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Wellington Pedro/Imprensa MG
José Alencar é recebido pelo governador Aécio Neves no Palácio das Mangabeiras
O vice-presidente da República, José Alencar (PRB), 78 anos, afirmou nesta segunda-feira (8) à tarde, em Belo Horizonte, preferir um cargo no Legislativo do que uma cadeira no Executivo, mas ressaltou que a hipótese de disputar o Palácio da Liberdade não é “inarredável”. Ele também declarou seu voto no governador Aécio Neves (PSDB) caso o tucano dispute o Senado. Cotado para disputar o Governo de Minas e unificar a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas, Alencar condiciona qualquer candidatura nestas eleições à cura de um câncer que ele enfrenta. “Se me perguntarem se sou candidato a alguma coisa, vou dizer que não. Tenho sido muito transparente, estou muito bem. Mas farei exames nos dias 16 e 17 de março para avaliar minha situação de saúde e, antes disso, não tomo nenhuma decisão”, avisou o vice-presidente sobre seu futuro político.
Da base do presidente Lula, são hoje pré-candidatos ao Governo de Minas os ministros de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT), e de Comunicações, Hélio Costa (PMDB), além do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT).
Questionado se apoiaria Aécio em uma eventual reviravolta no quadro político, com a candidatura do tucano mineiro à Presidência da República, o vice-presidente disparou: “Aécio é meu amigo antes de nascer”, em referência às relações que manteve com o avô paterno do governador, Tristão da Cunha. E completou: “Somos presos às circunstâncias, e na hipótese de ele ser candidato ao Senado, tem o meu voto”.
Ao confessar que prefere um cargo no Legislativo a um no Executivo, Alencar disse que não necessariamente disputaria o Senado. Ele afirmou que poderia concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa. “Aprendi com os maiores que não se pode descartar nada. A vida política é muito dinâmica, as coisas podem acontecer de repente que podem leva-lo a uma decisão, então não posso dizer que inarredável não é”, comentou, sobre se desprezava disputar a sucessão do governador Aécio Neves (PSDB), com quem se encontrou no final da tarde desta segunda-feira (8), no Palácio das Mangabeiras. Alencar não deverá comparecer à inauguração da Cidade Administrativa, em 4 de março, mas defendeu a obra.
Sobre sua doença, Alencar afirmou pedir a Deus para “não ficar besta”. Ele pediu humildade para não se tornar arrogante com as manifestações de solidariedade para disputar o Governo. “Se Deus quiser me levar, não precisa de câncer para isso. E se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve.”