|
Marketing Viral
Há conceitos na vida da gente que usamos diariamente, principalmente rótulos, sem que nos preocupemos com o significado. Por exemplo: durante quatro séculos a Inglaterra pagava, mensalmente, diretamente do Erário Real, o salário de um cidadão que ficava postado em um tamborete na Cornuália, com um óculo no olho, vigiando o mar. No final do século XX, resolveu o Parlamento inglês investigar o porquê daquele pagamento mensal, feito a partir de 1580 a um cidadão, que tinha o emprego em caráter hereditário. E aí, descobriu-se que a função daquele barnabé britânico, era vigiar se a Invencível Esquadra de Felipe II estava vindo ou não tomar o trono de Elizabeth I para Mary Stuart! Há quatro séculos esses nobilíssimos defuntos já haviam virado pó e o cara ali, mês após mês, embolsando a mufunfa real.
Da mesma forma, o marketing viral. Por que viral? Andei perguntando a um colosso de colegas com o alfabeto inteiro depois do nome, e os peagadês não me deram uma resposta válida.
Viral, porque se espalha como uma epidemia. Você veicula, em qualquer meio, e a coisa se espalha. De repente o vídeo da Cadbury com o gorila tocando bateria é visto por 25 milhões de pessoas. Ou os vídeos das camisinhas Trojan.
Na verdade, pensando bem, a epidemia viral é o sétimo céu de qualquer criativo. Criar um comercial, um vídeo, uma peça de e-mail marketing, um hotsite que se propague epidemicamente, trazendo com isso todos os benefícios necessários à consciência da marca. E ainda todos os atributos necessários a uma boa publicidade, a um excelente esforço de relações públicas, e assim por diante.
Sobre esse assunto teremos uma discussão em profundidade, no próximo dia 16 de setembro, às 9 horas, com Matthew Smith, considerado o monstro sagrado do marketing viral, no Brains, projeto da Alquimia, no Teatro Sesiminas.
Design verde
Conhecendo o trabalho de pesquisa e o desenvolvimento de projetos específicos de "design verde" de Jeremy Faludi, professor da Universidade de Stanford, andei pesquisando e fiquei meio triste por perceber que muito pouca coisa se tem feito em termos de se minimizar o impacto ecológico do design no meio ambiente, aqui no Brasil. Uma vasculhada na Internet mostra-nos o quanto os Estados Unidos e a Europa estão preocupados com o tema. Na Europa, então, os jardins verticais, os pomares de coberturas compartilhados pelos condôminos, os jardins nas calçadas de Williamsburg, no Bronx, em Nova York... nada disso se vê ainda em nossa terra. Stanford e, principalmente, o Green Design Institute da Universidade Carnegie Mellon, parecem reger o processo. Em um planeta já sendo encaminhado para a UTI ecológica, é fundamental que alguém dê o grito de alerta. Sobre tudo isso, Jeremy Faludi, de Stanford, estará falando no próximo dia 16 de setembro, no Brains, quando discorrerá sobre "A Marca Sustentável", no projeto Brains, no próximo dia 16, no Teatro Sesiminas. Reserva de convites pelo telefone: 3261-8980.
Minhas Gerais
1) Tô sabendo. New360º, do João Delpino e da figura mais criativa em design desse vasto continente tupiniquim, Ângela Dourado, contratando gente nova, competente, pro planejamento. Bom pra New. Triste para a outra agência amiga, que perde um profissional desse nível.
2) Devassa volta de caminhão. E lá vem a Paris Hilton, outra vez, dirigindo uma carreta na orla de Copacabana. Quando eu era menino, chamar uma mulher de devassa dava Tramontina no umbigo ou chumbo no miolo. O tempora! O mores!
3) Um dos principais patrocinadores do evento Brains, em Setembro, será o "HOJE EM DIA". Haroldo Lemos e Renata: gente de visão, gente que percebe o bem que está fazendo à comunidade de comunicação de Minas Gerais. Parabéns aos meus colegas do HOJE.
4) Em novembro: Jeff Bremser e Scott Reinardy na Inovatec. Dia 5 de outubro. Inovação em Comunicação de Marketing e Jornalismo Esportivo Inovativo. No Expominas.
5) Só tenho ouvido elogios à Domínio Público: ainda vou lá, tomar uma pinga e entrevistar aquele pessoal. Quem tem me ajudado bastante, lá, é o Luiz Mastropietro, um menino que, como diz meu compadre Acácio, é" cheio de intiligênça na cabeça". Especialista em "channel planning". Se você não sabe o que é isso, tome vergonha na cara e vá estudar!
6) Estou trabalhando com uma empresa cuja idade média da fauna executiva não passa dos vinte e poucos anos. A iZap. Um pessoal que é bom demais de serviço em serviços de Web: criação, design, e-mail marketing e outros bichos ciberespaciais. O telefone deles é (31) 3239-4001. Mais um meritório serviço de benemerência pública do Mário Alcântara.
7) Outra empresa que só sabe crescer prestando bom serviços: a Razz Comunicação, do Paulo Cezar Zandona. Nem a mãe dele o chama assim. É PC, pra todo mundo. Também é Flórida. Soluções em tudo o que se refere à Web. Menos e-mail marketing, já que foi ele que me indicou o Pedro, da iZap. Telefone da Razz (31) 3075-1200
| .Histórico |
|
O mercado mineiro de marketing e comunicação ganha um escola exclusivamente dedicada ao desenvolvimento profissional com cursos de curta duração para empresários, profissionais de comunicação de marketing e estudantes que queiram já dar início a uma especialização. Nasce a Alquimia. Uma nova química de ensino: prática, objetiva, direta. Com cursos em formatos, duração e horários que levam em conta a disponibilidade (ou falta!) de tempo dos executivos.
Como evento de lançamento, a Alquimia realizará, no próximo dia 16 de setembro, das 8 às 14 horas um evento internacional, com a presença de Alex West, "head talent" da Mother (Londres), de Jeremy Faludi, pesquisador e grande especialista em design da Universidade de Stanford, e Matt Smith, o genial co-fundador e criativo da TheViralFactory, da Inglaterra. Só pra dar uma ideia muito geral, vamos analisar o perfil desses três grandes nomes da moderna comunicação de marketing:
Alex West- "Global Head Talent" da Mother
A Mother é hoje sinônimo da criatividade, do inconformismo, do novo modelo de agência de propaganda em todo o mundo. Como responsável por manter todos os criativos da agência, em todo o mundo, sempre à frente do processo, Alex West é um profissional permanentemente preocupado com o futuro da comunicação de marcas. Seu tema no "Brains" será exatamente o cerne dessa preocupação: "Novas Práticas de Criação". Uma conversa, ainda que rápida com Alex, é um curso inteiro de inovação em propaganda. Imagine-se, portanto, uma hora e meia de palestra e bate-papo com alguém desse nível.
