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daniel de cerqueira/aldeia/divulgação
Hélio Costa promete, se eleito, concluir obras importantes para Minas, como o metrô de BH
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a candidata ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) desembarcam hoje em Minas Gerais para fazer campanha para o candidato ao Governo estadual, Hélio Costa (PMDB), em meio a um fogo cruzado. A visita é tema de bate-boca e troca de farpas via imprensa.
Um dia antes de receber o reforço, tido como essencial na campanha peemedebista, Costa partiu para o ataque. À revelia dos conselhos do marqueteiro Duda Mendonça, ele criticou o ex-governador Aécio Neves e o adversário, governador, Antonio Anastasia, ambos do PSDB. De Aécio, o candidato ao Palácio Tiradentes disse que ele não tratou Lula como deveria. Costa alega que o presidente sempre manteve um bom relacionamento com o tucano “como se fosse um governador do PT”. “Ele devia ter tratado o Lula como um presidente do PSDB”, atacou.
Costa também acusou o ex-governador de trazer pessoas de fora do Estado para preencher os cargos de primeiro escalão. “Para governar eles foram lá fora buscar todos os auxiliares. O secretário de Meio Ambiente veio do Rio de Janeiro ou de Brasília, não sei. O presidente da Copasa veio de São Paulo. O presidente da Cemig veio de Alagoas. A secretária do governador veio do Rio de Janeiro. Isso é um desrespeito”, continuou Costa.
A declaração foi uma resposta à polêmica que causou a visita de Lula hoje a Minas. Aécio têm dito que os “mineiros não precisam de gente de fora”, em uma referência ao reforço que Lula dá a Costa na campanha regional. Apesar de ter criticado o ex-governador tucano, o candidato do PMDB ao Palácio Tiradentes disse que a troca de farpas é em função do processo eleitoral.
Costa prometeu perdoar o tucano tão logo o pleito chegue ao fim. “Em campanha a gente tem que perdoar tudo. Faltam só 20 dias. Daqui a 20 dias a gente conversa de novo”, respondeu quando questionado sobre as críticas que Aécio tem feito a ele.
Aproveitando o mote da visita presidencial, o candidato do PMDB prometeu até obras federais para o Estado. Segundo Hélio Costa, a ampliação do metrô de Belo Horizonte e o rodoanel da capital vão sair do papel apenas se ele for eleito. “Se eu for eleito governador, metrô sai, o rodoanel sai. Esta é que a diferença”, salientou. O peemedebista acusa o governo estadual de não ter tido interesse em realizar as obras. “Dinheiro não faltou”, disse.
Costa confirmou a informação do HOJE EM DIA, de que vai utilizar telemarketing com Lula. Mas o peemedebista não explicou se a mensagem foi gravada pelo presidente ou se foi usada uma declaração antiga. A ideia é ligar para cerca de 4 milhões de usuários de telefonia fixa.