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Homero Gottardello
Defeito nas rodas traseiras do Stilo teria provocado acidentes
O recall do Stilo, da Fiat Automóveis, terá início no próximo dia 18 e vai atingir 52.474 unidades no país, de acordo com a assessoria de imprensa da montadora. A partir desta data, os proprietários poderão procurar as concessionárias da Fiat.
O recall será para os carros fabricados entre 13 de abril de 2004 e 9 de março de 2010, sem ABS. Os chassis têm número de série de 3025720 a 3098841. Nos respectivos veículos, os cubos das rodas traseiras, fabricados em ferro fundido, deverão ser substituídos por peças em aço forjado.
O serviço é gratuito e deverá ser agendado nas concessionárias ou oficinas assistenciais Fiat. Em caso de dúvida, o cliente deve entrar em contato com a Central de Relacionamento Fiat, por meio do telefone 0800 707 1000 ou ainda pelo site da montadora, que tem sede em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
No início desta semana, o Ministério da Justiça multou a montadora em R$ 3 milhões devido a um defeito nas rodas do Stilo que teria causado acidentes e não foi solucionado pela Fiat. O Governo determinou que a montadora faça o recall imediato dos automóveis.
O presidente da montadora, Cledorvino Belini, negou que haja problemas no modelo. “O problema da roda ocorreu em consequência do acidente e não o cubo que gerou o acidente”, disse Belini, após participar de reunião na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), na última terça-feira (9), um dia depois de o Ministério Público ter anunciado a multa.
De acordo com ele, “o produto atende às especificações, não existe o defeito”. “Estamos com todos os testes feitos pelo Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial] e por vários institutos, e essa é a realidade dos fatos”, afirmou.
Para impor a multa à Fiat, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) se amparou em um parecer técnico do Denatran que constatou um defeito no conjunto do cubo da roda do Stilo. O documento foi enviado ao Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (Gepac), que divulgou uma advertência pública sobre os possíveis riscos aos quais a falha expõe os consumidores. Desde o final de 2007, o DPDC, ligado ao Ministério Público, investigava o problema.