Matthew Smith - Co-fundador e diretor estratégico da The Viral Factory
Existem apenas 4 ou 5 empresas que realmente sabem fazer marketing viral e que tenham um portifólio de sucesso para oferecer a segurança que uma marca necessita quando entra no universo digital. A The viral Factory funciona e tem consistência de resultado em um mercado onde ainda reina "tentativa e erro".
Reconhecido como um dos maiores nomes em criação de comunicação viral. Suas campanhas já geraram mais de 1 bilhão de visualizações globalmente. A frente da Londrina The Viral Factory criou alguns dos virais mais vistos do mundo, incluindo:
Ford - campanha Bird: mais de 60 milhões de visualizações
Trojan Condoms - campanha Vault: mais de 62 milhões de visualizações
Axe - campanha Ravenstroke: mais de 45 milhões de visualizações
Em 2009 foi a agência digital mais premiada no festival de Cannes. O tema da palestra de Matt Smith no Brains será "Como Não Ser Ignorado Na Internet".
Jeremy Faludi - Estrategista e pesquisador de design sustentável, professor da Universidade Stanford
Uma mente inovadora que já participa de projetos sustentáveis para empresas, instituições, governos e hospitais, num momento em que as empresas vivem um processo de adequação de suas práticas atuais em práticas mais sustentáveis.
Constantemente requisitado por empresas que buscam alinhar sustentabilidade , design e construção de marca Jeremy influencia a criação de marcas sustentáveis no mundo todo. Com conferências na Índia, França, Canadá e Espanha é ainda colaborador em livros como:
"Worldchanging: A User's Guide for the 21st Century Packaging Sustainability", "Eco-labels: Concerns and Experiences" e "Green Graphic Design".
Participa ativamente do respeitado projeto Frog que desenvolve projetos unindo alta tecnologia sustentável para construção de escolas, hospitais etc. No Brains, a palestra de Jeremy versará sobre "A Marca Sustentável".
Os ingressos serão vendidos a partir da próxima semana e todas as informações poderão ser obtidas no e-mail projetobrains@alquimiabh.com.br
98 FM: Concurso de Bandas
Quem sempre sonhou em ter uma banda de verdade, pode preparar o repertório e ensaiar bastante, pois a 98 FM vai tirá-la da garagem! O Palco 98 Festival vai dar a oportunidade para as bandas menores mostrarem seu som e conquistarem seu lugar ao sol. E a melhor delas vai ter tudo o que precisa pra estourar: o primeiro lugar ganha um show montado no Hard Rock Café, um portal na Internet e três meses nas paradas de sucesso da 98 FM.
Uma comissão julgadora será montada pela equipe da rádio, o pessoal da MTV Minas e os patrocinadores do projeto. Das inscritas, 18 serão selecionadas e, de três em três, as bandas vão se apresentar às quartas-feiras, a partir do dia 15 de setembro, no Palco 98 Festival, no Hard Rock Café. No comando da atração, o irreverente Dudu, do programa Graffite.
Para se inscrever, cada banda tem que preencher e imprimir o regulamento disponível no site da "98 FM" (www.98fm.com.br) e preparar um CD ou DVD com músicas autorais e covers em formato mp3, fotos de divulgação em alta resolução, logomarca da banda e um texto de apresentação (release). Tudo isso deve ser entregue na Rádio 98 FM (Av. Senhora do Carmo, 99, Sion. CEP: 30310-000). O período de inscrições vai até dia 8 de setembro.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
Por que as agências e os anunciantes inovam tão pouco? Por que o ser humano passou a ter como única e exclusiva atividade no globo a busca e armazenamento de informação?
Por que setores antes responsáveis pela origem e desenvolvimento de esforços notáveis que construíram a história da propaganda, como o varejo, por exemplo, transformaram-se na alucinada gritaria burra e de mau gosto que nos é empurrada goela abaixo pela mídia?
Por que, em cada categoria, uma, quando muito duas empresas se destacam de todas as demais, são infinitamente mais inovadoras que suas concorrentes? E isso a despeito de terem acesso ao mesmo tipo de talento, às mesmas agências, à mesma mídia, à mesma intensidade de mensagens em sua comunicação?
Em uma palestra do antropólogo norte-americano Simon Sinek (que também escreveu um livro cujo título é esse mesmo questionamento, "Start With a Why"), eu comecei a encontrar respostas para essas dúvidas que estão minando a sanidade mental de qualquer publicitário digno desse nome.
Se analisarmos o cenário de Minas Gerais (e daí o Brasil e todo o resto do mundo) veremos que todas as empresas, todos os grandes líderes inovadores, todas as organizações de sucesso pensam, planejam, agem e se comunicam da mesma forma. Em frente ao meu computador, tenho o meu iPhone. Algumas pessoas da equipe do Museu da Comunicação só trabalham no iMac. E aí vem a mesma pergunta dessa longa cantilena que venho repetindo: por que a Apple simplesmente não pode ser comparada, em sucesso de vendas, em qualidade de "branding", enfim, em qualquer outro item da receita de sucesso com seus concorrentes? Por que dentre todos os cientistas e sábios do mundo Albert Einstein se transformou na "marca da ciência"? Somente ele, e ninguém mais.
Martin Luther King se transformou no símbolo internacional da luta pelos direitos civis. Só por que ele era um fantástico orador? Quantos milhares de grandes oradores possuíam os Estados Unidos na década de 60?
Apple, Einstein, Martin Luther King tornaram-se conhecidos como marcas de excelência por que tinham um objetivo, uma causa, uma crença.
As pessoas não compram produtos da Apple, ou as teorias de Einstein, ou a comovente oratória do Dr. King. As pessoas não compram o que essa empresa e essas pessoas fazem ou fizeram. As pessoas compram o porquê daquilo que essa empresa e essas pessoas representam.
O grande segredo de marketing oculto nesse "por que" que você não faz negócios com quem quer aquilo que você fabrica. O segredo é fazer negócios com quem acredita na sua causa, com quem acredita naquilo que você acredita.
A Setembro Propaganda, um exemplo que eu vivi muito intensamente, a DDB, de Bill Bernbach, a agência do Duailibi, do Petit e do Zaragoza, a seleção que tinha Pelé e Garrincha, assim como a Apple, a Mother, a Wieden+Kennedy e um punhado de outros exemplos, foram ou continuam sendo a corporificação de uma crença, uma causa, um propósito. Você, como publicitário, como dono de agência, como cliente, como futuro profissional de comunicação tem de se responder esta pergunta: qual é seu objetivo, sua crença, sua causa, seu significado no Planeta?
