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Minha prima Zuca é doida de pedra. Quando põe na cabeça uma coisa, não há quem tire. Obsessão que se refletiu em suas paixões. Desde os sete anos, quando caiu de amores pelo Coiote, do desenho do Papa-Léguas, ela não parou de dar trabalho por conta de suas escolhas amorosas, digamos, nada convencionais. Ela já se apaixonou por Paolo Rossi (o carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1982) e até por Osama Bin Laden, indo às últimas consequências, como aprender árabe e fabricar uma bomba caseira.
Agora, numa família só de atleticanos, cismou com o Adilson Batista. Perguntei se não estava confundindo nomes, trocando o jogador Roger por Adilson, por exemplo. No momento em que ela abriu a caixa recheada de fotografias do técnico cruzeirense, com corações desenhados em vermelho sobre o rosto dele, não tive mais dúvidas.
Para tirá-la de cabeça, tentei explicar que Adilson não é querido por boa parte da torcida. Meu primo Otávio, que não perde a oportunidade de espezinhar o time rival e tem uma língua de curar bicheira, completou: "Acho que nem pelos jogadores. Daqui a pouco vai ter racha no grupo".
"Melhor para mim. Não terá nenhuma mulher de olho no meu homem", retrucou Zuca, revelando uma paixão avassaladora. "E quanto ao racha..." - tampei os ouvidos para não ouvir o resto, porque sei que a prima também tem fama de desbocada.
Todos lá em casa imaginávamos que, com uma possível demissão do treinador, após o fiasco no Campeonato Mineiro e a derrota para o São Paulo, no Mineirão, pela Copa Libertadores, o assanhamento teria fim. Que nada. Solidária ao amado, Zuca declarou guerra a qualquer um que fale mal de Adilson.
Depois que o técnico vociferou contra a imprensa mineira, passou a virar a cara para mim, como se eu fosse o culpado. Quando ele ironizou "o time de rosa", Zuca queimou todas as roupas que tinham essa cor. E, com os conhecimentos de terrorismo num curso por correspondência, já ameaça a vida do presidente cruzeirense, Zezé Perrella, caso este demita Adilson.
Na sexta-feira descobri que ela colocou uma bomba na Toca da Raposa e, apavorado, tratei de relatar para a família.
Quando passei na casa da prima, ontem, quase caí para trás ao ver o dengo como Zuca estava sendo tratada. Todos apoiando essa "relação" com o Adilson. Até meu tio, atleticano doente, prometeu que a levaria ao altar com muito gosto. E já marcaram data para o casório: 18 de maio de 2011.
Meu tio fala em festa dupla. Daquelas bem explosivas.
(*) Interino. E-mail: phenrique@hojeemdia.com.br
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A Seleção Brasileira entra definitivamente no clima da Copa do Mundo nesta semana, quando os 23 convocados por Dunga se apresentam para iniciar a preparação em Curitiba. Depois de administrar pressões, e resistir, Dunga terá, a partir da próxima sexta-feira, 25 dias para trabalhar até a estreia, em 15 de junho, contra a Coreia do Norte. Parece que desta vez o time canarinho embarcará sem o costumeiro oba-oba, o que é bom sinal. Mesmo porque o Carnaval antes da hora está longe de combinar com o estilo do treinador.
Dunga teve defensores de peso,como Pelé, ao deixar de fora algumas promessas do futebol brasileiro, e moldou o grupo de jogadores à sua feição. Blindou alguns, sempre criticados, mantendo a base que foi campeã da Copa América, da Copa das Confederações e sobrou nas Eliminatórias. Lealdade e união podem ser decisivas em uma competição tão curta quanto um Mundial.
E não duvidem: essa foi uma das principais preocupações do treinador na formação do time que tentará o hexa. Faltam sangue novo e um pouco de ousadia na Seleção Brasileira que vai para uma Copa com a maior média de idade da história? Talvez sim. Por outro lado, este será o último Mundial para muitos jogadores que lá estarão e pode ser que isso pese a favor. Não que estejam velhos, pelo contrário, a julgar pela idade pisarão nos gramados sul-africanos no ponto máximo da carreira.
É agora ou nunca. É o caso do próprio Kaká, 28 anos, estrela principal do time. Se não for na África do Sul, quando será para o ex-são paulino? É o último tiro também para Lúcio, Gilberto Silva e Luís Fabiano, para citar apenas alguns dos principais titulares de Dunga.
