não é mais possível um aluno ir à escola e não aprender a ler. Ou ler e não entender.

 

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Do Leitor (21/8/2011)

Caso Bruno
Embora não entenda de Direito, acho estranhíssima a continuidade do goleiro Bruno na prisão.
Afinal, segundo diz a defesa, ele preenche os requisitos legais para aguardar o julgamento em liberdade. Não tem antecedentes criminais e possuía emprego e endereço fixo na época em que foi encarcerado. Já o jornalista Pimenta Neves, assassino confesso de sua namorada Sandra Gomide, ficou anos e anos solto, para desespero dos familiares da infeliz moça. Dizem que foi porque os seus defensores usaram de todos os recursos legais disponíveis.
Já no caso Bruno de nada adiantaram as providências à 2ª instância da Justiça mineira a fim de que aguardasse fora da presídio o desfecho da questão.
Então, às vezes fico pensando que o goleiro já foi condenado desde o primeiro dia pela opinião pública quando chegaram a afirmar que Eliza Samúdio havia sido eliminada por ele, conquanto até hoje não encontraram o corpo dela. E, segundo dizem os entendidos, não existe homicídio sem cadáver. Assim, uma dúvida atroz não sai da minha cabeça.
José Miguel Monteiro, assinante

 

 

Itaquerão
Já que existe dinheiro público envolvido na construção do Estádio Itaquerão, em São Paulo, através do financiamento do BNDES e da isenção fiscal dada pelo governo paulista, o site da Odebrecht deveria possibilitar, além do acompanhamento físico da obra, o seu acompanhamento financeiro, mostrando de que forma está sendo consumida a fortuna que foi orçada a construção do estádio.
Ronaldo Gomes Ferraz, engenheiro, Rio de Janeiro

 

 

Anexação branca
A reunião de cúpula entre Alemanha e a França sinalizou o desejo dos maiores países europeus de “melhorar” a governança da zona do euro. Isso é sinônimo e eliminar a autonomia dos países membros menores, na prática anexão “branca”. O germe do governo mundial, que é o que representa a União europeia.
Felizmente o cenário político norte-americano impede que aquele país apoie essas iniciativas, pois o Tea Party é anti-globalista, ao contrário de gente como Obama e Clinton. O que vemos é a prolongada agonia da social-democracia, ferida de morte.
Nivaldo Cordeiro, por e-mail

 

 

Sarney
O cidadão acima de qualquer suspeita, o incomum José Sarney - senador nascido, criado e com domicílio no Maranhão mas insolitamente eleito pelo Amapá -, para sair da linha de tiro das investigações da Polícia Federal no Ministério do Turismo, deixou de fazer a defesa da deputada por seu partido, Fátima Pelaes (PMDB/AP), e começou a sessão de fritura da colega: diz que já tinha cortado relações com a deputada e rejeita acusações da Polícia Federal de que tivesse interesse em projeto que desviou R$ 3 milhões dos cofres públicos. Se já tinha cortado relações com Fátima Pelaes, por algum motivo sério era... Sarney poderia, então, nos explicar o motivo da mágoa que o levou ao rompimento?
Mara Montezuma Assaf, São Paulo, por e-mail

 

 

Fotos de Marcelo Prates
Estou impressionado com a qualidade e conteúdo das fotografias do fotógrafo Marcelo Prates. Na segunda-feira, dia 8 de agosto, o jornal publicou na capa uma foto magnifica sobre crianças miseráveis e logo depois mais duas belas fotografias, que na minha opinião, mostram o respeito do jornal com a informação e com o leitor. Nós leitores agradecemos a publicação de fotos e matérias de alto nível. Parabéns a todos.
Lemar Campos, pelo Portal Hoje em Dia

 

 

