Pode ser o indicador, curtindo o batuque na rua. Ou o mindinho, tomando um drinque em casa sozinho ou com os amigos. O importante, nesse Carnaval, é colocar o dedinho para cima e aproveitar os dias da folia momesca, seja na bagunça pública, seja na tranquilidade e aconchego do lar. Para ajudar os foliões que gostam de beber a sair das tradicionais latinhas de cerveja, da caipirinha e da pinga com mel, nossa reportagem pediu a consultoria de alguns “barmen” da cidade, que dão dicas de bebidas para todos os gostos, bolsos e tipos de folia.
A mais curiosa e simples delas é a caipirinha de cerveja, criada pelo barman do Café de La Musique, Rodrigo Correa, o Tetra. Trata-se da tradicional mistura de gelo, limão e açúcar, mas a cachaça ou vodca são substituídos pela cerveja. As dicas para que a bebida funcione, ensina Tetra, são que o copo seja grande, com bastante gelo, e a cerveja despejada vagarosamente, para que a espuma não transborde.
“A ideia surgiu em uma reunião de amigos, com ingredientes escassos. Funciona muito bem. É gostosa, refrescante, e dá para tomar a noite inteira sem ficar de barriga cheia e nem muito embriagado”, pondera o “barman”, ele mesmo adepto do Carnaval longe da folia. “Trabalho na noite, nos finais de semana. Quando surge um feriado assim, aproveito para descansar”, conta.
Outra criação de Tetra é a Super Energética, bebida criada, como o próprio nome sugere, para deixar os foliões no “220 volts”. Em um mesmo copo são colocados vodca Absolute sabor Açaí (Açai Berry), energético e suco de cranberry. “A mistura do açaí com a taurina do energético dão um gás para quem gosta de pular a noite toda. O suco, por outro lado, suaviza, equilibra, funciona muito bem”, destaca.
Se a intenção, no entanto, é caprichar no drinque e tomar em casa, uma opção é o Alfândega, o carro-chefe do bar de mesmo nome, localizado no Bairro São Pedro. A bebida é feita com absinto, licor de melão japonês (Midori) e kiwi. No bar, custa R$ 16,90. “O ingrediente mais difícil de se encontrar é o licor, uma bebida muito consumida em alguns países asiáticos. A mistura fica muito interessante”, conta o criador da mistura, o barman e sócio da casa, Pedro Loureiro.
Segundo ele, a bebida tem uma aceitação maior entre o público feminino e é ideal para ser acompanhado de boa música – aliás, como todos os drinques. O Alfândega tem um cardápio com pratos de diversas partes do mundo, como o Taj Mahal (cubos de frango com curry picante e amendoim e manga em cubos) e o Paris-Dakar (cubos de lombo suíno, confit de limão e molho de tamarindo) e uma ampla carta de coquetéis.
Café de La Musique
Rua Bárbara Heliodora, 123, Lourdes
Tel.: (31) 2512-3852
Funcionamento: quarta-feira a sábado, a partir das 19 horas
www.cafedelamusiquebh.com.br
Alfândega
Rua Viçosa, 250, São Pedro
Tel.: (31) 3223-1987
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12 às 22 horas; sábado, das 14 às 23 horas.
www.alfandegabar.com.br
Para beber
Caipirinha de cerveja
Ingredientes:
- Suco de 1/2 limão
- 2 colheres (20 gramas) de açúcar
- Gelo
- ½ lata de cerveja
Modo de preparo:
Coloque o limão e o açúcar em um copo longo com bastante gelo. Acrescente a cerveja vagarosamente, para que a espuma não transborde. Mexa e sirva.
Alfândega
Ingredientes:
- 1 dose (100ml) de absinto
- 1 dose (100 ml) de Midori
- ½ unidade de kiwi picado
- Gelo
Modo de preparo:
Em uma coqueteleira coloque o gelo e os demais ingredientes. Agite e sirva em taça de martini (decore com hortelã).