Pelé fez o que fez na Copa de 70 aos 29 anos. Da seguinte nem participou. Escreveu definitivamente seu nome na história da humanidade nos campos mexicanos. Quase um trintão, era então a imagem perfeita do atleta. A Seleção Brasileira bicampeã em 62, no Chile, era praticamente a mesma de 58, quatro anos mais velha. Era tão velhaca que precisou de manha para passar pela Espanha, numa esperteza do tarimbado Djalma Santos (ele cometeu uma falta dentro da área, mas deu dois passos para sair, enganar o árbitro e evitar a marcação do pênalti), e chegar à final.
É o que se espera agora dos homens de Dunga. Que encerrem o ciclo e deixem a semente para os meninos de todas as vilas.
(*) Interino
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Passadas as emoções de uma semana bastante movimentada no mundo do futebol, com direito a convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa da África do Sul, que começa no próximo dia 11, e partidas decisivas da Copa do Brasil e Libertadores da América, as atenções se voltam hoje novamente para a 40ª edição do Campeonato Brasileiro. Três partidas neste sábado e sete amanhã reservam emoção de sobra a torcedores dos quatro cantos do país.
O Atlético entra em campo hoje, às 18h30, contra o Grêmio Prudente, no interior Paulista, em busca da segunda vitória . Para o técnico Vanderlei Luxemburgo, a partida vale mais do que os três pontos, apesar de o próprio treinador garantir que não se importa muito com marcas. Mas, quando atravessar o túnel do Estádio José Farah, em Presidente Prudente, "Luxa", como é chamado pelos mais próximos, estará perto de quebrar a marca de 500 jogos no comando de equipes no Campeonato Brasileiro.
Com cinco títulos da competição no currículo, Vanderlei Luxemburgo é a esperança dos torcedores alvinegros para o clube levantar, pela segunda vez, a taça do Brasileirão. A primeira, em 1971, com o mestre Telê Santana à frente da equipe, boa parte dos torcedores não teve a oportunidade de ver. Afinal, lá se vão quase 40 anos.
E Luxemburgo já chegou dando sorte ao Galo. Conquistou o título logo na primeira competição disputada. Tudo bem que o técnico do Cruzeiro, Adilson Batista, que escalou uma equipe pra lá de mista na semifinal contra o Ipatinga e deu aquela mãozinha. Não que o título não tenha sido merecido, mas, sem o maior adversário pela frente na final, levantar a taça de campeão mineiro depois de três anos ficou mais fácil, claro.
A torcida hoje vale também para o Ipatinga, que recebe o Bahia, às 16h10, no Ipatingão, pela Série B. Depois de boa participação no Mineiro, boa sorte ao Tigre no Brasileirão.
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]Passadas as emoções de uma semana bastante movimentada no mundo do futebol, com direito a convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa da África do Sul, que começa no próximo dia 11, e partidas decisivas da Copa do Brasil e Libertadores da América, as atenções se voltam hoje novamente para a 40ª edição do Campeonato Brasileiro. Três partidas neste sábado e sete amanhã reservam emoção de sobra a torcedores dos quatro cantos do país.
O Atlético entra em campo hoje, às 18h30, contra o Grêmio Prudente, no interior Paulista, em busca da segunda vitória . Para o técnico Vanderlei Luxemburgo, a partida vale mais do que os três pontos, apesar de o próprio treinador garantir que não se importa muito com marcas. Mas, quando atravessar o túnel do Estádio José Farah, em Presidente Prudente, "Luxa", como é chamado pelos mais próximos, estará perto de quebrar a marca de 500 jogos no comando de equipes no Campeonato Brasileiro.
Com cinco títulos da competição no currículo, Vanderlei Luxemburgo é a esperança dos torcedores alvinegros para o clube levantar, pela segunda vez, a taça do Brasileirão. A primeira, em 1971, com o mestre Telê Santana à frente da equipe, boa parte dos torcedores não teve a oportunidade de ver. Afinal, lá se vão quase 40 anos.
E Luxemburgo já chegou dando sorte ao Galo. Conquistou o título logo na primeira competição disputada. Tudo bem que o técnico do Cruzeiro, Adilson Batista, que escalou uma equipe pra lá de mista na semifinal contra o Ipatinga e deu aquela mãozinha. Não que o título não tenha sido merecido, mas, sem o maior adversário pela frente na final, levantar a taça de campeão mineiro depois de três anos ficou mais fácil, claro.