Dilma
A presidenta Dilma Rousseff, nascida em Minas Gerais, que na última campanha presidencial foi atrelada à imagem de uma outrora jovem humanista que supostamente queria mudar o mundo, está fazendo crer, no seu governo, ao contrário do que diz uma das mais belas canções do mineiríssimo, poético e musical “Clube da Esquina”, que os sonhos, infelizmente, envelhecem.
Certamente a viçosa Dilma de ontem, devidamente lapidada, mas, sem perder o salutar ímpeto de denunciar a hipocrisia e mudar positivamente o mundo, principalmente o Brasil, está querendo dizer algo à presidenta Dilma de hoje.
Túlio Marco Soares Carvalho, advogado, BH

Transporte clandestino clandestino
Estava ouvindo matéria na Rádio Itatiaia sobre o transporte clandestino que tem acontecido em toda Grande BH. Na prática a gente vê todo tipo de irregularidade neste transporte, como motoristas e passageiros sem cinto segurança, motorista falando ao celular e dirigindo, não respeitam a sinalização, dirigem em alta velocidade, operam veículos sujos, com pneus carecas, enfim...
Nem a implantação dos cartões BHBus e Ótimo fizeram reduzir o transporte clandestino na Grande BH, que, quando não é feito por vans ou kombis é feito por motoristas de veículos particulares por todo o canto.
Como usuário, vejo que o transporte clandestino existe devido à deficiência do transporte público, inclusive na Grande BH, onde há bairros com intervalos longos entre as viagens, superlotação, desconforto, inclusive nos fins semana, enquanto o tempo de nós, passageiros, é precioso para resolver as coisas do dia a dia. Então, não podemos ficar muito tempo na fila. Aí o transporte clandestino aproveita a falta e falha da fiscalização e pegam passageiros em toda parte. As empresas de transporte que operam na BR-040 deveriam melhorar a qualidade da frota com renovação e manutenção nos veículos, ao invés de repintar os ônibus velhos enganando a população. É preciso que façam um transporte de qualidade para todos nós usuários que usamos ônibus no dia a dia para trabalhar, estudar, divertir etc.
Ricardo Teixeira, Sete Lagoas

 

 

Caterpillar
Gostaria que o competente colunista Nairo Alméri escrevesse sobre a vinda da empresa Caterpillar para a cidade de Sete Lagoas. Mais detalhes sempre são importantes para comemorarmos este momento mágico que se passa na cidade. Com a vinda de grandes empresas a economia sete-lagoana já é a “oitava” economia do Estado e sempre em crescimento.
Karlson Rocha Silveira, assinante de Sete lagoas

 

 

Atlético
O duro é ver o Galo na pior com o time que tem e, de outro lado, ver um monte de crias do Atlético fazendo sucesso em outros clubes neste Campeonato Brasileiro. É o caso, por exemplo, de Marcos Rocha (América), Leandro Castan (Corinthians), Tiago Feltri (Atlético-GO), Lincoln (Avaí), Márcio Araújo (Palmeiras), Marcelo Nicácio (Ceará), Rafael Moura (Fluminense), entre outros. Ou seja, o Galo forma jogadores para os outros times e depois fica contratando paraquedistas que acabam contribuindo para afundar o time.
Tiago Moreira Franco, Belo Horizonte

Postado em 23 de Agosto, 2011
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Editorial: Um Fórum pelos interesses de Minas

Por definição, um estado soberano é formado por um governo, um povo e um território. Todos têm o seu valor e, portanto, a sociedade não pode deixar a cargo unicamente dos governantes a condução absoluta dos fatos. Por entender que aos meios de comunicação cabe uma atitude pelo desenvolvimento econômico, político e social do Estado, a Rede Record e o jornal Hoje em Dia, com apoio da Rádio Itatiaia, lançaram ontem o I Fórum de Desenvolvimento de Minas Gerais. Trata-se de uma ação clara em defesa de questões de interesse do Estado.
 

 

Como pensar em crescimento tendo ainda desafios como a duplicação da BR-381 e a revitalização do Anel Rodoviário? Empresários e políticos precisam trabalhar um ao lado do outro com o intento de conseguir outras obras primordiais e, nesta lista, estão a criação do Tribunal Federal de Justiça de Minas Gerais e a conclusão do metrô de Belo Horizonte. Entre outras obras, estas quatro podem ser definidas como de prioridade absoluta, sem as quais não se pode pensar o dia de amanhã.
 

