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Ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Uberlândia, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia de Minas, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Federal, ex-ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União. O perfil da carreira pública do mineiro Homero Santos virou livro. A obra será lançada no dia 16 de março, na Universidade Federal de Uberlândia, que, aliás, ele ajudou a criar. Toda a renda obtida na venda dos livros será doada à Escola Estadual de Educação Especial Novo Horizonte. À frente do projeto literário, o genro Felipe Attiê, casado com a filha Luciana, vereador de quatro mandatos e atual secretário de Habitação em Uberlândia. "Igual a ele não se fabrica mais", observou. Attiê desenvolve um trabalho bacana de recuperação de "drogados" no município. É novo, dedicado e cheio de propósitos. Homero Santos viajou de Brasília para Uberlândia de carro, nas eleições municipais passadas. Foi votar no genro e no prefeito Odelmo Leão. No trajeto fez uso contínuo de balão de oxigênio. Sofria de enfisema pulmonar, em consequência do uso de cigarro por décadas. Naquele mesmo dia, à noite, faleceu de parada cardíaca, aos 78 anos.
Testemunha
O livro traz muitas passagens interessantes da vida pública do ilustre uberlandense, da velha escola do PSD. Ele conta, por exemplo, como Homero Santos chegou a primeiro vice-presidente de Ulysses Guimarães, na Assembleia Constituinte. Relembra, também, como ele se tornou presidente da Câmara dos Deputados, depois que Flávio Marcílio, o titular da Mesa Diretora, afastou-se por um ano por causa de um enfarto. Foi Homero Santos, ainda, quem deu posse ao presidente e general do Exército João Batista Figueiredo. Um dos episódios curiosos se deu com Israel Pinheiro. Acanhado, esse precisava tirar um dinheiro para si no Banco da Lavoura. Não tinha como chegar em terceiros e fazê-lo, pois era o manda-chuva no Palácio da Liberdade. Situação difícil. Quem socorreu o então governador como avalista foi Homero Santos. Boa parte do conteúdo dessa obra nasceu de depoimentos dados pelo próprio protagonista.
Urbanista
O deputado Humberto Souto (PPS-MG) assumiu a presidência da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal. Saudado pelos colegas, ele falou dos grandes desafios que enfrentará no pouco tempo que lhe reserva um ano atípico como 2010, por causa das eleições, para ajudar a equacionar os problemas que afligem as cidades e o dia-a-dia dos cidadãos. "A nossa primeira iniciativa é dar continuidade ao andamento dos muitos projetos que estão na comissão, que tem como membros grandes administradores, como os ex-prefeitos Cássio Taniguchi (DEM), de Curitiba, e Ângela Amin (PP), de Florianópolis", explicou. Ele ressaltou que o colegiado deverá se dedicar à problemática das cidades brasileiras. "Sabemos que a ocupação do espaço urbano no Brasil é muito complexa; o inchaço das cidades contribuiu muito para dificultar o seu desenvolvimento racional", salientou o deputado norte-mineiro. Para ele, o trabalho da comissão será "muito positivo e interessante, já que mais de 80% da população brasileira vivem no meio urbano".
Ela é carioca
A atriz global Cristiane Torloni apresentou o evento que, ontem, celebrou a inauguração da Cidade Administrativa. Ela puxa um xxxxiiiiiisssssssss...
Ela é capixaba
A deputada federal Rita Camata, por sua vez, de simplicidade e beleza cativantes, deu show de simpatia entre os colegas.
Lambe a cria
O Projeto de Lei que reserva vagas na rede pública de ensino médio e superior para pessoas com deficiência entra na Ordem do Dia, no próximo dia 11, da sessão deliberativa do Senado Federal. De autoria do então deputado Leonardo Mattos (PV-MG), atual vereador por Belo Horizonte, e do deputado Delei (PV-RJ), o projeto 129/2009 (antigo 1.883/03) será votado em turno único e, se aprovado, segue para sanção presidencial. De acordo com Leonardo Mattos (PV) a destinação de um pequeno porcentual de vagas para ingresso em cursos de nível médio e superior, em estabelecimentos federais de educação, é uma ação afirmativa, por parte de toda a sociedade, no sentido de possibilitar às pessoas com deficiência a oportunidade de demonstrar suas capacidades de bom desempenho escolar e acadêmico. "Precisamos criar oportunidades para pôr em prática a determinação constitucional referente à integração desta parcela da população à vida social e profissional", frisou Mattos.
Um viva às letras
O programa de bibliotecas rurais Arca das Letras, da secretaria do Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, implanta esta semana sete bibliotecas em comunidades rurais do município de Vazante, em Minas Gerais. O evento de entrega das bibliotecas e a capacitação dos agentes de leitura ocorre hoje no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Ele vai atender as comunidades de agricultores familiares de Amoreira, Bagre, Barreiro, Cabeludo, Claro de Minas, Rio Escuro e Vazamor. Durante a solenidade, 14 agentes de leitura serão capacitados, dois para cada biblioteca. Os agentes, selecionados por meio de consulta popular, são voluntários responsáveis pelas bibliotecas das suas comunidades. No treinamento, eles aprendem técnicas de incentivo à leitura, de empréstimo de livros e também de ampliação dos acervos. Os móveis bibliotecas de Vazante foram doados pela empresa Votorantim Metais. A chegada das arcas nas comunidades de Minas confirma o interesse pela leitura no estado. Ele é o quarto estado no país e o primeiro da Região Sudeste em número de bibliotecas rurais implantadas. Com mais essa ação, o Estado soma 552 bibliotecas rurais do programa Arca das Letras. O número de famílias beneficiadas com o programa chega a 50 mil, além de atingir a marca de quase 100 mil livros distribuídos.
SEGURANÇA
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou ontem, por unanimidade, projeto do deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens. A proposta trata das barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer usos, à disposição de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais. Como o projeto foi aprovado de forma terminativa pela comissão e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, a matéria seguirá para sanção.
RISCOS
O texto é composto de seis capítulos e cria diretrizes para a verificação da segurança de barragens, definindo as obrigações e responsabilidades dos respectivos proprietários com a construção e manutenção, bem como um sistema de classificação de barragens segundo o risco e o dano potencial a elas associados. O projeto também prevê que sejam estabelecidos programas de educação e comunicação sobre segurança de barragens e determina as atribuições do órgão fiscalizador e do empreendedor.
DESASTRE
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) lembrou recente rompimento da Barragem de Algodões, no Piauí, e suas trágicas consequências para a população. Ele disse que a tragédia foi um desastre anunciado devido à falta de manutenção e cuidado por parte do poder público. "Chegou-se inclusive a solicitar a retirada das populações que viviam à sua margem. Mas, técnicos aconselharam o governador a manter a população. Vivemos um desastre com cerca de dez mortes e várias famílias desabrigadas. Sobreviventes e atingidos aguardam o cumprimento de promessas feitas pelo Governo para recuperação das suas perdas."
BENEFÍCIOS
Outros senadores também elogiaram o projeto. Para Delcídio Amaral (PT-MS), é fundamental estabelecer essa política, uma vez que o monitoramento de barragens e hidrelétricas evita desastres.
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