O Dr. King declarava ao mundo que ele "tinha um sonho". Ele nunca arregimentou adeptos declarando que ele "tinha um plano". Atrás de toda marca bem-sucedida há uma crença. E somente quem crê, atinge a salvação. Até no mercado.
Redes Sociais
Podem me chamar de chato ou burro. Mas estou começando a ficar de saco cheio com o Twitter, o LinkeIn, o Facebook e outras enervantes chaturas das redes. Textos cheios de coisas vazias. E só penduricalho. Muito pouca sustança!
A marca da
Copa de 2014
É só maledicência ou aquela marca horrorosa da Copa 2014 é mesmo o Chico Xavier em transe? Estava analisando o corpo de jurados e fiquei entusiasmado. Com base no critério de escolha dos integrantes do júri, eu tenho tudo para dirigir o próximo filme do Spielberg ou para liderar a primeira tripulação que irá a Marte. Afinal, neste país, pra que competência?
Rádio
CDL
Brevemente um programa da Rádio CDL inteiramente dedicado à propaganda. Aguardem.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
Wieden+Kennedy
Quando estou brincando com Maria Eduarda, minha netinha de dois anos, às vezes peço a ela que desenhe um gatinho. E, de vez em quando, coloco um desafio - desenhe o vovô, Duda! E com aquela carinha matreira, rodeada de cachinhos louros, a Duda me mostra uma obra-prima, que é uma rabisqueira que nem ao menos se parece com um simulacro do Frankenstein. Mas, para ela, é o vovô Mário. E ela sempre acrescenta: "Óia, vovô, que 'indo!" E o vovô, lindo, fica ali, babando, apaixonado pelo retrato, pela liberdade criativa da Duda.
Porque criar é o supremo ato da liberdade. À medida que a Duda for crescendo, ela irá estreitando os limites de suas possibilidades. Pouco a pouco, ela passará a ter vergonha de compartilhar suas ideias. Vagarosa, mas inexoravelmente, a censura irá sofrear, organizar o caos criativo que lhe era natural. Quando a Duda desenha aquela maçaroca de traços, tudo aquilo para ela é o vovô, e é um vovô lindo. Porque a Duda não teme o julgamento dos outros, a Duda ainda não entrou no triste processo de temer o julgamento de seus pares. Duda ainda possui a segurança de arriscar sem temer o fato de estar correndo um risco. E Duda vive dentro de um enorme ambiente que para ela representa toda a simbologia da libertação: o mundo.
Na nossa profissão de publicitários, pouco a pouco a gente vai perdendo essa capacidade de criar brincando ou de brincar de criar, o que dá no mesmo. Vamos, pouco a pouco, perdendo a capacidade de nos liberar. Para a criança existem duas perguntas diante de algo novo: o que é isso? E logo a seguir: o que eu posso fazer com isso? Um brinquedo tem uma vida útil muito curta. Porque é apenas um brinquedo. Mas uma caixa de papelão, um conjunto de latinhas vazias, um cabo de vassoura, tudo isso pode ser uma aventura em uma nave espacial, um sabre de luz, um conjunto intergaláctico de comunicação.
Um dos aspectos que melhor demonstram essa gradativa limitação de nossas possibilidades é que aos poucos nós começamos a parar de criar para começar a editar.
Passamos grande parte de nossas vidas olhando o trabalho criativo dos outros. Nas agências de propaganda exibem-se, orgulhosamente, as bibliotecas atulhadas de material de referência: anuários, revistas, catálogos de fotos de estoque. Uma vasto material para a contrafação diária da cópia ou da imitação barata.
Nas boas agências, aquelas realmente criativas, estimula-se a recriação de um ambiente onde impere a simbologia da criação. Os ambientes são mais soltos, aparentemente mais doidos, estimula-se a existência de um elemento que até o Supremo Criador usou: o caos criativo.
Imaginem um escritório moderno: tudo está previamente definido. Espaços, cores, formas, acessos, conteúdos. Tim Brown, CEO da Ideo, uma das mais famosas empresas de design do mundo, fala da íntima relação entre criar e brincar. Nas agências quentes de todo o mundo, o ambiente de trabalho é um vasto, um imenso playground onde tudo é permitido, dentro das regras do jogo, é claro. Porque, mesmo entre crianças, os brinquedos, os jogos, têm regras. Senão, é o puro caos. Sem criatividade.
Na Wieden+Kennedy, de Londres (ver foto) os criativos passam o tempo todo buscando inovação através do desenho de suas propostas, por mais malucas que possam parecer. E isso resulta em propaganda criativa, estratégia criativa, gestão criativa de marcas.
Platão já recomendava a "puerilização" para se atingir o conhecimento. Ou seja, temos de voltar a ser criança. Mesmo com todo o excesso de tecnologia que nos cerca.
Arthur C. Clarke, o grande cientista que criou a órbita estacionária para os satélites e escreveu livros fantásticos de ficção científica, como "Fim da Infância" e "2001: Uma Odisseia no Espaço", afirmava que "qualquer tecnologia suficientemente avançada se confunde com a mágica".
E é isso que nos está faltando. Ainda não conseguimos integrar todas as novas possibilidades tecnológicas em nossas vidas ao ponto de voltarmos ao nosso velho mundo mágico da criação. A mágica da propaganda. A mágica criativa que sempre conseguirá nos encantar, a nós outros, os publicitários-crianças, diariamente a brincar com o fascinante jogo da "divergência/convergência" com que fazemos eternamente girar o carrossel da economia.
II Comunica
Agências filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais (Sinapro-MG) poderão inscrever peças para concorrer ao II Festival Minas de Comunicação até 13 de julho pelo site www.comunica-mg.com.br. A premiação da propaganda mineira, que integra a Comunica-MG, irá contemplar as categorias televisão/cinema, rádio, jornal/revista, design, internet, mídia externa e indoor (busdoor, painel, taxidoor, abrigo de ônibus, entre outros). Para realizar o Festival, a entidade conta com o apoio do Clube de Criação Publicitária de Minas Gerais (CCPMG), que irá selecionar as peças que formarão o short list, a ser julgado posteriormente por jurados de outros estados. Os prêmios serão entregues em 13 de agosto, em noite de gala no Hotel Ouro Minas.