 

O transporte na capital por trem urbano atende atualmente apenas 170 mil passageiros e alcançará mais de 900 mil com a conclusão do primeiro trecho e construção dos dois restantes. É um sonho que a capital acalenta há mais de 20 anos e não há explicação plausível para que não saia do papel.
 

 

A criação do Fórum é um convite a toda sociedade pela união de forças em favor da solução destes gargalos. O setor produtivo jamais cumprirá o seu papel de colaborador no desenvolvimento do Estado, estendendo os benefícios da produção ao povo e ao território, sem também se posicionar por uma infraestrutura digna. E os meios de comunicação vêm mostrar que extrapolam o seu papel de informar para também cumprir a função de indutores do crescimento econômico e social. Discutindo os temas que importam a Minas Gerais e cobrando de forma veemente dos governos as soluções, o Fórum de Desenvolvimento mostra seu compromisso com a sociedade.
 

 

Com esta organização, os veículos colocam sua força de mobilização a serviço de causas primordiais. É preciso que as verbas para a duplicação da BR-381, conhecida como Rodovia da Morte, sejam liberadas e a obra aconteça. Da mesma forma, como pensar uma região metropolitana com um Anel Rodoviário nas condições do que cerca Belo Horizonte? As perdas humanas e os entraves econômicos nestas vias deveriam, há muito, ter motivado os governos a tomarem decisões que, de fato, revolvessem suas deficiências.
 

 

Se isso ainda não aconteceu, os meios de comunicação vêm agora transmitir os apelos de toda a população, incluindo empresários e trabalhadores, ao Governo federal para que contemple em suas dotações orçamentárias mais recursos para Minas. Promessas e projetos não bastam. Adiamentos de cronogramas não são aceitáveis. O povo mineiro espera que, em pouco tempo, BR-381, metrô, Anel Rodoviário e a falta de um Tribunal Federal de Justiça não sejam mais notícia.

Postado em 22 de Agosto, 2011
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Marcas no marketing esportivo
Anne Fonseca Lima*

Consolidar uma marca por meio do marketing esportivo tem sido uma maneira diferenciada das empresas se exporem no mercado, mesmo porque tal vertente do mar-keting é considerada uma mídia alternativa, o que reforça ainda mais a singularidade de tal ação.
 

 

Além se ser uma ferramenta para desenvolvimento social, o esporte é caracterizado como objeto de inserção social. Suas várias modalidades conseguem abranger todas as classes sociais e apresentam fundamentos básicos como, auto estima, dedicação, disciplina, competição, planejamento, dentre outros. O esporte é também um poderoso instrumento de envolvimento emocional com baixa possibilidade de dispersão e rejeição. Sendo assim, investir em marketing esportivo é buscar associação dos principais valores representativos do esporte com a marca, como saúde, vitalidade, juventude e determinação.
 

 

Como a preocupação das empresas atualmente é se tornarem diferenciadas diante de seus concorrentes. O uso do marketing esportivo tira (em parte) a marca das mídias tradicionais e a coloca em um local onde a absorção de informações também ocorre pelo prazer de assistir ao time de preferência daquele público.
 

 

Quando determinado atleta é reconhecido como melhor do mundo, ou é destaque em um campeonato regional, nacional ou simplesmente artilheiro, ele se torna um grande formador de opinião na mídia. Logo, as marcas voltam seus olhos para ele e procuram se associar às percepções positivas que a imagem desse atleta gera para o público. A imagem não é exata e, por isso, merece maior atenção e acuidade ao ser tratada, principalmente porque para as marcas ela possui valor comercial.
 

 

Para potencializar uma marca por meio do marketing esportivo um elemento fortalecedor é o profissional de comunicação que é o responsável pela transação eficiente entre as partes envolvidas. Dentre as habilidades do comunicador, este deve estar atento às cadeias de valor geralmente relacionadas à marca defendida. Os resultados tangíveis e intangíveis obtidos com o marketing esportivo, quando bem trabalhado, são muito positivos e surpreendentes.
 

