Como a coluna impressa PELA CIDADE noticiou no último sábado, a banda inglesa Simply Red confirmou apresentação em Belo Horizonte: dia 21 de abril, no Chevrolet Hall. Mais dois outros nomes internacionais deverão ser confirmados nos próximos dias para tocar na capital mineira ainda no primeiro semestre e se juntarem a The Cranberries, A-ha, Guns and Roses, Roger Hodgson, ex-Supertramp, com show confirmado para o Chevrolet dia 15 de maio, e o próprio Simply Red. É a turma trabalhando para colocar definitivamente BH na rota dos grandes artistas mundiais que vêm ao Brasil. Ponto positivo.
O show do The Cranberries, no Chevrolet, ficou lotado. Os ingressos para o Guns, no Mineirinho, 10 de março, estão se esgotando rapidamente. É a resposta que o público belo-horizontino e mineiro precisa dar ao mercado da música internacional e aos produtores que estão trabalhando para trazer as atrações para cá, confiando no retorno que terão.
Na contra-mão dessa história, acompanhamos, por meio de reportagem do jornal HOJE EM DIA, o fechamento do Music Hall. Uma pena, pois é um espaço que comporta bem shows de média expressão. Às vezes, nem tão média, pois já passaram por lá bandas muito interessantes do cenário brasileiro. O fechamento deve-se à falta de público em algumas ocasiões, como aconteceu num show do Jota Quest ano passado e à ausência de patrocinadores. Os sócios ainda aguardam uma solução, acreditando que conseguirão reverter a situação. Tomara!
Em vez de fechar espaço, é necessária a abertura de mais casas do gênero em Belo Horizonte, para a população não depender apenas do Mineirinho e do Chevrolet Hall, na maioria das vezes. Existem alternativas, como o Palácio das Artes, Mega Space, Mix Garden, Arena Vivo, mas são estruturas mais específicas. O PA, por exemplo, é um teatro; não combina com grandes shows em que a galera goste de ficar em pé. O Mega Space e o Mix Garden exigem uma estrutura de festa diferente, com mais detalhes de produção, e na Arena Vivo existe toda a burocracia que envolve o Minas Tênis Clube. Ainda existe o Mineirão, mas aí esbarramos nos interesses dos clubes de futebol e na cara manutenção do estádio. Mas mesmo assim, acreditamos ser uma boa alternativa, com um planejamento adequado. O Guns, por exemplo, poderia ser no Mineirão. A banda vai esgotar o Mineirinho, pelo que parece, e tinha cancha para levar 50 mil pessoas ao Gigante da Pampulha. Outra possibilidade é a Serraria Souza Pinto, não para o Guns, e sim para shows médios, mas que também esbarra em problemas, como a vizinhança, que não gosta de barulhos. Por lá também, nada que ultrapasse 4 mil pessoas.
Por falar em estrutura é um absurdo as regras que o Chevrolet Hall impõe a seus parceiros para a realização de quaisquer eventos no local. A casa tem parceria com uma marca de refrigerantes e cerveja e comercializa exclusivamente os produtos determinados em seus bares. Por esse motivo, uma lata de cerveja por lá custa R$ 4,50 e se o show está cheio, é arriscado você tomar a bebida quente.
Definitivamente, BH precisa de um novo espaço para shows, que comporte entre 20 e 30 mil pessoas, espaçadas em um ginásio, como no Mineirinho, mas que tenha uma estrutura de qualidade na acústica como um Palácio das Artes, ou seja aberto, como um Parque de Exposições; atenda bem ao público, com distribuição de bares e banheiros, para evitar filas enormes; preços justos nas mercadorias, com abertura de concorrência, ou seja, uma verdadeira arena, para competirmos de igual para igual com Rio e São Paulo.
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