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MAURÍCIO DE SOUZA
Policiamento reforçado na Savassi e em outros locais de maior movimento se estenderá até dia 2
Uma semana depois do anúncio de intensificação no policiamento da capital mineira, alguns moradores e comerciantes da Região da Savassi ainda não estão percebendo muitas mudanças. Aline Graziele Ferreira, gerente de uma loja da região, foi uma das que reclamou.
“Eu acho que ainda deixa a desejar. No centro do bairro, por exemplo, onde tem um número maior de pessoas fazendo compras, eu acho que não tem policiais, não”, reclamou a gerente, dizendo que o policiamento deveria ser constante também em outras épocas do ano.
Quem comprava presentes, às vezes ficava em dúvida se tinha visto ou não policiais no local. A auxiliar administrativo Fátima Monteiro disse que não tinha visto “nem para mais, nem para menos”. Apesar disso, ela também não percebeu muitos assaltos nos últimos dias.
A maior reclamação era em relação aos pivetes que, segundo ela, têm aumentado bastante. “Acho que no Natal deveria aumentar o policiamento não só aqui, mas em toda a cidade”.
Mesmo assim, teve gente que percebeu a presença da Polícia Militar nos últimos dias. “Estou percebendo que eles (policiais) têm andado de três em três, de cinco em cinco”, disse Maurício Melo, analista de sistemas. Para ele, a saída dos policiais do setor administrativo para as ruas é uma boa atitude. “Pelo que sei, todos têm que ter treinamento, estar preparados para ir para a rua”, disse.
Já no Centro de Belo Horizonte, outro local que teve o policiamento reforçado, a percepção da população foi diferente. “Estou percebendo a presença maior dos policiais nas ruas, principalmente os quepes brancos (policiamento de trânsito)”, alertou o arquivista Leonardo Soares, que notou ainda a diminuição da violência. Ele acredita que o principal problema no Centro são os mendigos.
Dono de uma banca de jornais na Rua Espírito Santo, Wilson Pedro Faria também concordou que a presença de mendigos e principalmente de pivetes é o maior problema da região. Para ele, mesmo com o número maior de policiais no Centro, isso é impossível de ser solucionado. “O problema é que os pivetes surgem nesta época do ano com aquelas caixinhas nas mãos. Mas isso não dá para ser resolvido pela PM. Quem tem que solucionar isso é a prefeitura”, opinou.
Segundo o chefe da Seção de Planejamento Operacional do Comando do Policiamento da capital, major Idzel Fagundes, realmente a polícia não pode retirar os pivetes e mendigos das ruas. “A polícia não pode agir se esses meninos não estiverem cometendo nenhum delito. Mesmo assim, os policiais sempre estão em alerta e verificando se eles já foram apreendidos e presos anteriormente”, disse.
De acordo com major Fagundes, além do número já existente de policiais nas ruas, outros 1.400 foram integrados ao patrulhamento diário em regiões de maior movimento no Natal, como Savassi, Centro, Padre Eustáquio e Mangabeiras. Enquanto fazíamos a reportagem apenas dois policiais foram vistos circulando na Savassi. No centro, um grupo de cinco militares circulava pela Rua Espírito Santo. O policiamento intensivo continua até dia 2.