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Renato Cobucci
Veículos foram ”comprados” com documentos falsificados
Usando documentos falsos, uma quadrilha de estelionatários lesou várias concessionárias de Belo Horizonte. O bando comprou pelo menos 40 veículos, principalmente carros populares na faixa dos R$ 30 mil. Automóveis e motos eram revendidos depois por até um terço do valor. A Polícia Civil apresentou nesta sexta-feira (30) quatro integrantes do grupo, que vinha agindo há pelo menos seis meses.
Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos prenderam José Tadeu da Silva, Carlos Alberto Valverde, Ednilson Rodrigues de Oliveira e Alex Sandro da Silva, em uma loja de veículos no Bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte, na última terça-feira (27). Eles se preparavam para receber uma moto comprada com documentação falsificada, em nome de um aposentado da cidade de Capão Bonito, interior de São Paulo.
O golpe consistia em falsificar documentos pessoais, como Carteira de Identidade e CPF, principalmente de pessoas já aposentadas, que não tinham referências de emprego. Os documentos eram comprados nas ruas e as modificações, feitas pelos membros da quadrilha.
Aproveitando-se da facilidade de crédito do mercado, os estelionatários iam às concessionárias e compravam os veículos, financiados sem entrada. Em um dos casos, a polícia descobriu que um Fiat Palio, avaliado em R$ 30 mil, foi revendido por R$ 5 mil.
Com os detidos foram encontrados diversos documentos de aposentados de vários estados. Na próxima semana, a polícia espera que surjam mais empresas lesadas pela quadrilha. Até sexta-feira, duas financeiras já haviam se apresentado como vítimas. Um dos membros da quadrilha contou que o grupo, que atuava apenas em Belo Horizonte, “comprou” cerca de 40 veículos, todos revendidos a receptadores.
A polícia conseguiu identificar seis carros, que devem estar circulando pelas ruas da cidade. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) já foi informado. Com a quadrilha também foi apreendido um carro com placa clonada.
A polícia ainda está à procura de mais três suspeitos de participação no golpe, entre eles João Batista de Oliveira Pinto, conhecido como “JB”, apontado como líder da quadrilha.
Todos os suspeitos tinham passagem pela polícia por crimes diversos, incluindo roubo. Cada um pode pegar até 45 anos de prisão por estelionato, receptação, formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e clonagem de placas. Eles foram encaminhados para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) no Bairro São Cristóvão.