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Frederico Haikal
Cena de “Donka – Uma Carta a Tchecov”, espetáculo da tradicional sessão de abertura
TONINHO ALMADA
Abertura, em local público, ficou a cargo do espetáculo K@osmos, na Praça da Estação
Terminou por volta das 23 horas desta quinta-feira (5), no Grande Teatro do Palácio das Artes, o espetáculo que abriu oficialmente a décima edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT/BH): "Donka - Uma Carta a Tchekov", do grupo suíço Sunil. Muita gente ainda encontrou fôlego, depois de enfrentar longa fila, meia hora de discursos e duas horas de apresentação, para seguir para a Praça da Estação e conferir o primeiro espetáculo de rua desta edição: "K@osmos", do Puja, grupo argentino radicado na Espanha.
Simpático, o ator Sérgio Mamberti, presidente da Funarte (Fundação Nacional das Artes), foi o mestre de cerimônias da noite e lembrou que até dia 15 deste mês, 47 espaços de Belo Horizonte receberão 11 convidados de diferentes países, 12 atrações nacionais e 15 mineiras, num total de 180 apresentações, além de oficinas e debates.
A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Thaís Pimentel, destacou a importância do evento, por vários motivos, incluindo o fato de possibilitar intercâmbios entre grupos e artistas locais, nacionais e internacionais; estabelecer um diálogo crítico; atualizar referências; e gerar emprego e renda em todas as regionais.
Em meio a vaias de convidados (entre eles, alguns membros da comissão organizadora que entregaram o cargo em março e também pessoas envolvidas com a "Praia da Estação", manifesto contra a proibição de realização de eventos na Praça da Estação), o prefeito Marcio Lacerda deu boas-vindas aos visitantes e ressaltou a pluralidade e a extensão territorial do FIT/BH 2010, que ele definiu como "expressão máxima da democracia e inclusão social" por causa das apresentações gratuitas ou com ingressos a preços populares.
Na fila para entrar no Grande Teatro do Palácio das Artes, a expectativa era grande para a estreia. O professor universitário Antônio David de Souza Júnior, 52 anos, foi um dos primeiros a chegar para garantir um lugar bom, e com disposição para seguir para a Praça da Estação. Ele ainda pretendia comprar ingressos para alguns espetáculos, mas se dizia atraído mesmo pelos eventos de rua, que considera uma apropriação interessante da cidade. "É bonito ver as pessoas se maravilhando, atraídas pelos sons, cores e luzes dos espetáculos", disse, observando que parte do público terá contato com o teatro pela primeira vez.
O diretor e ator Eduardo Moreira, 49 anos, também estava na fila. Para ele, o evento é extremamente importante para a cidade e uma oportunidade para a classe artística entrar em contato com a tendência contemporânea do teatro nacional e internacional. Segundo ele, o FIT/BH cria referências e forma de público. Participando desta edição com três sessões do espetáculo "Till", do Grupo Galpão, Eduardo não planejava, no entanto, assistir muitos espetáculos. "Falta tempo", justifica.
Em tempo: quem não estava entre os convidados para a abertura oficial do FIT/BH à noite, ainda tem oportunidade de conferir o espetáculo "Donka - Uma Carta a Tchekov". O grupo suíço (que tem duas brasileiras no elenco) fará única apresentação nesta sexta-feira (6), às 19 horas, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com ingressos a R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia). Escolhido para abrir as apresentações de rua, "K@osmos", também terá nova sessão na Praça da Estação, no próximo sábado (7), às 19h30, com entrada franca.
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