Super energético
Ingredientes:
- 50 ml de absolute
- 100 ml de suco de cranberry
- 100 ml de energético
Modo de preparo:
Em um recipiente, misture os ingredientes levemente. Sirva em um copo longo, com bastante gelo.
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Fotos Frederico Haikal
Impossível passar o dia de hoje sem pensar numa brisa, numa folga, numa vista. Desde ontem, na verdade, só penso nisso.
E hoje, pelo fim de tarde quente e claro, como tem sido as tardes na capital, se pudesse recomendaria a Salumeria Centrale, do chef italiano radicado em BH Massimo Bataglini e seus sócios Eder Santos, André Hallak, Guilherme Resende e Edson Pelison.
Porque lá tem a vista da Praça da Estação, tem o burburinho do Centro, tem o som do batuque do Carnaval, que está surgindo, ou ressurgindo na cidade. Tem até praia.
Também porque é vizinho do Nelson Bordello, onde dá para esticar depois, do teatro do Espanca!, onde a vida de cidade está sendo transformada em arte.
Tudo quase tão bonito ao vivo quanto nas belas fotos acima, todas produzidas pelo amigo Frederico Haikal. Artista da lente e, como eu, apaixonado pelo Centro de BH. Um coração pulsante.
Se o amigo ceder à recomendação, vá de panturrilha assada (durante cinco horas, R$ 28, para três pessoas), de “Queijo de Porco”, feito com toucinho e torresmo prensados (a gordura fica quase com gosto de queijo), uma especialidade da Serra Gaúcha (R$ 18) ou de o carpaccio de bacalhau com grão-de-bico e tomates confitados (R$ 26).
Peça cerveja gelada ou o vinho da casa, honesto. E a tábua de queijos (gorgonzola, reblouchon, canastra, grana padano, servidos com um pedacinho de favo de mel a R$ 35).
Até o fim deste mês, conta Massimo, a salumeria terá um espumante de marca própria, um brut produzido na Serra Gaúcha, cuja garrafa, envolta em papel de embrulho rosa e com a marca Vinho do Porco. Cujo rótulo será carimbado com o “Porco Tribal”, a marca da casa.
Vai lá.
Serviço:
Salumeria Centrale
Endereço: Rua Sapucaí, 527, Floresta
Telefone: (31) 2552-0154
Funcionamento: segunda a quarta-feira, das 18h à meia-noite; quinta a sábado, das 18 à 1 hora. Domingo, fechado.
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Em dias de turbulência, ensina a aniversariante do dia, a amiga Carolina Carvalho, o melhor mesmo é ficar tranquilo. Sem sofrer com o resto.
São dias de arroz com brócolis. Gostoso, simples, seguro, fácil de fazer. Como a vida deveria ser.
Eis a receita (para duas pessoas, ou uma com muita fome. Pode ser acompanhado de QUALQUER COISA).
Ingredientes:
150 gramas de arroz (um copo lagoinha, ou americano, para quem não é de Belo Horizonte)
50 gramas de brócolis picadinho
450 ml (três copos) de água
3 dentes de alho
¼ de cebola picadinha
Azeite (quanto baste)
Sal a gosto.
Modo de fazer:
Em uma panela com água (quanto baste) fervendo, mergulhe o brócolis até que ele fique verde escuro (cerca de 1 minuto). Escorra e passe sob água fria, para interromper o cozimento e fazer com que permaneça crocante, mas cozido. Reserve.
Em outra panela, refogue a cebola no azeite, acrescente o arroz, misture por alguns segundos e adicione a água. Espere levantar fervura, tampe parcialmente e reduza o fogo. Em cerca de 20 minutos a água terá evaporado e o arroz estará cozido.
Desligue o fogo, acrescente o brócolis e misture, corrigindo o sal.
Frite os dentes de alho fatiados em azeite até ficarem dourados, crocantes. Escorra no papel toalha e salpique por cima. É o toque de mestre. Bom apetite.
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Para quem aprecia boa cachaça e acredita no produto, a dica de hoje é o jantar harmonizado que acontece no restaurante Apotheca, no Anchieta.