Venda de ingressos
Agências filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais (Sinapro-MG) poderão adquirir antecipadamente ingressos para o Ciclo de Palestras e o II Festival Minas de Comunicação. Os convites limitados já estão à venda no site www.comunica-mg.com.br. A Comunica-MG ocorre entre 10 e 13 de agosto, no Minascentro, em Belo Horizonte.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
O nome é esse mesmo. Naked. Que significa, com perdão da má palavra, pelada, nua, despida. Um nome que pode até soar estranho, mas que imediatamente se explica pelo seu emprego. A Naked já nasceu desvencilhada da velha roupagem da agência velha. A Naked é uma agência criada dentro de um modelo totalmente novo, inusitado, aparentemente excêntrico. Um bando de gente inteligente-arquitetos, designers, músicos, antropólogos, psicólogos e até publicitários-que não cria campanhas, anúncios, não cuida de mídia, nem de produção gráfica ou eletrônica. Seu grande produto: entregar ideias aos seus clientes. Estratégias de comunicação. E repito: de comunicação. O que não significa, necessariamente, uma campanha de propaganda, já que a Naked pode apresentar uma proposta envolvendo eventos, promoção no ponto de venda, ações de relações públicas etc. E há, na declaração de princípios de Will Collin e Jon Wilkins, seus fundadores, não apenas a decisão de inovar como de ser serem sempre honestos para com seus clientes. Uma obrigação, dirá você, caríssima figura que me lê, mas sobejamente esquecida pela grande maioria dos coleguinhas de plantão.
Um grupo muito inteligente de consultores estratégicos. Essa é a visão que a Naked passa no primeiro contato. Uma empresa inteiramente focada nas ideias. No conceito de que comunicação é uma ferramenta vital no processo de gestão estratégica de qualquer negócio, seja esse empreendimento a GM, a Coca-Cola ou uma escola de idiomas.
O que impressiona na Naked é o ecletismo da formação de seu pessoal. Will Colin, um dos donos-diretores, é formado em química, e todo o resto do pessoal tem uma impressionante diversidade de profissões, talentos, especialidades. Que tal um DJ para criar uma estratégia para sua empresa? Ou um antropólogo, a fuçar a maneira como você trabalha a exposição de sua marca?
Temporibus illibus, quando eu ainda achava que à direita do Pai Celeste havia duas cadeiras, uma para Cristo outra para Tom Peters, esse meu velho guru já pregava a necessidade da convivência com esse aglomerado de divergências que compõe o caos criativo.
Não apenas você vê, como sente isso, nas modernas agências americanas e europeias.
O portfólio da Wieden+Kennedy, que, diga-se de passagem, está de malas prontas para se instalar em São Paulo, mostra essa aparente loucura: redatores de cabeleira vermelha, praticamente pelados no meio da rua, com pinturas das marcas dos clientes na bochecha.
Toda essa irreverência do pessoal da Taxi, da Mother, da KesselKramer traduz apenas essa postura para a "abertura total", para uma fuga às velhas rotinas, aos velhos códigos e mandamentos do passado. Uma clara mensagem de que Madison Avenue morreu. Repousa no embolorado hall da fama da propaganda internacional.
Doravante é jogar a gaveta no chão e recomeçar tudo. Ou, então, colocar um banquinho na porta e ficar esperando o oficial de justiça com as duplicatas vencidas ou folhear calmamente o jornal para ler os pedidos de falência.
Mercado
Como andei falando sobre abertura nesta minha coluna, vamos falar sobre um outro tipo de abertura que está dilapidando o mercado: a abertura das pernas.
Algumas agências, até mesmo grandonas, andam abrindo as pernas nas concorrências, cobrando percentuais mínimos de veiculação e praticamente dando a criação de presente! Esse movimento predatório é o famoso "abraço de afogado". Na tentativa de se salvarem, vão para o beleléu rapidinho, rapidinho. E o pior é o caráter predatório desse tipo de comportamento. Vão, pouco a pouco, alijando as agências sérias do mercado. E o anunciante, por sua vez, não percebe que está sendo ludibriado por esse conto do vigário. Ao sacrificar seu fluxo de caixa, a agência que se prostitui só irá entregar aquilo que seu tempo, seu dinheiro, permitem fazer para o anunciante: porcaria, caca.
Como estamos vivendo em um regime de livre iniciativa, no entanto, a única solução é aguardar que essas agências continuem trilhando o caminho que as levará, fatalmente, ao Caldeirão do Pedro Botelho do fracasso empresarial.
O blog da RC
O novo blog da RC está ótimo. Só que há ali um link para uma inovativa besteira linguística dentre as várias publicadas pelos nossos órgãos oficiais: Tourist Analizator. Tenho uma ótima biblioteca. E 22 dicionários de inglês, dentre os quais destaco o Oxford, o Cambridge, o Taylor, o American Heritage, o Learner's, o Longman's, só para citar alguns mais conhecidos. Em nenhum deles encontrei a palavra Analizator. Tá me cheirando a rebolation, exculambation, ou coisa do gênero. Sei que a RC não tem nada a ver com isso. O pessoal de lá é sério. Mas tem clientes. E cliente tem essas burrices. Que a gente tem de tolerar já que justificam o besteirol com pecúnia.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
Amigo meu, publicitário, à frente de grandes empreitadas de Minas, comenta:
-"Acho que existe aqui uma acomodação geral, baixíssima qualidade de criação. As agências estão achando lindo falar de marketing/planejamento, esquecendo-se de que o negócio delas não é o negócio do cliente. O negócio delas complementa o do cliente". Concordo, demais da conta. Há uma imensa agitação nas águas de propaganda mineira. Todo mundo se abraçando aos que estão morrendo afogados e indo para o fundo, na tentativa da sobrevivência "Custe o que custar". Muita conversa fiada, muito discurso vazio. Falta aquilo que mineiro chama de "sustança".
E, acima de tudo, falta repertório. Falta capacidade de renovação, falta inovação. Visitar uma agência de propaganda em Belo Horizonte é como visitar um escritório de contabilidade. Ou melhor, um escritório de guarda-livros, para permanecermos fieis ao tempo que esse pessoal está vivendo.
Publicitário gringo tem sólida formação acadêmica. E lê até estufar o bago do ôio! Além de estar cercado de cultura, de estar permanentemente indagando de que forma as coisas estão acontecendo em todo o planeta. Na televisão europeia, por exemplo, o que salva é a propaganda. Com uma qualidade de fotografia e uma criatividade de deixar a gente uivando ao luar! Aqui? A grande maioria é caca! Puro material excrementício. Há exceções, é claro. Umas duas ou três...
Dava meu braço direito pra ter redigito o tema da campanha da Volkswagen na Copa: "É fácil saber quando não é Gol". Óbvio, imediato, direto. Com uma marca dessas, no entanto, fica aparentemente fácil. Só que descobrir o óbvio, em propaganda, é muito difícil.
Abra o olho, cara!
O fim está próximo! Cuidado com os idos de Marços, como berrava o adivinho na orelha de César!
Ou você muda o seu modelo, ou vai pro brejo. Essa história de depender do percentual de veiculação (que ninguém mais sabe quanto é, desde que uma agência abriu as pernas para a finada Vasp) é o mais rápido caminho para o buraco negro da propaganda mundial. Agência vende criação. Estratégia criativa. Tática criativa de comunicação de marketing.
