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Renato Cobucci
Rosira Jesus: informações desencontradas sobre corpo de Welbert Cardoso
Não bastasse a dor de ter tido o sobrinho morto a tiros na noite de sexta-feira (12) em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a funcionária pública Rosira Maria de Jesus levou quase 12 horas para saber para onde o corpo de Welbert Cardoso de Oliveira, 17 anos, teria sido levado depois de periciado e removido pelo rabecão. “O motorista me deu o cartão da funerária, como indicação, e o telefone do IML, e disse que poderia ligar às 7 horas para saber sobre a liberação”, contou Rosira.
Porém, ao entrar em contato com o Posto Médico Legal de Betim às 7h20 deste sábado (13), a funcionária pública recebeu a informação de que nenhum corpo teria dado entrada no local. Ela ligou para o Instituto Médico Legal (IML) da capital para saber se ele teria sido levado para lá, sem sucesso. “O jeito foi ligar para a funerária indicada pelo agente do rabecão. A gerente me disse que desde às 18h30 de ontem (sexta-feira, 12) não recebia nenhum corpo”, disse.
Foi essa mesma gerente da funerária que informou, por volta de 11h40, que o corpo da vítima estava sendo necropsiado em Betim. “Uma pessoa que trabalha numa outra funerária descobriu que o corpo estava desde 9h52 em Betim, e tinha saído do IML de BH já com a documentação certinha. Liguei e informaram que realmente tinha um corpo lá, mas não sabia de quem era. Dá para entender?”, questionou Rosira.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, antes de seguir para a necropsia em Betim, o corpo teve que ser levado para BH para o exame de raio-x pela manhã. Porém, a corporação não soube informar onde Welbert teria ficado a madrugada inteira. A polícia garantiu que vai investigar as denúncias dos familiares de Welbert e que a indicação de funerárias não é uma prática aceita pelo órgão.
A polícia acredita que Welbert tenha sido vítima de um crime passional. Ele foi abordado pelo assassino quando saía da Escola Estadual Antônio Augusto Ribeiro, no Bairro Paulo Camilo I, por volta das 22 horas. O suspeito de ter atirado cinco vezes contra o estudante, que também era estagiário da Secretaria Municipal de Esportes de Betim, seria um traficante e ex-namorado da atual namorada da vítima. O suspeito não foi localizado até o início da tarde de deste sábado (13).