A torcida hoje vale também para o Ipatinga, que recebe o Bahia, às 16h10, no Ipatingão, pela Série B. Depois de boa participação no Mineiro, boa sorte ao Tigre no Brasileirão.
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É patética a forma como alguns dirigentes do futebol mineiro tentam esconder seus fracassos e ganhar notoriedade na mídia e junto à torcida. Em vez de formarem grandes equipes e conquistarem títulos, trocam farpas e fazem acusações - muitas delas sem provas - via imprensa e, agora com a modernidade, nas redes sociais da Internet.
Ainda é fresco na memória dos torcedores as provocações entre Alexandre Kalil, do Atlético, e Zezé Perrella, do Cruzeiro. O primeiro disse que a participação cruzeirense na Libertadores é igual a filme dos Três Patetas: "Todo mundo sabe o que vai acontecer (no caso, sugere que é a eliminação do time), mas ri assim mesmo no final". Zezé deu o troco, afirmando que o filme do Atlético é de terror: "Termina sempre em tragédia".
Esse tipo de provocação barata não leva a nada e só contribui para que fora de Minas sejamos vistos como provincianos. Enquanto os dirigentes batem boca, nossos times vão ficando para trás em comparação, principalmente, com paulistas, cariocas e gaúchos. E não adianta dizerem que estão montando equipes competitivas, pois o Cruzeiro ganhou títulos importantes pela última vez em 2003, e o Atlético, há 39 anos.
Desviar o foco diante das derrotas e de outras dificuldades é muito fácil, ainda mais que a imprensa adora essas polêmicas e conversas fiadas. Mas o pior de tudo é que ao contrário de colocarmos um fim nessa situação, os mandatários dos dois grandes clubes da capital estão fazendo escola entre os diretores e presidentes de outras agremiações do Estado.
No Campeonato Mineiro deste ano, vimos os dirigentes dos "Américas", da capital e de Teófilo Otoni, usarem a mídia para esbravejar e bravatear. Os irmãos Marcos e Caio Salum, do Coelho, após a eliminação pelo Atlético na semifinal do Estadual, disseram ou insinuaram que o seu time foi "assaltado" pela arbitragem e que o alvinegro foi favorecido. Foi uma choradeira só aos microfones das rádios e TVs. E ficou por isso mesmo. E ano que vem vai ser a mesma coisa.
Já o diretor Marcelo Ramos, do América de Teófilo Otoni, achou que ia peitar o Galo e a Federação Mineira de Futebol naquele episódio da chuva que interrompeu o jogo entre o time do Vale do Mucuri e o da capital. Na ocasião, o dirigente americano queria que os 25 minutos restantes do jogo fossem cumpridos no dia seguinte, e levou o seu time a campo, naquela manhã de 4 de março. Como o Atlético não compareceu, Ramos usou a imprensa, com toda a empáfia, para dizer que não aceitaria jogar em outro dia e que o Galo deveria perder a partida por WO. Teve que engolir as próprias palavras e jogar duas semanas depois.
Como vemos, enquanto não houver punições para as acusações graves ou uma postura mais crítica dos torcedores e da imprensa, os dirigentes vão continuar a desfilar suas baboseiras. Deveriam é se apegar a uma das características mais marcantes do mineiro, que é trabalhar em silêncio, e deixar para tirar um sarro dos adversários com o caneco na mão.
(*Interino)
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Se cada jornalista ou torcedor montar uma lista com os 23 nomes que levaria à Copa do Mundo da África do Sul, dificilmente teremos relações idênticas. A avaliação de jogadores é uma coisa muito particular e depende da visão que cada um tem do esporte. A Seleção de 1982, montada pelo mestre Telê Santana, maior treinador que o futebol brasileiro já teve, é citada como um exemplo de qualidade, que deveria ser seguido por todos. Tem gente que chega ao absurdo de afirmar que prefere perder jogando bonito a ganhar com um time apenas eficiente.
Vamos à história e me apontem um time campeão do mundo nas duas últimas décadas com a arte em campo. A Alemanha de 1990, comandada por Beckenbauer, era um time frio e que tinha na força do conjunto o diferencial. O craque do time, Matthaus, nunca escondeu que era um jogador de muito fundamento, aplicação, passes e chutes precisos, mas que nunca foi um artista da bola. O Brasil de 1994 tinha como base um sistema defensivo eficiente, apoiado no grande momento do atacante Romário. A França de 1998 patinou durante todo o Mundial. Passou pelo Paraguai, nas oitavas, com o Gol de Ouro. Nas quartas, só eliminou a Itália nos pênaltis, e se garantiu na final passando pela Croácia sem brilho. Ficou a imagem dos 3 a 0 sobre o Brasil, na decisão, num dia em que a Seleção não entrou em campo por causa dos problemas vividos por Ronaldo horas antes da partida.
