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LUCIANA OURIQUE
A banda Mundo Livre S/A é uma das 26 atrações da 53HC Fest, que acontece no Lapa Multshow
Em meio às comemorações dos 15 anos do movimento manguebeat, o Mundo Livre S/A desembarca no próximo sábado (17) em Belo Horizonte. A banda recifense é uma das 26 atrações da décima edição do 53HC Fest, que acontece no Lapa Multshow sexta-feira (16), amanhã e nos dias 24 e 30 deste mês. Metade das atrações foi escolhida pelo próprio público, que votou durante o ano na festa mensal Flaming Night.
Por telefone, de Recife, o vocalista Fred Zero Quatro diz que, por ser um show mais curto, emendado com várias bandas (no caso, Zigmat, Canastra, Black Sonora, Autoramas, Transmissor e Deco Lima e o Combinado), o set list será “mais objetivo, mais certeiro, na veia”. A escolha não é fácil. “É sempre mais complicado para uma banda como a Mundo Livre que para outras bandas que têm sonoridade que começa e termina do mesmo jeito, bateria, baixo e guitarra. Toco cavaco, guitarra, violão; o tecladista também toca guitarra... Temos que pensar em blocos para não trocar de instrumento a cada música, para não parar muito e cansar o público. Tem uma engenharia meio louca para adaptar o show, tem que saber bem qual cortar pra não interferir no ritmo”, explica.
Fred calcula que serão 14 ou 15 músicas em uma hora de show. Dois terços pinçados da coletânea “Combat Samba”, lançada no final de 2008. O restante, releituras “com filtro meio jamaicano e muita psicodelia” do histórico “Samba Esquema Noise” (1994), renomeado “Samba Esquema Dub”.
Fred conta que o Mundo Livre tem mais de 15 músicas para o próximo CD, batizado “Durar é Viver”, previsto para chegar às lojas em 2010, quando a banda comemora 25 anos de estrada. Três singles já foram gravados e podem sair antes, talvez encartado em alguma revista: “Senhora Encrenca”, “O Velho James Brouse Já Dizia” e “Black Label Man”.
“Estamos quebrando a cabeça para ver o formato ideal de lançamento. O que é desconcertante nessa nova configuração de mercado é que já temos mais de 15 músicas prontas, algumas já gravadas, para lançar um álbum com pelo menos 12, algumas músicas com caráter bem urgente, que vão perdendo o time”.
Quem abre o 53HC Fest nesta sexta são as bandas Cachorro Grande (RS), Motorama (Argentina), Hillbilly Rawhide (PR) e as mineiras The Folsoms, Monno e In Verso.
Dia 24, é a vez do Ratos de Porão (SP), DFC (DF), Devotos (PE), Henry Paul Trio (SP), Diabatz (PR), Big Nitrons (SP) e Hold Your Breath (MG).
O encerramento, dia 30, terá Móveis Coloniais de Acaju (DF), Alex Valenzi & The Hideaway Cats (SP), The Long Tall Texans (Inglaterra), Moptop (RJ), The Dead Lovers Twisted Heart (MG) e Monograma (MG).
Em tempo: a banda Nação Zumbi, fundadora do movimento Manguebeat ao lado do Mundo Livre S/A, também está em Belo Horizonte. Eles se apresentam hoje na Serraria Souza Pinto, dentro da programação do Festival Lixo e Cidadania.
Só que mostrando dois projetos paralelos: o Los Sebosos Postizos e o Três na Massa. O primeiro traz releituras de Jorge Benjor. O outro traz músicas encomendadas a diversos compositores, todos homens, sob o ponto de vista de mulheres, explorando o universo feminino, a sensualidade feminina.
O disco lançado ano passado teve a participação de 13 cantoras-atrizes. No show de hoje, as vozes serão de Karine Carvalho, Geanine Marques, Lurdes da Luz e Nina Becker.
Amanhã, o Festival Lixo e Cidadania termina com a Velha Guarda da Portela e canja de Aline Calixto.
O Nação Zumbi volta a se apresentar na capital mineira dia 14 de novembro, no Music Hall. Aí sim com repertório autoral, comemorando os 15 anos de lançamento do álbum “Da Lama ao Caos”.