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Ricardo Stuckert/ABR
Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, a ministra Dilma e o presidente Lula
ARAUCÁRIA (PR) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu nesta sexta-feira (12) que o Governo tem encontrado dificuldades para unir partidos da base aliada no mesmo palanque em alguns estados para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência da República. “Eu sei perfeitamente que nem sempre é possível realizar nosso desejo, que é o de juntar no mesmo barco todo mundo que a gente respeita e admira. Às vezes, as realidades locais e o histórico de disputas passadas ou presentes falam mais alto”, ponderou.
O prejuízo com a disputa entre legendas aliadas, na visão do presidente, recai sobre a candidatura da ministra Dilma. Por isso, ele sinalizou que a ministra poderá subir em dois palanques em alguns estados. Lula já havia descartado a possibilidade de Dilma ter palanques duplos e chegou a anunciar que não participaria da campanha onde a base aliada estivesse dividida.
No Paraná, por exemplo, a direção do PT rompeu aliança com o governador Roberto Requião (PMDB), para fortalecer a aproximação com o principal desafeto de Requião e pré-candidato ao Governo do Estado, o senador Osmar Dias (PDT).
“Tenho grande admiração pelo companheiro Osmar Dias e, é claro, mantenho o apoio à aliança do PT com o PDT no Paraná”, comentou Lula sobre o assunto, antes de ressaltar que ainda pretende levar a diante a dura missão de unir os três partidos no Estado. “Temos feito um esforço de juntar todos os partidos da base aliada num palanque único em cada estado. Assim, continuaremos a conversar com os partidos da base aliada no Paraná para a consolidação dessa aliança que, do meu ponto de vista, torna os partidos mais fortes e fortalece também a candidatura à Presidência da ministra Dilma”, disse.
O PT no Paraná anunciou, no início do mês, o rompimento da aliança com Requião e entregou todos os cargos de confiança na administração do peemedebista. A relação entre os partidos estava prejudicada diante das frequentes declarações de Requião contra o PT, que procura um palanque forte no Paraná para Dilma.
Em Minas Gerais, outro problema para Lula. PT e PMDB não chegam a um acordo sobre a chapa para concorrer ao Palácio da Liberdade. O PMDB quer indicar o cabeça de chapa, o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Os petistas não querem ceder espaço e ainda precisam definir se o candidato será o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ou o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).