Em 2002, o penta brasileiro foi conquistado por um time que Felipão montou com três zagueiros (Lúcio, Edmílson e Roque Júnior) e dois volantes (Gilberto Silva e Kléberson). A diferença em relação a 1994 era que na frente, ao invés de apenas um jogador fazendo a diferença, o time de Scolari tinha dois (Ronaldo e Rivaldo). A Itália, última campeã do mundo, em 2006, baseava tanto seu jogo na defesa, que os seus destaques foram o goleiro Buffon e o zagueiro Cannavaro, que no final do ano foi o primeiro defensor a ganhar o prêmio de melhor do mundo da Fifa.
Questionar a lista de Dunga é um direito de todos. Eu também tenho as minhas preferências e discordo de alguns critérios do treinador. Mas querer falar em futebol-arte para criticar o técnico é conversa fiada. A arte passa longe da Copa do Mundo há muito tempo. É muito dinheiro em jogo e as 32 equipes querem é levantar o caneco, ganhar prestígio e dinheiro. Ninguém joga aberto. Só se a Fifa criar um Mundial para artistas e passar a dar o troféu a quem jogar o futebol mais bonito. Vai ser um espetáculo. Mas não chamem o Dunga. (*) interino
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Dunga tem tudo para trazer o troféu do hexa para o Brasil. O gaúcho assumiu a Seleção após a Copa de 2006, quando o time de Parreira fracassou, saindo nas quartas de final e dando o que falar mundialmente. O grupo do professor polido, maleável e também artista estava pintando e bordando nas noites alemãs, com suas estrelas dando autógrafos e dançando o rap e o pagode mais do que treinando. Ronaldo, já pesando mais de 100 quilos, tomou chapéu dos franceses, e Ronaldinho Gaúcho, campeão da Champions League à época, ainda comemorava o título com festas e mais festas. Kaká, Gilberto Silva, Juan, Lúcio e Zé Roberto fizeram uma Copa razoável, mas não poderiam reagrupar uma equipe quase desintegrada.
Admiro Dunga como treinador e como cidadão. Vejo que o gaúcho tira o melhor das lições que tem a cada dia. E não olha para os lados. Segue o seu caminho, a sua direção, a sua meta, sem deixar que energias contrárias invadam o seu espaço. E mesmo não agradando aos que gostam de ser bajulados, ou cedendo às pressões dos autoritários e bairristas de carteirinha, "dom Casmurro" vem, passo a passo, pedra a pedra, construindo um trabalho para ficar na história do futebol brasileiro.
É claro que já tirou o melhor do pior de seu passado como jogador. E como! Para só falar de Seleção, o volante e capitão do Brasil campeão da Copa de 94 nos Estados Unidos sofreu e carregou em seus ombros todas as críticas pelo fracasso de 1990, na "Era Dunga". Ele, Carlos Caetano Bledorn Verri, com certeza tirou o melhor de todas as críticas e de todo o sofrimento como ser humano, que deve ter sentido, para se fortalecer psicologicamente e ainda mais em sua integridade, e chegar agora - depois de assumir a Seleção sem bagagem como técnico -, há um mês do início da Copa da África do Sul, se impondo através de um trabalho sério, onde sua mão e sua mente são mais fortes, ganhando a confiança de todos seus comandados (como Felipão) e mostrando que também entende, e muito, de esquemas táticos (como Parreira e Zagalo).
Conquistou a Copa América, em 2007, quando deu uma aula tática no experiente Alfio Basile, técnico da Argentina, ao explorar os contra-ataques, além de fechar o meio, neutralizando o talentoso Riquelme. E levou a Copa das Confederações no ano passado, virando em cima dos Estados Unidos, depois de estar perdendo por 2 a 0, na final. Só não trouxe a medalha de ouro olímpico, repetindo o bronze de todos os outros professores. Só falta o aval dos astros no caminho desse talentoso e íntegro ser humano. Espero que as estrelas estejam de seu lado nos meses de junho e julho. Assim seja!
