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eugenio moraes
Paralisação dos coletivos deixou avenidas e trens lotados
EUGÊNIO MORAES
Congestionamento predominaram por todos os pontos da capital e RMBH
EUGÊNIO MORAES
Na Avenida Senhora do Carmo, somente as pista dos ônibus estava livre
EUGÊNIO MORAES
Coletivos ficaram parados nas garagens no Bairro Floramar
EUGÊNIO MORAES
A estação do metrô do São Gabriel ficou lotada como as demais
eugenio moraes
Muitas lojas abriram mais tarde por falta de funcionários
MAURÍCIO DE SOUZA
Muitos ônibus circularam com para-brisas quebrados pelos grevistas
ELEMARA DUARTE
Faixas anunciavam a paralisação nas portas das empresas
ELEMARA DUARTE
Rodoviários aguardaram na empresa, em Sabará, informações sobre a greve
MAURÍCIO DE SOUZA
No Centro, pontos lotados e poucos coletivos rodando pela manhã
MAURÍCIO DE SOUZA
Escolares fizeram, ilegalmente, o transporte de passageiros
MARCELO PRATES
Paralisação dos ônibus, com tumulto nso pontos, como no Bairro Estoril
MARCELO PRATES
A PM teve que atuar em alguns pontos de ônibus onde houve tumulto
MARCELO PRATES
Passageiros revoltados lotaram os pontos e ficaram sem alternativa de transporte
Segundo dados do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), mais de 2.000 coletivos que fazem o transporte de passageiros da Região Metropolitana não circularam na manhã desta segunda-feira (22), o equivalente a 90% dos veículos gerenciados pelo órgão.
Número semelhante também não circulou em Belo Horizonte., segundo o Sindicato dos Rodoviários, deixando mais de um milhão de pessoas sem transporte. Levantamento preliminar do Sindidato das Empresas registrou 74 coletivos com pneus furados e a Polícia Militar prendeu, até o início da tarde, 13 pessoas.
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Elemara Duarte - Repórter - 12h34
Cerca de 8 mil passageiros ficaram sem ônibus na manhã desta segunda-feira (22) em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estimativa é da Viação Cisne, única empresa de ônibus que opera do Centro da cidade até a capital mineira. A previsão para o dia era de que 70 ônibus estivessem fazendo o trecho entre as duas cidades. Na garagem da empresa, no centro da cidade, dezenas de motoristas estavam em prontidão aguardando o resposta do sindicato para o retorno ao trabalho.
De acordo com o trocador da empresa e delegado do Sindicato dos Rodoviários Webert de Paula Agostinho, a paralisação na cidade foi tranquila, apesar de ter pegado muitos usuários desprevenidos, como é o caso da empregada doméstica Piedade de Jesus Gomes, 41 anos. Das 6h20 até as 9 horas aguardando no ponto do ônibus, Piedade afirmou que sabia da paralisação, mas achou que seria apenas parcialmente. “Não vi ônibus algum circulando. Vou para casa”, decidiu.
Outro que também decidiu ficar em Sabará foi o técnico em Informática, Leandro dos Santos, 27 anos. “Pego ônibus às 6h40 e fiquei sabendo da paralisação no ponto”, contou. O técnico em Informática disse que mais de 15 pessoas estavam no ponto, e que todos reclamaram sobre a falta de aviso. Leandro informou que no trabalho, seu chefe também acreditava que a paralisação seria parcial. “Falaram para eu dar um jeito, mas não tem ônibus algum. O jeito é pagar mais de R$ 60 em um táxi ou ir a pé. Mas como vou andar 18 quilômetros até a capital?", questionou.
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Mateus Parreira - Repórter - 11:53:00
Pela manhã, durante a paralisação dos rodoviários, foram registrados diversos pontos de congestionamento por toda a cidade: nas avenidas Ivaí, Abílio Machado, Brigadeiro Eduardo Gomes e Praça São Vicente, (Região Noroeste), Barão Homem de Melo e Silva Lobo (Região Oeste), Raja Gabaglia (Centro-Sul), Pedro II e Complexo da Lagoinha.
Em Contagem , o trânsito também ficou muito lento nas avenidas Babita Camargos e Cardeal Eugênio Pacelli. Nas avenidas Afonso Pena e Alfredo Balena, o tempo médio de espera para entrar num transporte coletivo foi de duas horas. Muitos passageiros que conseguiram ônibus até o Centro superlotaram os pontos no Centro na tentativa de concluir o percurso até seus destinos finais.
Veículos de passeio, vans e até escolares aproveitaram a falta de transporte para fazer o fretamento de passageiros. Foi o caso de um escolar que, após deixar os alunos nos colégios, resolveu ganhar um dinheiro extra fazendo peruagem na Avenida Afonso Pena.
Muitos ônibus circularam com vidros quebrados, segundo seus motoristas, pelos grevistas que queriam impedir a saída dos veículos das garagens. Rodoviários que não aderiram à greve trabalharam com medo de novos ataques, como o da linha 4111, que circulou na Avenida Amazonas com Afonso Pena pela manhã.