Enquanto as agências não entenderem isso (tal como fizeram Mother, Wieden+Kennedy, Naked, 180º, Crispin, Porter+Bogusky e muitas outras KasselKramers da nova vida), vão continuar buscando conta de prefeitura do interior, armazéns de secos e molhados e outros clientes puramente predatórios para a atividade publicitária. Ou vivendo de "fees" miseráveis que mal, mal, dão para pagar a terapia em que os donos de agência ainda encontram um refúgio contra a sanha chantagista dos anunciantes.
Nasci na criação. Virei atendimento. A vida toda. É com infinita dor que cumpro o inarredável dever de comunicar aos parentes e amigos que o atendimento morreu. Sifu! Bateu as botas, direto para o caldeirão do Pedro Botelho.
Finalmente as agências entenderam que atendimento não pode ser um cara de gravata, ou um departamento, ou até mesmo uma vice-presidência inteira. Atendimento é a agência. E como a função da agência é atender o cliente com criação de primeiro nível, fica assim elucidado o mistério do fracasso ou do sucesso de um agência. Dependendo de qual lado você está, escolha: um dos dois. Sucesso ou malogro. Fácil, fácil de escolher!
Os novos
tempos da mídia
O novo abracadabra é a terceirização. Os birôs de mídia. Não há mais o que se falar, é pecado pregar a favor da agência full-service. O pessoal da ABA já entendeu, há cerca de dois séculos, que o anunciante paga por aquilo que não recebe. As agências precisam entender que seu negócio é complementar, que comunicação de marketing é um dos itens que integram o planejamento estratégico do cliente. Logo, ponha o pessoal de mídia na rua. Será a melhor coisa que poderá acontecer na vida deles.
Logo, logo, vão juntar esforços e montar estúdios de planejamento, compra e execução. Vão ganhar muito mais dinheiro enquanto empresários do que a merreca de salário com que são pifiamente remunerados ao final de cada mês. Importante, antes que algum mídia me processe: eu tô é defendendo você, cara! Mostrando o caminho das pedras que você terá de trilhar, em um futuro que foi ontem, pra não ir pro beleléu.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
(Wieden+Kennedy, Londres,diretamente do nº 16 da Hanbury Street)
O hall de recepção da Wieden+Kennedy já apresenta, em traços rápidos, muito de seu perfil de agência hot que está revolucionando o mercado mundial de propaganda.
Na entrada, o "homem-liquidificador", carregando uma pasta onde se lê " Walk In Stupid Every Morning": chegue estúpido toda manhã. Por que o principal esforço de cada um é a mudança criativa diária, partir de uma mente totalmente em branco para chegar à inovação. Por que a W+K apenas cria. Cria de tudo: propaganda, embalagem, design, merchandising. On e offline. Tudo misturado. Tudo integrado. Um pouco mais à frente está um manequim lindo de uma mulher loura, cada dia apresentando aquilo que alguém cismou de desenhar para ela como vestido: roupas inteiramente feitas de jornais do dia, embalagens do departamento de correio, biquini e saída de praia feitos com balões, bandeiras de países de todo o mundo. Seu nome é Shirley Com materiais desse naipe Shirley ganha vestido, bolsa, sapato, adornos. Mais à frente, há uma vitrine dedicada ao "happening criativo" do pessoal da agência. Exemplo: a montagem de um ambiente vitoriano reservado ao "amigo invisível" (e o passeio em frente lotado de pessoas que param na rua para desenhar, para fotografar, para filmar, sendo que algumas delas doam os desenhos que ficam pendurados na parede da recepção). Uma exposição louca de vasos e flores para comemorar a chegada da primavera. Um boneco inteiramente fabricado com acessórios da Nokia. Um passeio a uma cozinha, alugada, para os funcionários destrincharem um porco e fabricar linguiça. Ou fazer um boneco de neve no telhado, enfeitando-o com peças criadas pela agência...
Nas paredes, telas de 20 centímetros quadrados, sem moldura. Caretas, desenhos que parecem feitos por crianças. Cada um deles feito pelo funcionário retratando o próprio rosto. Quase 300 pinturas, as mais doidas, mais exóticas. Nas paredes, bicicletas, e buttons. Por que agora, na Wieden+Kennedy todo mundo pode usar o amigo do peito no peito! Os quadrinhos da recepção transformaram-se em buttons. E pode até haver um concurso global para "bigodes criativos" válido para todos os escritórios da W+K no mundo.
Somos recebidos por Nic Owen, diretor de operações. Descemos para um espaço que é café, bar, mesas de reunião. Um grupo de criação trabalha atrás de nós em uma mesa de sinuca. Um novo esforço para a Honda. Ao lado, uma outra turma de 12 pessoas trabalha em conteúdo para um esforço digital da Nike.
O primeiro gesto de Nic Owen é entregar-nos o portfólio da W+K, 384 páginas. Detalhe: é o portfólio de 2009. Só o que eles fizeram no ano passado.
O que a gente ganha ali, naquele papo? Uma visão da nova arquitetura do pensamento aberto. A W+K representa os primeiros passos de uma nova visão da comunicação. A evolução darwiniana baseada na afirmação de que não é o mais forte nem o mais inteligente que vence na natureza. O triunfo da sobrevivência é a capacidade de se adaptar à inovação.
Essa abertura do pensamento está em tudo que nos cerca. A começar da gestão aberta, iniciada no princípio do ano, com uma reunião funcionários, em que cada um contribui para o estabelecimento dos objetivos planejados para aquele ano. Coisas que vão desde a manutenção dos clientes à economia de energia nos escritórios, para enfrentar a crise econômica do ano passado. O que não muda uma vírgula, no entanto, são as linhas filosóficas de conduta da agência. O "business core", o núcleo que permanece ao longo dos 14 anos de existência da W+K. Sua incessante busca pelo que puder ser feito de melhor na vida de cada um dos elementos desse imenso turbilhão de cabeças pensantes. A ininterrupta busca em prol da criação de relações sólidas e provocativas entre empresas de primeira linha e seus consumidores.
Uma agência sem paredes internas. Uma agência sem escritórios. Tudo aberto como a mente de todos os multifacetados profissionais que ali trabalham. Assim, uma profissional ultracompetente em design pode ser a responsável pela criação de um comercial de televisão que represente todo o sucesso de comunicação de uma determinada marca. Você só escuta, em uma visita à W+K, expressões como "open environment", "open ideas", "open management".
-" Há uma recessão lá fora. F...-se, p...! Isto aqui é a Wieden+Kennedy!" é o orgulhoso credo que explode no texto de apresentação de Dan Wieden, CEO da agência.
