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Teia
Marília Rocha dirige “A Falta que me Faz"
Após o diretor mineiro Kiko Goifman vencer, com um filme paulista (“Filmefobia”), o Festival de Brasília do ano passado, a edição de 2009 pode marcar a vitória de uma cineasta goiana numa produção de Minas Gerais. Divulgada na manhã de ontem, a lista dos seis longas-metragens selecionados conta com o ainda inédito “A Falta que me Faz”, realização da produtora Teia, de Belo Horizonte, e assinada por Marília Rocha. O festival será realizado de 17 a 24 de novembro, na capital federal.
Diretora de dois documentários marcantes da safra mineira que vem capitaneando a renovação do gênero no Brasil, com “Aboio” e “Acácio”, Marília está em busca de seu título de grand slam (referência aos quatro torneios mais importantes do tênis) para se juntar aos prêmios recebidos no Festival É Tudo Verdade e no Cine PE.
Para levar para casa o cobiçado Candango de melhor filme, ela terá que passar por uma concorrência pesada, que tem “É Proibido Fumar”, de Anna Muylaert (o esperado segundo filme da diretora de “Durval Discos”); “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas; “O Homem Mau Dorme Bem”, do veterano Geraldo Sarno; “Perdão Mister Fiel”, de Jorge Oliveira; e “Quebradeiras”, de Evaldo Mocarzel.
Marília está em Lisboa, em Portugal, acompanhando a exibição de “Acácio” no Festival DocLisboa, e foi informada pela produtora Luana Melgaço sobre a entrada de “A Falta que me Faz” na disputa de Brasília, um dos mais antigos festivais do país, que chega agora à sua 42ª edição.
O novo trabalho mostra quatro garotas que estão na transição da adolescência para a fase adulta e aborda seus dilemas em torno do casamento, do trabalho e da relação com a terra natal, Curralinho, distrito de Diamantina. “Começamos com uma pesquisa sobre pessoas que coletam flores, as sempre-vivas, através de várias famílias que fazem esse trabalho, e acabamos encontrando essas meninas, passando a entrar cada vez mais na vida delas”, explica Luana.
Para a produtora, o terceiro longa de Marília dialoga com os filmes anteriores, mas num outro patamar, “diferente, mas sem ser melhor ou pior”. Destaca que os cenários são mineiros, mas os temas são bastante universais. As filmagens aconteceram em 2008, dentro de um orçamento de R$ 450 mil, levantado através de recursos do projeto “Filme em Minas”.
A Teia não é caloura no Festival de Brasília. Em 2006, a produtora faturou três prêmios (filme, montagem e fotografia) com o curta-metragem “Trecho”, da dupla Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina.