|
|
| .Minas |
Carlos Rhienck
O carnavalesco Fabiano: viagem ao mundo da Astrologia
A Escola de Samba Imperatriz de Venda Nova promete surpresas no Carnaval 2011, com o tema “Uma Viagem no Mundo Mágico das Astrologia”. O carnavalesco Fabiano Augusto de Souza guarda segredo sobre as fantasias e os carros alegóricos em preparação para o sambódromo belo-horizontino, que, neste ano, foi transferido para o Boulevard Arrudas, entre os viadutos de Santa Tereza e da Floresta, centro da capital.
Fabiano adianta apenas que, às tradicionais cores da escola (verde, amarelo e branco), serão acrescidos o colorido do azul, do preto, do dourado e do prata. “Mas quem quiser ver o resultado, terá mesmo que ir à avenida”, brinca.
O presidente da agremiação, Enderson Fernandes, garante que, neste ano, “aumenta, e muito, a responsabilidade da escola”, que vai agregar 550 foliões. Ele justifica a avaliação em função da mudança de endereço da passarela do samba, que, desde 2004, era montada na Via 240, bairro Aarão Reis, Região Norte. “Agora estamos no Centro, com mais visibilidade, e temos que fazer o Carnaval que a cidade merece”.
Segundo Fernandes, no próximo domingo começam os ensaios, que acontecerão nos finais de semana, na Praça do Madona, bairro Céu Azul, Venda Nova. Enderson diz que a preocupação é com o custo do desfile. E estima gastos de R$ 55 mil com as fantasias, além de R$ 20 mil para dois carros alegóricos.
A Prefeitura anunciou, semana passada, a liberação de R$ 1,5 milhão para o Carnaval de BH, valor destinado à montagem da infraestrutura no Boulevard (arquibancadas, som, iluminação e banheiros químicos) e ao subsídio a 12 escolas, dez blocos caricatos e bailes nas nove regionais.
Para cada escola do Grupo B, caso da Imperatriz e de outras duas escolas, a prefeitura definiu repasse de R$ 10 mil. “O ideal seria R$ 100 mil para fazer um belo desfile”, avalia Enderson.
Criada em 2005, a Imperatriz de Venda Nova só não desfilou em 2007. “Faltou recurso”, explica Enderson. Com isso, foi rebaixada ao grupo B. “Vamos lutar para voltarmos ao lugar de origem”, promete. Localizada em uma área da cidade onde há aglomerados e moradores carentes, Enderson destaca que os sambistas da região ficam mobilizados todo o ano, não só por conta da festa de Momo. Segundo ele, em uma casa cedida por um comerciante da região, no bairro Leblon, alunos de Educação Física da UFMG dão aulas de ginástica para 45 pessoas da terceira idade. Os sambistas de Venda Nova promovem também a entrega de 32 cestas básicas mensais a moradores da região.