O mesmo aconteceu com passageiros que tiveram que embarcar em ônibus depredados, apesar do risco de novos ataques por parte dos grevistas.
No Centro, várias lojas permaneceram fechadas até 9h30 devido à falta de funcionários que não conseguiram transporte para chegar ao trabalho.
Confrontos entre grevistas, passageiros revoltados e a PM foram registrados em vários pontos da capital e RMBH, como na MG-5, perto do trevo de Sabará e em Nova Contagem.
No Bairro Estoril, 12 policiais da Rotam e Tático Móvel usaram duas viaturas e quatro motos para garantir a saída dos coletivos da Viação Nova Suíça, linhas 9202 (Jardim América/Pompeia) e 2104 (Estoril). Pouco antes da chegada da PM, grevistas haviam quebrado para-brisas e esvaziado pneus de dez ônibus da empresa. Outros tiveram as chaves arrancadas ou quebradas na ignição.
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Izabela Ventura - Repórter - 10h44
O coordenador político do Sindicato dos Rodoviários, Denilson Dornelles, informou que a greve permanecerá durante a tarde desta segunda-feira e madrugada de terça. Se as reivindicações não forem atendidas, continuará por tempo indeterminado.
Os rodoviários ficam reunidos durante a parte da tarde na Federação dos Trabalhadores em Transporte de Minas Gerais, que fica na Rua Chapecó, 455, no Bairro Prado.
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Maristela Bretas e Izabela Ventura - Editora-adjunta e repórter - 9h22
Desde a madrugada desta segunda-feira (22) os coletivos que atendem BH e a Região Metropolitana estão paralisadas, com pouqúissimas linhas circulando precariamente. Pontos estão lotados nos bairros e região Central, faltam taxis e vários motoristas estão dando carona a passageiros que não conseguem transporte.
Na estação do metrô São Gabriel, a situação é tensa, com usuários ameaçando colocar fogo nos poucos coletivos que estão circulando. O Batalhão de Trânsito está monitorando os piquetes que estão ocorrendo no local. No Bairro Caiçara, dois homens foram presos por depredarem um ônibus, no início da manhã, cujo motorista insistiu em trabalhar. Ele foi perseguido por uma moto e um carro e seus ocupantes jogaram pedras nos coletivo.
Os suspeitos foram presos e os veículos apreendidos na Avenida Américo Vespúcio, em frente ao número 850. Tumulto na garagem da Empresa Santa Edwiges, na Rua Espírito Santo, em Betim, entre policiais e motoristas e a PM precisou usar bombas de efeito moral para acalmar os ânimos.
Pequeno tumulto também registrado em Ibirité, que foi rapidamente controlado. Passageiros revoltados brigaram com motoristas e a PM precisou intervir. Um motorista chegou a ser detido mas foi liberado em seguida. Na Estação Diamante, outro tumulto foi controlado entre usuários e rodoviários e o mesmo ocorrendo no Bairro Morro Alto, em Vespasiano, a situação está controlada, mas o clima ainda é tenso no local.
No Bairro Florença, em Ribeirão das Nves, na garagem da Transimão, na Rua Ida Juveline, 52, um tumulto em frente à garagem envolvendo rodoviários e passageiros terminou na prisão de cinco grevistas, que foram levados para o 3º DP de Ribeirão das Neves. A situação estão sendo monitorada
Estão circulando as linhas 2402 (Glória/São Bernardo), 4245 (Santa Luzia/BH), 2101 (Grajaú/Sion), 807 (Estação São Gabriel/Ribeiro de Abreu), 711 (Estação São Gabriel/Solimões), 713 (Estação São Gabriel/Lajedo), 715 (Estação São Gabriel//Monte Azul) e 716 (Estação São Gabriel/Novo Aarão Reis).
Devido à falta de coletivos, o volume de carros aumentou, congestionando os principais corredores sentido centro e RMBH. estão engarrafadas as avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Avenida Antônio Carlos, Andradas e Afonso Pena.
Nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, as pistas exclusivas de ônibus foram liberadas para veículos de passeio para desafogar o trânsito. Em Contagem, congestionamento também na Avenida João César de Oliveira e Via Expressa.
O tempo médio de espera por táxi é de 40 minutos para chamadas às centrais e não há veículos nos pontos. Pontos de ônibus em vários bairros e na Região Central estão lotados. Nas estações de metrô, usuários chegam a esperar três viagens para embarque.
A BHTrans informou que a fiscalização eletrônica de horário está sendo feita e as empresas que estiverem descumprindo serão autuadas. A BHTrans alegou ainda que a responsabilidade da circulação dos coletivos nas ruas é da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A empresa fará apenas a fiscalização dos hiorários e orientação do trânsito. (*Maristela Bretas, Izabela Ventura, Augusto Franco, Mateus Parreira e Elemara Duarte - Editora-adjunta e repórteres)