Tá sem programa? Vai lá. Mas liga antes (31) 3287-1100, que as vagas são poucas.
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O dia começa mais triste com a notícia da morte do amigo e empresário Hugo Miranda Fiúza, entre muitas outras coias, criador do Huguito's.
Cara acima da média. Jovem, alegre, inteligente, tranquilo, bom companheiro.
Ele foi vítima de um acidente com uma carreta na última sexta-feira, na BR-040, que envolveu outros seis carros. Mais uma da roubalheira e da incompetência dos nossos deputados.
Ia passar o final de semana com amigos no Rio de Janeiro.
Ficam nossos sentimentos à família e aos muitos amigos. E aquela sensação de que, onde quer que esteja agora, estará bem.
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Chego hoje no jornal e me deparo com a seguinte nota de esclarecimento, enviada pelo pessoal do McDonald's:
"A propósito da matéria sobre o McDonald’s intitulada “Três dicas de sanduíche, ou porque evitar o McDonald's estando em BH”, publicada no site do Hoje Em Dia no último dia 27, a empresa esclarece que:
Na América Latina, a Arcos Dorados, empresa que opera a marca em toda a região, informa que o aditivo em questão não é utilizado como ingrediente nem em qualquer processo da cadeia produtiva. A companhia acrescenta que os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais”.
Que cada um tire suas conclusões.
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Lucas Prates
O sanduíche de picanha do B. Bistrô, feito SÓ de carne
Ia deixar pra lá, mas mas depois que a coisa do McDonalds, e seus hambúrgueres de amônia (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/mcdonald-s-usa-amonia-para-fazer-hamburguer-com-sobra-de-carne-1.398614), chegaram à imprensa mundial, graças ao ótimo Jamie Oliver, me sinto na obrigação de dizer.
Sim, em Belo Horizonte felizmente temos opções mais interessantes para comer sanduíches muito bons. E por preços justos.
O assunto foi tema da matéria que fiz para a sessão Mesa Posta, aqui do jornal, publicada no último domingo.
As indicações que faço de bate-pronto são o Eddie Burgers, o Duke'n'Duke e o B. Bistrô, todos na região da Savassi-Lourdes.
Claro, não são as únicas casas especializadas em sanduíches legais na cidade, mas são as que fui recentemente, e que recomendo com toda tranquilidade.
No Eddies, (são quatro unidades, a mais charmosa na esquina de Rua da Bahia com Fernandes Tourinho) que no ano passado abriu sua primeira franquia em Salvador (BA), o que gosto mais é o sanduíche que leva o nome da casa.
Carne grossa, bem temperada, com cebolas caramelizadas e pão de lá mesmo. Coisa de R$ 17, com batata frita.
No B.Bistrô, na Antônio de Albuquerque, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro, a escolha é mais difícil, mas o Nova York, feito com hambúrguer de picanha, gorgonzola e chutney de maça com tomate arrebenta.
Custa R$ 28, com batatas rústicas. Tem um feito com paleta de cordeiro que também vale cada mordida, por preço similar.
No Duke'n'Duke, provei o Mingus, feito com picanha moída, cebolas e molho barbecue feito com uísque Jack Daniel's. Coisa boa. Fica na casa dos R$ 25, com batatas.
Aproveite que está por lá para tomar o chope da casa, feito pelo Felipe Viegas, ou o irlandês Guiness, servido com gás nitrogenado, que dá mais cremosidade. Harmonia é isso ae.
Os três têm ambientes bacaninhas, que dão vontade de esticar o papo, e no B. Bistrô, carta de vinhos e drinques com vodcas mais bacanas.
E, mais importante, carne feita SÓ de carne, e batata que é SÓ batata. Sem amônia, conservantes, acidulantes, glutamato monossódico. Nada desses venenos. Nada de sal demais. Do jeito que a gente gosta.
