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Belo Horizonte terá dois estacionamentos subterrâneos construídos pela iniciativa privada a partir do ano que vem. Um deles será no subsolo da Praça Afonso Arinos, no Centro da capital, e o outro, na Praça Hugo Werneck, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste.
Os projetos serão financiados pelo BNDES, que vai liberar R$ 8 milhões para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O dinheiro será usado nos projetos de construção da nova rodoviária, na estação do metrô do Bairro São Gabriel, Região Norte, e do Hospital Metropolitano, no Barreiro.
Para o projeto dos estacionamentos subterrâneos, a BHTrans abriu, em 23 de novembro de 2009, Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). A empresa informou que recebeu três propostas de empreendedores interessados em fazer a obra. Segundo a BHTrans, no edital, é garantido o sigilo das informações, bem como o tipo de projeto e a localização dos estacionamentos.
O administrador de empresas José Aparecido Ribeiro, especialista em assuntos urbanos, destacou a importância dos estacionamentos subterrâneos construídos pela iniciativa privada, mas faz um alerta. “A prefeitura precisa estabelecer regras para cobrança do serviço, evitando a formação de cartel”.
O prefeito Marcio Lacerda informou que a Empresa Brasileira de Projetos, em parceria com o BNDES, está elaborando estudos de viabilidade para a nova rodoviária e os estacionamentos subterrâneos. Quatro novas estações BHBus, uma delas na Pampulha, também estão sendo estudas. As obras também poderão ficar com o setor privado.
Rodoviária vai custar R$ 100 milhões
Orçada em R$ 100 milhões, a nova rodoviária também será feita pela iniciativa privada. A intenção do prefeito Marcio Lacerda (PSB), que anunciou o empreendimento em 18 de dezembro de 2009, é de que o novo terminal tenha 80 boxes para ônibus e fique próximo do Anel Rodoviário, onde estão acessos para as principais rodovias.
A prefeitura desistiu de construir o novo terminal no Bairro Calafate, Oeste da capital, devido ao impacto no trânsito local. Uma outra rodoviária poderá ser construída em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Levantamento realizado pela prefeitura informa que pelo menos 20% dos passageiros que desembarcam na atual rodoviária, no Centro, são da Região Oeste, Contagem e Betim. O terminal seria no Bairro Eldorado, perto do metrô, a 6 quilômetros do Bairro Calafate.
Do dia 15 de dezembro de 2009 a 4 de janeiro deste ano, 26 linhas interestaduais que operavam na rodoviária atual foram transferidas para a Estação São Gabriel para desafogar o terminal do Centro e como experiência para o projeto futuro.
A construção da rodoviária no São Gabriel deverá ficar pronta em 2014. O dinheiro virá da iniciativa privada, que terá o direito de explorar as lojas e poderá instalar um shopping ou centro comercial no local, como contrapartida aos investimentos.
O taxista José Geraldo de Souza, 38 anos, morador do Boa Vista, Leste de Belo Horizonte, é a favor da construção da nova rodoviária no Bairro São Gabriel. Para ele a obra é importante para ajudar eliminar os congestionamentos no entorno do atual terminal.
O Hospital Metropolitano, promessa de campanha do prefeito Marcio Lacerda, será construído em terreno de 12,5 mil metros quadrados, na Rua Dona Luiza, 311, no Bairro Milionários, Barreiro. O projeto prevê 240 leitos iniciais. A previsão para o início das obras é junho de 2010. A entrega está prevista para o primeiro semestre de 2012.
O novo hospital terá 13 andares, sendo três de subsolo, quatro de leitos de internação e observação, quatro para os serviços de pronto-socorro, ressonância, tomografia e raios X, endoscopia, salas de cirurgia, CTI, administração, dois andares de pilotis. A estrutura deverá atender os moradores da Região do Barreiro.
Para o CTI, serão 20 leitos. A unidade de cuidados intermediários (UCI) terá 30 enfermarias. Serão 12 salas de cirurgia e 40 leitos de observação. Haverá espaço para a triagem. A previsão de atendimento diário é de 400 a 500 pacientes e de internações é de 1.050 por mês.
A construção do novo hospital também poderá ser feita pela iniciativa privada. Se for erguido com recursos privados, parte dos leitos do hospital poderá ser para atender pacientes da rede particular e de convênios.
O professor Marcos Alvarenga Peixoto, 3 2 anos, morador do Bairro Tirol, no Barreiro, defendeu a construção do hospital em regime de urgência, alegando que a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) que atende a região vive superlotada. “Já fiquei esperando mais de duas horas para conseguir atendimento para a minha mãe, que estava com dor forte nos rins”.