Para chegar ao seu modelo, a W+K ainda usa o padrão estabelecido pelo seu fundador, Dan Wieden. Todos os escritórios da agência, a partir de sua sede em Portland, Oregon, EUA, assim como em Nova York, Amsterdam, Londres, Tóquio, Shangai e Delhi são dirigidos por uma dupla de criativos e uma terceira pessoa que tenha experiência em gestão e atendimento. Ou seja: o que uma agência tem a oferecer é estratégia e tática criativa. Sem depender das comissões de mídia. Em quase todas as fichas técnicas da W+K há o nome do birô de mídia encarregado da veiculação da peça. A agência apenas determina a estratégia de meios. Televisão, mídia impressa e campanha digital. Pronto. Podem até contratar os birôs de mídia por conta do cliente. Mas não ganham, não dependem, não têm seu trabalho castrado pela necessidade de investimento maior na veiculação.
A Mother, a Anomaly, a Naked, a Wieden+Kennedy, a JWT de Nova York passam-nos essa clara visão de que a moderna agência de propaganda será, daqui pra frente, o principal prisma através do qual se chegará ao design de um novo processo de gestão. Qualquer que seja a empresa, continuo com essa sensação de que nós, publicitários, através de esforços cotidianos de renovação inovativa estamos criando caminhos novos para toda e qualquer forma de gestão dos empreendimentos humanos.
OBJETIVOS DA W+K
1. Para todos os nossos clientes, continuar a fazer o que de melhor podemos fazer em nossa vidas.
2. Temos de tornar a W+K indispensável para nossos atuais clientes.
3. Atrair e desenvolver os profissionais mais talentosos do mundo.
4. Conquistar, nos nossos termos, clientes de alta qualidade.
5. Sempre inovar naquilo que fazemos e na forma como o fazemos.
6. Manter uma saudável margem de lucro.
7. Cada dia mais fazer o bem à nossa comunidade.
8. Revigorar o meio-ambiente em nossos escritórios a fim de criar um ambiente de trabalho que estimule a inovação e a criatividade.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
O modelo Mother
No princípio, apenas os sócios. Muito know-how em propaganda. De gente vinda de grandes agências. Uma agência sem nome, sem registro, sem endereço. E um cliente de milhões de libras. Louco para entregar sua conta àqueles caras recheados de talento. Pelo telefone, informam ao cliente o nome, tirado da pura maluquice criativa: Mother.
-"Não pode ser, reclama o futuro cliente. Como é que eu vou apresentar ao board de diretores e acionistas uma agência que vai gerenciar milhões de libras em comunicação e que se chama Mother?"
-"Tem de ser Mother!"
E assim nasceu uma das mais talentosas agências de propaganda do mundo. Que já deu seus primeiros passos com base em três princípios fundamentais dos quais jamais se desviaram:
- Prazer em fazer o trabalho;
- Sempre realizar algo excepcional;
- Nunca deixar de ganhar dinheiro.
Desta forma, Alex West, diretor da Mother e um dos principais sócios dá início à nossa conversa, no famoso sofá redondo das reuniões de grupo da agência. E explica os três princípios.
1) Para ter prazer em fazer o trabalho é preciso que a gente tenha uma grande ideia, fundamentalmente uma grande tirada estratégica que nos entusiasme, que nos divirta enquanto trabalhamos. Para isso, temos de ter total liberdade criativa. Um cliente global, com uma conta de milhões e milhões chamou a Mother para entregar-lhe a conta. Mas o cliente (Channel # 5) impunha certas regras sobre remuneração. Nossa resposta foi não. Não queremos trabalhar para a conta desta forma. E o cliente insistiu. Queriam trabalhar com a Mother, estavam precisando de reposicionar a marca e a agência mais indicada para fazer o trabalho era a Mother. A resposta foi direta: ou o cliente aceitava as condições da Mother ou o pessoal da agência sairia daquela reunião e não voltariam para discutir o trabalho. O cliente titubeou, hesitou, voltou atrás e a agência ganhou a conta.
Essa é a única forma de se ter prazer no que se está fazendo. Logicamente há muito respeito mútuo. Acontece de um cliente contestar uma linha criativa e a Mother concordar com o cliente. Porque tem de haver uma química especial entre a marca, o anunciante e a agência. O processo de seleção é rigoroso. Tanto da parte do cliente como da agência. Tem de existir esse contexto, o único que permite o prazer de trabalhar em propaganda.Mas também é preciso entender que a última palavra em solução integrada de comunicação de marketing pertence à agência.
2) O objetivo é trabalhar a marca. Transformar cada uma das ações de comunicação em algo notável. Só se pode tirar o consumidor da letargia se for possível criar aquilo que Seth Godin chama de "Vaca Roxa" em seu livro de mesmo nome ( Purple Cow). Uma vaca roxa é totalmente diferente de todas as outras vacas. Um trabalho extraordinário faz com que a marca se destaque no meio de todas as marcas concorrentes. Dá à marca o principal ingrediente para seu sucesso no mercado que é a notabilidade. Um dos mais importantes critérios de escolha ou aceitação de clientes para a Mother é a possibilidade de fazer um trabalho que gere, no mercado, empatia pela marca. Sempre graças a esforços integrados de comunicação. Ou seja, na Mother não há online e off-line. O mundo analógico e o mundo digital convivem simultaneamente, já que o objetivo é o foco nos resultados para a marca.
A Mother não possui aquela modernosa separação entre off-line e "departamento Web" como há em muitas das agências brasileiras. E aí eu descubro que Alex West concorda comigo quando diz que o termo digital faz parte do passado da comunicação, em um mundo onde ambas as realidades já convivem harmonicamente na esfera da comunicação. Cada profissional da Mother tem de conviver com todas as modernas tecnologias à disposição da propaganda. Da mesma forma como design, merchandising, relações públicas, embalagem, eventos são meros enfoques ou formas de abordagem de uma solução única de propaganda.
3) Nunca deixar de ganhar dinheiro. Por que a propaganda é uma profissão. Complexa, fundamental para o funcionamento do mercado, um dos mais importantes mecanismos impulsores da economia de mercado. Logo, tem de ser justa e adequadamente remunerada. A função do dinheiro é apenas gerar a permanente manutenção da máquina. Mas não é o objetivo primordial. Há marcas que podem resultar em ganhos financeiros mais reduzidos mas que propiciam um trabalho fenomenal potencializado pela elevação do "moral da tropa". E que permite a diversão com o trabalho e impulsiona o nível hormonal criativo de toda a turma da agência.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
1) Responda rápido, se você é anunciante ou publicitário: quem é o "diretor de comunicação integrada" de sua agência?
2) Responda mais rápido ainda: sua agência sabe o que é isso?
3) Sua agência anda de mãos dadas com o planejamento estratégico do anunciante para buscar uma perfeita integração entre objetivos de marketing + objetivos de comunicação + táticas reais e criativas de otimização de resultados?
