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Frederico Haikal
Primo do goleiro Bruno levou os policiais no local onde Eliza teria sido morta
CRISTIANO COUTO
Ex-policial civil se recusou a responder as perguntas do delegado
Carlos Calaes
Advogado Roberto de Assis Nogueira revelou que Bruno estaria gastando R$ 1 mi em sua defesa
A Polícia Civil retomou as buscas pelo corpo de Eliza Samudio no sítio do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, no final da tarde desta terça-feira (13). A assessoria de imprensa da instituição não deu detalhes sobre o que motivou as novas buscas.
As buscas foram retomadas após o depoimento do administrador do sítio, Elenilson Vitor da Silva. Ele é um dos suspeitos de envolvimento com o desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante de Bruno e que tentava provar na Justiça que o atleta é pai de seu filho.
A Polícia Civil investiga se Eliza realmente foi torturada e morta no sítio, conforme denúncia de um primo adolescente de Bruno. Esse jovem, que estava detido no Rio de Janeiro, foi trazido a Minas Gerais para prestar novos esclarecimentos sobre o caso. A polícia não confirma se há relação entre a retomada das buscas e a chegada do menor de idade.
De acordo com o advogado Frederico Franco - que faz parte da equipe de Ércio Quaresma, que defende Bruno e outros cinco suspeitos -, Elenilson não respondeu às cerca de 20 perguntas formuladas pelos delegados, se reservando ao direito de permanecer em silêncio e só falar em juízo.
Na segunda-feira (12), ele havia sido ouvido e confirmou informações prestadas anteriormente, no início do inquérito. "Ele prestou dois depoimentos anteriores na qualidade de testemunha e hoje prestou o primeiro na qualidade de investigado", disse Franco.
As buscas pelo corpo de Eliza Samudio haviam sido encerradas pelo Corpo de Bombeiros no dia 9 deste mês.
Menor que complicou Bruno já depõe em Contagem
O menor de 17 anos, primo de Bruno, presta depoimento neste momento no Juizado de Infância e Juventude de Contagem, na Praça Silviano Brandão, nas próximidades do Fórum daquele município. Como ele está sozinho, foi designado como advogado dativo do adolescente José Roberto Cordoval Jr.
Ele chegou em Belo Horizonte em sigilo, trazido por agentes socioeducativos da Justiça do Rio de Janeiro, e foi levado para o Centro de Internação Provisória (CIP) Dom Bosco, no Horto. De lá, ele foi conduzido para o Juizado da Infância, onde é ouvido pelo promotor Leonardo Barreto Alves. O juiz Elias Chabil Abdul Elias acompanha o depoimento.
Ex-advogado revela que Bruno estaria gastando R$ 1 milhão na defesa
O goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza estaria gastando R$ 1 milhão em sua defesa. A informação foi passada pelo advogado criminalista Roberto de Assis Nogueira, que por dois dias defendeu o ex-policial civil Marcos Antônio Aparecido, conhecido como Bola e Paulista.
O advogado esteve na tarde desta terça-feira (13) no Departamento de Investigações da Polícia Civil (DI), onde entregou para os delegados que investigam o sumiço de Eliza Samudio, um documento que comprova que os cães apreendidos na casa de Marcos Antônio estão na Vigilância Sanitária de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Nogueira não soube informar porque foi destituído do caso, mas ele disse que confia na inocência de seu ex-cliente. "Minhã opinião pessoal é que o Paulista é inocente". O advogado disse que tem convicção que seu cliente teve algum tipo de envolvimento com o grupo de extermínio formado por policiais do Grupo de Resposta Especial (GRE). Mas sobre as acusações da execução da ex-namorada de Bruno, Nogueira garantiu que ou ele está muito bem treinado ou ele é inocente.
O advogado também citou que as descrições de Neném feitas nos depoimentos do menor de 17 anos e de Sérgio Camelo - o homem que teria esquartejado Eliza Samudio era negro, magro, cabelo curto e barbudo -, não batem com a descrição de Bola, que é baixo e tem a pele clara. Nogueira preferiu não comentar o fato de o advogado Ércio Quaresma, que defende Bruno e outros quatro suspeitos, ter se oferecido para trabalhar de graça no caso. Os R$ 1 milhão para a defesa do Bruno estariam incluíndo os serviços de perícia solicitados por Quaresma.
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