(*) Interina
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O Brasil para hoje. O técnico Dunga convoca os jogadores da Seleção que disputará a Copa do Mundo da África do Sul, a partir do dia 11 de junho. E quatro dias depois, o Brasil estreia contra a Coreia do Norte, em Johannesburgo. Mas, hoje, os milhões de "treinadores"que somos ficaremos ligados na convocação de Dunga. Para muita gente, o treinador, considerado um casmurro, mal-humorado, vai deixar de fora dois dos "meninos da Vila", casos de Neymar e Paulo Henrique Ganso, além do "enfant-terrible" (em todos os sentidos) Ronaldinho Gaúcho.
Dunga terá que divulgar a convocação de 23 jogadores com passaporte carimbado para a terra de Nelson Mandela. Ele também entrega à Fifa a relação com o nome de mais sete, completando 30. Então não será surpresa se o treinador deixar os três (Neymar, Ganso e Ronaldinho Gaúcho) nesta relação.
Mas há um grande obstáculo para isso. É que Dunga, no comando da Seleção após o fiasco da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, em que Ronaldinho Gaúcho foi um dos protagonistas, deixa entender que, para a sua escolha, pesa - e muito - todo esse tempo de trabalho. Embora tenha pecha de "turrão", o gaúcho Dunga conhece, e muito, o futebol brasileiro. Sabe que, em copas, a Seleção sempre contou com ingredientes típico: a artimanha, a técnica e a ginga brasileiras.
Basta citar Pelé, Garrincha, Amarildo, o Possesso, Tostão, Rivellino, Gérson, Romário, Ronaldo "Fenômeno", entre outros. E tem mais: quem, ao ver as imagens da TV, não observa a malícia de Nilton Santos, a "Enciclopédia", que ao fazer falta dentro da área num espanhol dá um passo à frente e fica parado para mostrar ao árbitro o local da infração. A Espanha bateu a falta e o Brasil virou para 2 a 1, arrancando para o bi no Chile.
A pressão é grande. E de todos os lados. Da imprensa brasileira e também da imprensa estrangeira. Dunga mandou alguns recados, mas a hora da verdade é hoje. Sabe-se apenas que Júlio César é intocável. O grande problema da Seleção é a lateral esquerda. Até hoje o treinador testou vários jogadores e nenhum, ao que parece, deu conta do recado.
Gilberto, do Cruzeiro, foi convocado para o último amistoso contra a Irlanda, em Londres, antes da convocação definitiva, mas nem entrou em campo. Por isso, até Roberto Carlos, do Corinthians, surge com chances de disputar sua quarta Copa.
Aqui, em Minas, a torcida de Cruzeiro e Atlético têm esperança de que Fábio e Tardelli estejam na lista de Dunga. Apesar da grande fase, a chance de Fábio é pequena - Júlio César, Victor (Grêmio) e Doni (Roma) são os cotados. Tardelli, - que esteve em outras convocações, pode sonhar um pouco mais.
(*) Interino
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Atlético e Cruzeiro estrearam, ontem, no Brasileiro. O primeiro faz parte do grupo de oito equipes que, pela falta de outra competição para disputar, joga todas as fichas no início do Nacional. O segundo integra a lista de 12 times que jogará, simultaneamente, o Brasileiro e a Copa do Brasil ou a Libertadores. Tanto o grupo do Galo quanto o da Raposa sabem que o Brasileiro começará mesmo ao final da Copa do Brasil, da Libertadores e, principalmente, depois da Copa da África do Sul.
Não é preciso muito para se chegar a esta conclusão. Afinal, a cada quatro anos, a Copa ofusca qualquer tipo de competição esportiva, seja ela qual for. Se isto é óbvio, por que o torcedor de Atlético e Cruzeiro têm a impressão, até agora, de não saber com qual elenco as duas equipes contarão quando o Brasileiro realmente começar? O Galo jogará o Nacional com o time que venceu o Mineiro ou o que foi eliminado na Copa do Brasil? E a Raposa? Jogará com o time eliminado na semifinal do Estadual ou o que tenta avançar para a semifinal da Libertadores?
Na prática, tanto no caso do Atlético quanto no caso do Cruzeiro, as equipes são as mesmas. E o problema está justamente aí. A crônica aponta as duas equipes como favoritas ao título. Mas o torcedor não pensa assim. Pelo menos não deveria. Afinal, como o Atlético pode ser favorito ao título se foi eliminado na Copa do Brasil, justamente quando enfrentou a primeira equipe da Série A que encontrou pelo caminho? Agora, terá 19 pela frente. E como apontar favoritismo ao Cruzeiro que, além de ficar de fora das finais do Estadual, mostra desequilíbrio na competição sul-americana?
