Não faltam evidências de que o brasileiro paga caro pelos serviços de telecomunicações. Depois do estudo da consultoria inglesa Bernstein Research, que mostrou a disparidade das tarifas de celular brasileiras diante da renda per capita do país, relatório recente da União Internacional de Telecomunicações (UIT) aponta na mesma direção. A diferença é que a UIT apurou não só os preços do celular, mas de uma cesta que abrange as tecnologias de informação e comunicação, ou seja: telefone fixo, celular e internet banda larga fixa.
A pesquisa da UIT foi realizada em um grupo de 161 países. O preço da cesta de serviços no Brasil, em 2009, representou 4,14% da renda per capita do país, que ficou em 87o lugar no ranking das tarifas.
Na faixa entre o 80o lugar e o 90o lugar, fazem companhia ao Brasil, em termos de custo das tarifas, países como o Chile (3,49% da renda per capita), Índia (3,64%), Santa Lúcia (3,72%), Irã (3,87%), Fiji (3,94%), Macedônia (3,97%), São Vicente e Granadinas (4,11%), Tailândia (4,15%), África do Sul (4,20%) e República Dominicana (4,29%).
As tarifas mais baratas, em relação à renda per capita, de acordo com a UIT, estão principalmente em países com uso mais desenvolvido das tecnologias da informação e comunicação. Lideram o ranking das tarifas módicas em relação à renda per capita Macao (China), com 0,23% da renda per capita; seguida de Hong Kong (China), com 0,26%, Cingapura (0,33%), Kwait (0,37%), Luxemburgo (0,40%), Estados Unidos (0,40%), Dinamarca (0,41%), Noruega (0,41%), Reino Unido (0,57%) e Islândia (0,58%).
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9 de Março, 2010