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Desde o findar da Pixel Magazine e Fábulas Pixel, e a continuação de parte de suas histórias serem retomadas pela nova Vertigo, da Panini, a alegria mensal é encontrar a nova edição nas bancas. A revista, que só traz histórias adultas é, atualmente, formada por um mix de outras histórias: Casa dos Mistérios, Hellblazer (Constantine), Vikings, Escalpo e Lugar Nenhum. Algumas são excelentes, outras medianas e existem aquelas que simplesmente poderiam ficar de fora da revista. Mas no frigir dos ovos, o compendio vale os R$ 9,90.
Primeiramente, Lugar Nenhum (Mike Carey/Glenn Fabry) e Casa dos Mistérios 8(Matthews Sturges) são histórias bacanas, mas sem muito peso. O primeiro é baseado em um romance de Gaiman, que estou esperando arrumar tempo para ler, mas não tem nada de realmente interessante ou instigante, relatando a vida de seres estranhos que vivem em espécie de cópia subterrânea de Londres. Já a Casa dos Mistérios apresenta um leque de personagens, a princípio considerado mortos, que estão presos ou de passagem por uma casa misteriosa e acabam se vendo obrigados há passar o tempo contanto histórias bizarras.
Mas a paz e tranqüilidade terminam por aí. Em seguida temos Hellblazer, em uma história curta chamada “Um jogo de gato e rato”, escrita por Carey e desenhada por Jock. Aqui, Constantine se vê perseguido por um trio de demônios Lukhavim, feitos de almas mortas. A história gira em torno de feitiços e proteção e perseguições, até o mago mais famoso de Londres consegue bolar uma saída e dar um jeito em dois de seus perseguidores. Mas o terceiro acaba o encontrando, só para informar que veio trazer uma mensagem, que não faz o mínimo sentido para Constantine, mas que tudo indica, fará sentido no próximo arcos, “Flores Negras”.
Carey não deixa a peteca cair, na série, mantendo sempre o humor sacana do protagonista e suas saídas nada ortodoxas para resolver seus problemas.
O que vem a seguir é mais um episódio da série Escalpo (em minha opinião, uma das melhores séries policiais de todos os tempos). Escrita por Jason Aaron e desenhada por R. M. Guéra, a história mostra um índio que retorna a sua antiga reserva, depois de 15 anos, como um agente do FBI disfarçado. Só que esta investigação pode custar a Dashiell Cavalo Ruim não só sua vida, mas também sua sanidade.
A história é baseada em um assassinato real de dois agentes do FBI em uma reserva indígena em 1975 e mostra como esse crime teria repercutido na vida dos envolvidos. Nessa edição, Aaron revela um pouco do passado do cacique Corvo Vermelho e o que ele precisou fazer para conseguir assumir a liderança do que restou de seu povo e comandar um cassino, que suspeito de servir de fachada para uma série de atos ilícitos, como contrabando, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Com a inauguração do cassino Cavalo Louco, Corvo Vermelho se vê obrigado a tentar manter a ordem no lugar, além de lidar com representantes de seu povo que não são nada confiáveis. E consigo realizar seus sonhos, ele se vê assombrado por fantasmas do seu passado.
Por fim, mas não menos relevante, temos mais um episódio da série Vikings, escrita por Brian Wood e desenhada por Davide Gianfelice. Nessa edição as duas milícias de nórdicos, que já estavam dispostos a entrar em guerra para decidir quem ficaria com as terras, são obrigadas a deixar suas desavenças de lado e unirem forças para derrotar um destacamento saxões. Nem é preciso dizer que as cenas de luta que se seguem não perdem em nada para as melhores batalhas realísticas do gênero feitas no cinema, como Coração Valente. Sangue jorrando, membros decepados e golpes esmagadores preenchem grande parte das páginas e por fim os sobreviventes são obrigados a se entenderem para continuar a manter a batalha, que se seguirá.
Esta edição da Vertigo abriu ganchos para novos arcos, ou grandes revelações na histórias que compõem o mix, desde Lugar Nenhum até Vikings. O trabalho que está sendo realizado pela Panini merece destaque e só fica o desejo de ver de volta as aventuras de Promethea, da antiga Fábulas Pixel. Vamos torcer os dedos.
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