 

O que deve ser pensado é que esses atletas, muitas vezes bem jovens, que estão na mídia têm que ser orientados junto às marcas para que a relação seja saudável para ambas as partes. Afinal, quando uma marca resolve colocar seu nome testemunhado, estampado e divulgado em campanhas e mídias sociais, ou seja, diretamente ligado a um desses atletas, a relação deve ser consciente, pois aí estão em jogo não só a representação que um profissional do esporte tem para a sociedade e para o time que representa, como também a construção de uma imagem corporativa, que muitas vezes leva anos para se consolidar. A coerência entre o que o atleta e a marca significam dentro de seus universos deve ser a primeira etapa para que a relação seja de sucesso e para que as associações positivas sejam complementares e, por consequência, enriquecedoras a todas as partes envolvidas.
 

 

(*) Publicitária do Centro Universitário Una, 23 anos

Postado em 22 de Agosto, 2011
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Produtividade com sustentabilidade
Joseph Young*

A crise econômica foi uma sentença de morte para a estabilidade de alguns países. Entre eles, a maior economia do mundo que, até hoje, vem enfrentando dificuldades para se reerguer. O Brasil não saiu dessa situação ileso, mas não se pode negar que a crise foi positiva para o país em um aspecto: mostrou que nossa economia estava forte, consistente e preparada para enfrentar tempos difíceis. No pós-crise temos uma situação favorável, de consumo em alta e produção acelerada. O nível de confiança dos investidores é considerado positivo, o que rende novas oportunidades de bons negócios.
 

 

A mineração é um dos atrativos aos olhos dos investidores estrangeiros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o interesse internacional por projetos minerais são motivados pelo cenário de demanda aquecida e preços elevados. Muitos recursos têm sido empregados em pesquisa e, agora, já estão em fase de desenvolvimento. Ou seja, a crise já é passado e todas as companhias do setor estão se expandindo.
 

 

De acordo com o Plano Nacional de Mineração, lançado em fevereiro pelo Ministério de Minas e Energia, os estados que mais devem receber investimentos até 2015 são Pará e Minas Gerais. E grande parte dos projetos alia aumento de produtividade e sustentabilidade. Um exemplo é a iniciativa da companhia Vale de Parauapebas, que atua no Pará. Ela conseguiu, por meio de estudos, reduzir em 6% o teor de ferro nos rejeitos na produção de pellet feed. A implantação da proposta teve um custo alto para a empresa, mas representou 1 milhão de toneladas de material a menos na barragem.
 

 

Outra proposta bem sucedida é da Votorantim Metais, localizada em Três Marias (MG). A empresa desenvolveu um processo de tratamento de efluentes capaz de recuperar zinco, cádmio e chumbo. O resultado foi um maior aproveitamento desses metais e descarte de resíduos dentro dos padrões previstos na Resolução Conama. Por essas iniciativas, ambas receberam o “13º Prêmio Excelência da Indústria Minero-metalúrgica Brasileira”, realizada pela revista Minérios & Minerales e pelo Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais. Dezessete companhias de todo país foram homenageadas no evento, por 21 projetos com excelência em produtividade, preservação do meio ambiente e segurança dos trabalhadores. E uma característica comum chamou a atenção na entrega da homenagem: todos eles, de alguma forma, tinham entre as metas e os resultados, benefícios para o meio ambiente.
 

 

A produtividade não foi só a grande conquista dessas propostas, mas também a redução do volume de resíduos e efluentes descartados, a diminuição de água e combustível usados nos processos de beneficiamento dos metais, ou redução de CO2 no processo de deslocamento do produto, a substituição dos explosivos, entre outras soluções. Isso mostra que é possível usar tecnologia em favor do meio ambiente e que as mineradoras também se preocupam em investir na produção sustentável.
 

 

(*) Organizador do Prêmio Excelência da Indústria Minero-metalúrgica Brasileira

Postado em 22 de Agosto, 2011
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