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SETE LAGOAS - A dengue já atinge índices preocupantes em Sete Lagoas. De 3.904 casos notificados de 3 de janeiro a 24 de julho deste ano, foram confirmados 2.388 casos de dengue clássica. No mesmo período do ano passado, haviam sido registrados somente 1.039 casos, bem abaixo dos índices atuais. Houve, portanto, uma alta de 25% no número de registros. Dezesseis casos apresentaram complicações, mas com quadros não compatíveis com o da doença no seu estágio hemorrágico.
Os bairros de Sete Lagoas onde a situação mais preocupa e que apresentaram o maior número de casos confirmados são: Santo Antônio (143), Centro (110), Boa Vista e Progresso (104), Santa Luzia (89), Catarina (81), Canaan (73), Luxemburgo I (71), São Geraldo (63), Aeroporto (62), Santa Rosa e Nossa Senhora do Carmo (59), Montreal (56), Orozimbo Macedo (48), Jardim Arizona (47), Interlagos (45), São João (42), Vale das Palmeiras e Brasília (40), Nova Cidade (38).
A agente de saúde Maria José Lanza, Coordenadora do Controle da Dengue em Sete Lagoas, afirma que o aumento não foi só na cidade, mas em Minas Gerais e em quase todo o país. “Um dos motivos foi que a doença apresentou três vírus diferentes circulando e para um deles, as pessoas não estavam imunizadas”. explica.
Segundo ela, em Bairros como Santo Antônio, o grande problema são as caixas de água destampadas. “Temos que trabalhar agora, na época de seca. Quando casos pipocam só podemos prestar assistência. O momento é de trabalho preventivo, eliminar criatórios. A população não pode descuidar. Os ovos eclodem logo que começa a chover”, afirma. Segundo a coordenadora o objetivo é chegar até o final de 2011 com menos de quatro mil pacientes infectados.
O Estado de Minas Gerais já supera 220 mil casos da doença. Na quinta-feira passada a Secretaria de Estado divulgou que já foram confirmados 220.221 registros da dengue. A cidade recordista é Belo Horizonte, com 61.956 pessoas infectadas. Até o fechamento desta adição já haviam sido confirmadas 65 mortes em Minas, sendo 22 provocadas pelo tipo hemorrágica. No ano passado foram 13 óbitos registrados.