4) Responda mais rápido ainda: você entrega o que promete? Em outras palavras: como agência você passou um tempão cantando o cliente, prometendo mundos e fundos, investiu um dinheirão para conquistar a conta. E agora? Que-vantagem-Maria-leva? Você realmente entregou a seu cliente o produto que você prometeu ou suas campanhas são um mero simulacro do Paraíso Prometido, que na verdade só existiu no seu fluxo verborrágico durante o "pitch"?
5) E você, como anunciante, passou à sua agência todas as informações? Você, em pleno século XXI, ainda depende de sua agência para fazer o plano de marketing?
6) Como anunciante, sua empresa ainda tem aquele famigerado "gerente de marketing", título que apenas prova que você não entende titica nenhuma do assunto? Porque, se sua empresa tem um gerente de marketing, isso é uma prova cabal, absoluta, definitiva de que sua empresa não entende patavina de estratégia mercadológica. Marketing tem de permear a empresa inteira. Do chão de fábrica ao presidente.
7) Vocês dois, agência e anunciante, trabalham na permanente busca de um processo de comunicação integrada?
8) Cá entre nós: o que faria o "diretor de comunicação integrada", tanto no anunciante como na agência? E eu respondo rápido: cuidar do funcionamento da convergência de três forças vitais: a criatividade, a tecnologia e a produção.
9) Ajoelhou tem de rezar. Prometeu tem de cumprir. De ambos os lados, agência e anunciante, tem de haver um comprometimento, um engajamento, no processo de transformação do discurso estratégico em tática real, factível, focada sobre o retorno do investimento sobre a marca.
10) Se você é anunciante, responda rapidinho, rapidinho: seu orçamento anual prevê uma verba específica para comunicação de marketing? Ou você determina as verbas na base do jogo de purrinha: pura adivinhação? Ainda dentro do regime dialetal da purrinha: você sempre berra marraio, ou seja, v ocê é sempre o último a determinar tudo o que irá acontecer na comunicação?
A diferença está nos olhos azuis?
Sua Excelência, o senhor presidente da República rotulou, certa feita, os países do primeiro mundo como a terra dos homens de olhos azuis. Disse-o, Sua Excelência, com um leve tom jocoso, quase depreciativo, como se a íris cian de nossos irmãos saxônios, celtas, eslavos e de outras etnias fosse uma característica negativa.
Estou começando a discordar de nosso presidente.
Andei, há dias, enviando alguns e-mails a presidentes, donos de agência brasileiros. Sequer recebi uma única resposta.(Excetuando-se, naturalmente, a competente patota que me cerca em Minas Gerais). E isso da parte de gente que já participou de coquetéis comigo, gente que elogia minhas iniciativas no Museu da Comunicação. Mas gente muito importante, donos de agências muito conhecidas em suas respectivas cidades, mas relegados ao absoluto anonimato no exterior.
Enviei, há coisa de uma semana, e-mails para gente totalmente desconhecida, profissionais famosos em todo o planeta Terra, executivos daquilo que há de mais quente no universo da propaganda global.
Gente da Mother, da Anomaly, da Wieden+Kennedy, para citar apenas três das agências que irei visitar. Gente como Alex West, da MotherLondon, Neil Christie, da Wieden+Kennedy e Paul Graham, da Anomaly,
Apoiando-me na discordância da opinião do senhor presidente, todos me responderam imediatamente. Da maneira mais gentil e cordial possível, convidando-me para reuniões, rodadas de drinks, e, acima de tudo, o famoso "British Five O'Clock Tea". A mim, um obscuro publicitário mineiro, jornalista episódico das sextas-feiras. Com direito a bolos ingleses e chá da Índia. E apresentação do novo modelo de comunicação integrada de marketing com o qual estão revolucionando a propaganda em todo o mundo.
E aí cheguei à conclusão de que a diferença está no fato de que os homens de olhos azuis não usam salto alto, como aqui no Brasil. Ao invés de se esconderem atrás de suas salas de cristal, suas mesas de ébano, insuportavelmente inatingíveis, o pessoal de olhos azuis ostenta competência, engajamento, e como todo ser humano que se preza, tem suficiente dose de humildade para receber a todos de braços abertos.
Viva a turma de olhos azuis. Data venia, senhor presidente!
Grupo WPP
e o Brasil
"O Brasil já é uma economia forte e tem sido visto pelo mundo como dinâmico, energético, glamouroso, divertido e com muita garra. Sua popularidade tem crescido. Porém, há também o lado negativo. Temos de pensar em qualidade e inovação. A Copa e as Olimpíadas são a oportunidade para demonstrar para o mundo a capacidade de o país realizar eventos de grande porte. Há uma necessidade enorme em várias áreas como infraestrutura e segurança e essa é a chance de catalisar isso. Em termos de qualidade, é uma oportunidade também. Quando se fala qual foi a melhor olimpíada todos falam de Sidney", afirmou Martin Sorrell, CEO do grupo WPP.
O executivo veio ao Brasil para um encontro de convergência das agências do Grupo em nosso país (50 empresas), durante uma reunião com 300 profissionais, entre funcionários e clientes da América Latina.
Sinapro-MG
Por iniciativa do presidente Juliano Sales, o Sinapro-MG irá prestar mais um serviço às agências filiadas. Preocupado com o processo de integração no relacionamento agência/cliente, Juliano Sales e sua equipe serão responsáveis pela emissão de um newsletter mensal sobre os temas mais atuais, tratados por profissionais de todo o mundo.
A primeira newsletter, já em elaboração, terá como editorial um texto de Steve Mckee, presidente da McKee Wallwork Cleveland, uma empresa especializada em "tirar empresas do buraco" por meio de comunicação eficaz de marketing.
O tema central será "Consiga o Máximo de Sua Agência". Steve McKee é o autor do livro "When Growth Stalls", traduzido no Brasil como "Mercados Estagnados".
Não gosto da tradução do título em português. Estagnado me faz lembrar esgoto a céu aberto, coisa estragada, podre, quando o título inglês se refere à perda na dinâmica de crescimento. Steve já está definindo a data quando virá fazer uma palestra, no Brasil, para os empresários " about to go to Pindaíba ". É evidente que o seminário ou palestra não o será divulgado dessa forma. Corre-se o risco de não aparecer ninguém, mesmo que haja boca livre. Tô cuidando do assunto.
Brevemente publico mais detalhes sobre o assunto.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |
|
Cuidado com os advogados da Fifa! Inadvertidamente, muita agência séria pode entrar pelo cano com o uso indevido de nomes, marcas e referências cujos direitos autorais pertencem à Fifa. Oliver Seitz, no site da Universidade do Futebol, tem uma matéria muito pertinente sobre o assunto e que me foi passada pelo Carlos Henrique Vilela, planejador da Tom. Reproduzo alguns trechos:
"Em 2009, a Fifa faturou um pouco mais de US$ 300 milhões em patrocínios, o que dá mais ou menos uns R$ 540 milhões. Se você somar a receita de patrocínio de todos os clubes do Brasil, não chega perto disso. Se você somar todos os clubes da América do Sul, tampouco. Se você somar todos os clubes da Conmebol, Concacaf e da CAF, também não. Ou seja, é muito dinheiro em patrocínio".