E os dirigentes também sabem disso. Mais uma vez, o Atlético aposta na competência de um treinador para fazer o time jogar. O negócio é que, quem joga, é o jogador. E, como se viu até agora, o Galo tem um elenco limitado. Por mais que esbraveje e gesticule, Vanderlei Luxemburgo não entra em campo. E pior. Pode, inclusive, deixar o Galo no segundo semestre. Por mais que repita que cumprirá o seu contrato até o final de 2011, treinador nenhum do mundo resistiria a um convite para dirigir a Seleção. Independentemente da participação do Brasil na Copa da África, é certa a saída de Dunga. E Luxemburgo está à espera de um convite da CBF.
E aí, mais uma vez, o Galo se arrependerá de suas apostas. Não só no controverso treinador, mas em jogadores que não são mais competitivos. No Cruzeiro, a situação também não é muito diferente. Todo o equilíbrio do segundo semestre dependerá do resultado da Libertadores. No caso de fracasso, o criticado Adilson Batista não terá como se segurar no cargo. E com ele sairá uma série de jogadores que estão com o prazo de validade vencido com o torcedor. Ainda estão no elenco por insistência do treinador. Por isso, calma lá!
(*) Interino. E-mail:acapella@hojeemdia.com.br
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Minas entra devendo no Campeonato Brasileiro que começa hoje para Atlético e Cruzeiro. Em 39 edições, dois títulos para um Estado que se coloca entre os três principais do país no futebol é muito pouco, mas muito pouco mesmo. O que vale, e fica na história, é o troféu na galeria do clube.
Em resultado, estamos empatados com o Paraná, um Estado que tem, mesmo entre seus principais clubes, presença constante na Série B. Os paulistas ostentam 17 voltas olímpicas, contra 11 dos cariocas. Se nos rendermos ao poderio econômico do eixo e nos rivalizamos com os gaúchos, perdemos de goleada também: 5 a 2.
É melhor ocupar a mídia brigando pela posse da taça de bolinhas do que se gabando de médias de público ou análises elogiosas de regularidade nos pontos corridos. Sinceramente, está na hora de pensar mais alto. Atlético e Cruzeiro têm prestígio e grandeza suficientes para não se contentarem apenas com uma vaga na Copa Libertadores. O sonho é mais em cima, pessoal!
Para qualquer equipe de fora, sem exceção, empatar no Mineirão é quase um alívio, em condições normais. Então,o que falta para a dupla mineira "capitalizar" essa força? Talvez seja postura. É preciso parar de tão somente reclamar de arbitragens ou lamentar erros do passado. É preciso entrar com gana de campeão.
O Campeonato Brasileiro é o mais duro do mundo, ninguém duvida. Não é fácil conquistá-lo.Tem uma história de injustiças também, claro. Algumas vezes Atlético e Cruzeiro fizeram melhor campanha e sucumbiram ao final. Como pode um jogador como Reinaldo jamais ter sido campeão? Mas, agora, na era dos pontos corridos, o espaço para surpresas é muito curto. Com todo respeito, dificilmente aparecerá um outro Bangu brigando pelo título.
Com isso, ganha muita importância o trabalho de retaguarda, o planejamento e, principalmente, a capacidade de manter o foco o tempo todo. Os jogos de hoje, contra Vasco e Inter, têm a mesma importância daqueles que serão disputados daqui a cinco meses, por exemplo, contra Corinthians e Goiás, no dia 6 de outubro.
Nem a cartolada dá muita bola. No meio do ano desmancha-se o time sem qualquer cerimônia. Basta abanar um punhado de euros. E sem o Mineirão, que ficará fechado a partir de junho por conta das obras para a Copa de 2014, o desafio será maior ainda nesta temporada. Rio e São Paulo têm outros estádios. Aqui, o Independência foi ao chão, necessariamente, e não se sabe quando estará de pé novamente, apesar das datas e promessas oficiais.
Mas quem sabe em meio ao improviso imposto pelas dificuldades não aparece um fato novo? A dupla mineira troca o Mineirão, considerado um campo neutro, por suas dimensões, por um caldeirão de torcedores apaixonados em Sete Lagoas, Ipatinga ou outra praça por aqui. Foi assim, na base da pressão sobre os adversários, que Sport e Atlético-PR já ganharam títulos. Se preciso, que seja assim também com Atlético e Cruzeiro. (*) Interino
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