Serviço:
Eddie Fine Burgers
Endereço: Rua da Bahia, 2652, Lourdes, e outros quatro endereços
Duke'n'Duke
Endereço: Rua Alagoas, 1470, Savassi. Tel.: (31) 3264-9857
B.Bistrô
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 1.354, Lourdes (31) 2531-1143
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Divulgação
Germano Dias, chef e padeiro da Casa Infinita, e suas criações
Coisa mais difícil é achar lugar para tomar um bom café da manhã, na rua, em Belo Horizonte.
Claro, padaria boa tem muita, mas falta um lugarzinho legal para sentar, com garçons, etc.
Para divulgar que oferecem o serviço, os amigos da Casa Infinita informam que até 9 de março quem for tomar café da manhã por lá e levar um acompanhante, tem um descontão.
Na verdade, o esquema é o seguinte: de cada duas pessoas que se servirem no buffet ou pedirem ao garçon bolos, pães e etc, só paga o que ficar mais caro.
Para quem comer menos, fica de graça. 100% de desconto. Para isso, basta preencher um pequeno cupon, com nome, endereço, e-mail, e data de aniversário.
A promoção (ou barbada, se eu fosse o Eduardo Girão), não é válida em feriados, sextas, sábados nem domingos. E só vai das 7 às 11 horas. Mesmo assim, mão na roda. Fica a dica.
Serviço
Casa Infinita
Endereço: Rua Ceará, 1118, Funcionários (esquina com Rua Aimorés)
Tel.: (31) 2531-3888
www.casainfinita.com.br
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As amigas da Confece (Confraria Feminina de Cerveja) mandam avisar (esse tanto de mulher, melhor obedecer!) que no próximo sábado tem encontro da Cerveja.
Na verdade, a 5a edição do Sábado Cervejeiro das meninas, que pela primeira vez será aberto ao público, inclusive masculino. E terá como tema “Cervejas de Verão”.
Quem quiser ir, além de comer bem e aprender sobre cerveja, terá o prazer de trocar impressões com as meninas sobre textura, sabor e harmonização de cada rótulo com seus respectivos pratos.
E falar da vida, da cena gastronômica de Belo Horizonte, de cuidados com bebês, física quântica, enfim...
O encontro acontece no Haus München, casa especializada em cervejas e comida alemã localizada no Bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.
O ingresso custa R$ 49, e dá direito a cervejas dos estilos Witbier, Bohemia Pilsen, Viena Lager, Dry Stout, Kölsch e Weissbier, que serão harmonizadas com pratos e acompanhamentos da casa.
Quem quiser participar deve mandar um e-mail para mkt@hausmunchen.com.br e aguardar confirmação.
Como já acontece nas reuniões mensais realizadas pela Confece, os participantes preenchem (que palavra feia!) uma ficha de avaliação para cada cerveja degustada. E dá notas às bebidas de acordo com as especificações dos estilos.
Além disso, o grupo produz artesanalmente duas cervejas que levam nomes de mulheres: Conceição e Aurora.
Que, segundo a Eulene Hemétrio colocou no Facebook, já estão sendo feitas desde semana passada. E que eu espero ter o prazer de provar (quem sabe até comprar uma ou duas garrafinhas) por lá. Será que vai rolar?
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Valdez Maranhão/Divulgação
Começou na semana passada e vai até o próximo dia 12 de fevereiro a primeira edição do Sabores do Mercado, festival que reúne 10 bares e dois cafés no Mercado Central.
No dia 19, tem procissão com sambistas, saindo na Augusto de Lima e terminando no estacionamento do Mercado. Os organizadores esperam 2 mil pessoas.
Mais uma razão para ir provar, daqui até o fim da farra, o pão de queijo e o bolo de fubá da Dona Diva (que com mais dois cafés saem a R$ 5,90), o Bororó do Fortaleza (carne de sol, mandioca, cebola e jiló, R$ 20) ou a costelinha defumada e frita, com batata, queijo minas e molho de amora do Bar Campinho (R$ 20).
A lista completa de pratos e participantes está em www.mercadocentral.com.br.
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