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DIVULGAÇÃO
Filme retrata sociedade fragilizada pela violência e relações superficiais
Os filmes da franquia “O Exterminador do Futuro” sempre falaram de um futuro apocalíptico provocado pelo domínio das máquinas sobre os homens. Mesmo no presente, os personagens - humanos e ciborgues - estavam com o pensamento voltado para acontecimentos que ainda estavam por vir. Seus objetivos eram eliminar, no tempo atual, as sementes desta guerra (ou preservá-las, no caso dos robôs).
Escrito pela mesma dupla de roteiristas (John Brancato e Michael Ferris) da terceira e quarta partes da série, “Substitutos” traz esta preocupação para o presente. Embora o cenário criado para este filme, lançado agora em DVD pela Buena Vista, seja completamente fictício, mostrando humanos que possuem replicantes com as suas feições para realizar as tarefas do cotidiano, as razões que motivam as pessoas são muito palpáveis.
Os “substitutos” são uma maneira encontrada para se esconder em casa, por medo da violência ou mesmo de conviver socialmente. Em tempos que cada vez mais nos projetamos num personagem, através da internet, além do bombardeamento de padrões de comportamento e beleza, o filme encampa uma crítica atualíssima.
O policial protagonizado por Bruce Willis carrega este conflito durante toda a narrativa, apontando para relações superficiais e vidas sem emoção. No lugar dos robôs se humanizarem, como em “O Exterminador do Futuro”, são os humanos que se robotizam. O diretor é Jonathan Mostow, o mesmo do terceiro filme, o que só serve para estreita as comparações.
Baseado numa graphic novel de sucesso, “Substitutos” acaba desperdiçando uma grande ideia num desenvolvimento frouxo e previsível e num personagem que parece um clone mal feito de Rick Deckard (“Blade Runner”). Mas a ação tem seus pontos altos.