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O vice-presidente José Alencar gostou da ideia de se candidatar ao Palácio da Liberdade. A informação é de Jésus Lima, ex-prefeito de Betim, presente ao encontro realizado, em Brasília, com alguns petistas. De acordo com Lima, Alencar abriu a prosa dizendo de sua firme disposição de concorrer ao Senado. Depois, ouviu os argumentos do grupo de que era a solução política para o impasse criado na base do Governo Lula em Minas, representada por PT e PMDB. "Até mesmo financeiramente os gastos de uma campanha ao Senado se assemelham à de Governo", frisou Lima. Seduzido pela proposta, frisou o ex-prefeito, José Alencar tentou falar por telefone com Dilma Rousseff, mas não conseguiu. Patrus Ananias pode ser o vice de José Alencar, previu Lima, que esteve com o ministro no sábado.
Humilhação
Quem conhece o deputado federal Vítor Penido (DEM), ex-prefeito por vários mandatos em Nova Lima, sabe que ele se diferencia dos demais colegas, pois fala o que pensa, contrariando a natureza dissimulada da maioria dos agentes públicos. Não é de nhenhenhém. É dele, por exemplo, a conclusão de que hoje um mandato no Legislativo, em Brasília, é quase uma humilhação. "O certo era acabar com as emendas", analisou. Ele vê nessa ferramenta financeira o engessamento do parlamentar, que se desdobra em esforços outros fora de sua função precípua, ou seja, a de fiscalizar e fazer leis, para lutar por benefícios nos municípios onde são majoritários. Expediente esse que, inegavelmente, coloca-os reféns do Poder Executivo nas votações do Congresso. "Por mais que você ajude a uma cidade com emendas ainda somos procurados por eleitores outros que querem ajuda para rifas, concursos, doenças, transporte, etc. Se você não dá de seu bolso é como se as emendas não existissem", completou.
Abandonado
A Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte esclarece: "A HAP Engenharia, vencedora da licitação para as obras do Vila Viva/Aglomerado Morro das Pedras, ingressou na Justiça pleiteando indenização, sob alegação de "improdutividade da obra"; ao mesmo tempo, a empresa reduziu drasticamente o ritmo das obras de urbanização. Portanto, o ônus da paralisação cabe à HAP e não à PBH. Quanto às moradias "depredadas", a Urbel informa que, após a remoção das famílias, elas foram descaracterizadas para evitar reocupação, com retirada de telhas, portas e janelas, além do corte de água e luz; e que, unilateralmente, a HAP suspendeu a demolição das casas, trazendo insegurança à comunidade. Sobre os apartamentos ainda em construção e inacabados, vale lembrar que a guarda deles é de inteira responsabilidade da construtora. A PBH reitera que nunca teve a intenção de parar as obras. Caso não haja acordo, o empreendimento será finalizado por outra empresa, respeitando-se a lei. A PBH e a Urbel agem, assim, visando evitar o desperdício de recursos públicos, em respeito ao bolso do contribuinte e aos interesses da coletividade. As intervenções são possíveis graças a financiamento de R$ 119,7 milhões do PAC do Governo Federal. O projeto prevê a construção de 736 apartamentos na própria comunidade para o reassentamento de famílias removidas de trechos de obras, áreas de risco geológico e da faixa de domínio da linha de alta tensão da Cemig; 104 apartamentos já foram entregues e 336 estão em construção; a Urbel já removeu 750 das 1.560 famílias previstas". A assessoria de imprensa da Urbel informou ainda que a HAP Engenharia já pleiteara o aditamento do contrato, no que fora atendida, ano passado. Ocorre, porém, que o prefeito Marcio Lacerda combate esta prática tornada oficiosa em tudo quanto é licitação, no que merece os parabéns. Segundo a Urbel, os recursos para a continuidade dos investimentos no Morro das Pedras encontra-se à disposição na Caixa Econômica Federal.
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