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Frederico Haikal
Sistema foi apontado como a solução para o transporte público da capital
Apontado como a solução para o transporte público em Belo Horizonte, o sistema Transporte Rápido por Ônibus (BRT, na sigla em inglês Bus Rapid Transit) pode não ser entregue antes da Copa do Mundo de 2014. O possível atraso foi considerado em análise de risco elaborada pelo Centro de Transporte Sustentável (CTS), instituição que assinou nesta quinta-feira (12) convênio com a prefeitura para desenvolver o BRT na capital. A previsão inicial é que os ramais atendidos por ônibus articulados, com estações de embarque e desembarque, fiquem prontos até o fim de 2013.
Porém, atrasos na licitação e nos processos de desapropriação, falta de mão de obra qualificada e até a politização do projeto nas próximas eleições municipais, daqui a dois anos, são fatores que podem comprometer o cronograma da obra. Orçado em R$ 1,46 bilhão, o projeto do BRT contempla, inicialmente, três importantes corredores viários da capital: avenidas Antônio Carlos/Pedro I, avenidas Pedro II/Carlos Luz e um ramal na Cristiano Machado.
O BRT opera com veículos de alta capacidade e que trafegam em pistas exclusivas, em um sistema similar ao metrô. Vias da área central também terão de ser adequadas para receber os ônibus articulados.
Para o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, os riscos de atraso são inerentes ao projeto e fazem parte do planejamento. “Na realidade, as obras já estão em andamento e devem ser concluídas dentro dos prazos estipulados”, garantiu.
De acordo com o diretor de planejamento da BHTrans, Célio Freitas, o BRT já está, em grande parte, licitado. Do total de investimentos previstos, informa, R$ 1 bilhão está garantido pelo PAC da Mobilidade. O restante, R$ 460 milhões, seriam bancados pelos governos municipal e estadual. “Essa diferença refere-se ao valor que será utilizado na desapropriação e remoção, principalmente da Avenida Pedro I”, explica.
O CTS, que integra uma rede internacional de organizações que atuam em áreas de transporte em países em desenvolvimento, já realizou um estudo sobre os melhores locais para a implantação das estações do BRT, mas detalhes de implantação do sistema não foram divulgados.
O CTS sugere que o município negocie a convergência do BRT com o transporte da Grande Belo Horizonte. Com isso, ônibus metropolitanos que utilizam vias a serem atendidas pelo sistema poderiam ser retirados de circulação, desafogando o Centro. A ação, de acordo com a prefeitura, tem por objetivo garantir a melhor qualidade para o transporte urbano coletivo de Belo Horizonte.
Espera por verbas para ampliação do metrô continua
Sobre as obras do metrô na capital, o prefeito Marcio Lacerda acredita que o PAC II do Governo federal deverá garantir a alocação de recursos para a implantação da Linha 2.