"Como a entidade máxima do futebol cobra caro pelo seu pacote de patrocínio, é natural que ela faça o máximo para proteger os seus patrocinadores. Isso significa que quando a Copa se aproxima, ela fica de prontidão para coibir qualquer apropriação indevida do seu evento. Naturalmente, um monte de empresas tenta usar o período da Copa para promover seus produtos, principalmente por meio de sorteio de ingressos comprados independentemente e de comerciais que relacionam futebol com África do Sul e 2010. Ou, no Brasil, futebol com camisa amarela, entre outras tantas coisas.
Logicamente, a Fifa não deixa barato. Vai atrás e processa, sem piedade. Afinal, não fosse por ela, não haveria Copa do Mundo. Logo, se você quer se promover com o evento, nada mais justo que você pague uma taxa a quem o organiza. Pelo menos, essa é a lógica da Fifa. Ninguém pode fingir ser patrocinador se não pagar pra isso.
Um exemplo clássico disso é o recente conflito entre o órgão e a Kulula, uma companhia aérea de baixo custo. A patrocinadora local da Fifa para a Copa do Mundo é a South African Airways, que está de olho nos torcedores que virão ao país acompanhar suas seleções e terão que viajar de um lado a outro do país de avião, já que de carro é bastante complicado.
Obviamente, a Kulula também quer se aproveitar desses viajantes, e como seus voos são relativamente mais baratos que os da SAA, ela está aproveitando a empolgação da Copa para se promover. Para isso, lançou uma campanha em que se autointitula "a companhia aérea não oficial da 'você-sabe-o-quê'", que se sustentava em uma linha visual que remetia a diversos tipos de símbolos relacionados ao futebol. Obviamente, a Fifa esperneou. E conseguiu cancelar a campanha.
Logo em seguida, a Kulula lançou outra campanha, em que dizia, resumidamente, que "Não no próximo ano, não no ano passado, mas em algum momento entre eles, nós vamos fazer algo inesperado. Vamos manter os preços das passagens baixos porque existem muitas razões bacanas para viajar pelo país do que apenas por aquela coisa que nós não nos atrevemos a mencionar". E mais um monte de imagens subliminares relacionadas ao futebol.
A Fifa esperneou de novo, mas até agora nada aconteceu com a Kulula, além de ficar mundialmente famosa e ganhar um monte de simpatizantes na própria África do Sul que, aparentemente, estão cada vez mais saturados da forte política protecionista da Fifa, a qual conseguiu parar na Justiça até a venda de um pirulito que tinha estampado em sua embalagem algumas bolas de futebol, a bandeira da África do Sul e 2010. Curiosamente, também, esse pirulito começou a vender mais depois de ter se envolvido em toda essa polêmica.
Assim que acabar a Copa de 2010 e o foco passar a ser 2014, a mesma coisa vai acontecer no Brasil. Não tenho nenhuma dúvida de que uma quantidade absurda de empresas vai tentar lançar produtos relacionados ao evento. Também não tenho dúvidas de que uma quantidade absurda de escritórios de advocacia vai se mobilizar para ganhar um troco em cima desses processos. A batalha será ferrenha. Mas a Fifa certamente acabará ganhando, ainda que empresas que se utilizem da prática da emboscada possivelmente acabem se beneficiando pela mídia espontânea que o confronto irá gerar. Só não sei se esse acréscimo de vendas valerá o preço da indenização que deverá ser paga.
Como essa será uma batalha jurídica, é de se imaginar que ela acabe se complicando, uma vez que a justiça brasileira não é necessariamente reconhecida pela sua agilidade e que a Copa do Mundo tem prazo para acabar, o que eventualmente permitiria alguma empresa manter uma campanha de emboscada sustentada por recursos e liminares até o final do evento.
Entretanto, os próprios sul-africanos comentam que jamais viram tanta eficiência do sistema legal quanto quando a Fifa está envolvida. Não há porque duvidar de que no Brasil será diferente. Se você tentar usar a combinação Copa do Mundo, Brasil, futebol e 2014, ou pior, se resolver sortear ingressos para as partidas - o que é um pecado mortal -, é certo que você será envolvido num processo judicial rápido e ágil.
Bem que a Justiça brasileira poderia se acostumar com essa ideia. No fim das contas, esse pode ser o grande legado que a Copa do Mundo pode deixar para o país".
Terminando: achei muito criativo o nome dessa companhia aérea sul-africana. Possivelmente, alguma associação malévola que minha caraminhola andou fazendo com a realidade brasileira. De um lado o povo, e do outro... pt saudações!
Em tempo: acabo de ler que a Wieden & Kennedy, de Amsterdam, não fez qualquer menção à Copa do Mundo e lançou, no LinkedIn um comercial de três minutos intitulado "Write the Future", que conta a história de jogadores como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Landon Donovan e Ronaldinho Gaúcho e a fama ou fracasso que experimentam dependendo de sua atuação durante um torneio fictício no futuro.Anunciante? Nike, que faz assim uma bela jogada de marketing, sem ser patrocinadora da Copa.
| .Histórico |
| .Colunistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Aluísio Pimenta |
| Anis José Leão |
| Antônio Álvares da Silva |
| Aristóteles Drummond |
| Carlos Buzelin |
| Carlos Lindenberg |
| Cláudio Humberto |
| Danilo Gomes |
| Eduardo Lima |
| Eduardo Murta |
| Gilberto Amaral |
| Hélio Fraga |
| Jogo de Cintura |
| José Geraldo de Freitas Drumond |
| Kênio de Souza Pereira |
| Leida Reis |
| Léo Bicudo |
| Luciana Barbo |
| Manoel Hygino dos Santos |
| Marcel De Brot |
| Marcelo Rios |
| Márcio Barros |
| Márcio Fagundes |
| Maria Célia Ferrarez |
| Maria Esther Lacerda |
| Mário D'Alcântara |
| Nalu Saad |
| Nécessaire |
| Negócios S.A. |
| O presidente responde |
| Paulo César de Oliveira |
| Regina Martinez |
| Ricardo Accácio |
| Ricardo Camargos |
| Ricardo Melo |
| Roberto Elísio |
| Roberto Mendonça |
| Sandra Nascimento |
| Sayonara Calhau |
| Theodomiro Paulino |
| Tião Martins |
| Velocidade Máxima |
| William Saliba |