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Jose Luis Magana/Greenpeace/AFP
Mais de 40 pelicanos vítimas da maré negra, foram recolhidos por veterinários
Infelizmente, a imagem de pelicanos cobertos por óleo não é propriamente uma novidade. Nos últimos anos, vazamentos acabam afetando não só essa, mas uma série de aves aquáticas, muitas das quais morrem. Tartarugas e peixes também estão no rol de vítimas de acidentes, como o ocorrido no dia 20 de abril, quando uma plataforma da British Petroleum explodiu, afundando a 1.500 Km de profundidade, naquele que foi considerado o pior vazamento de petróleo da história dos EUA, a chamada maré negra.
A gente descobriu que, até agora, mais de 40 pelicanos de Queen Bess Island, na Luisiana, vítimas da maré negra, foram recolhidos pelos veterinários. O local era uma espécie de santuário e é a primeira vez que tantos pássaros são afetados simultaneamente. A limpeza não é nada simples. Recolhido, ele precisa de descanso e boa alimentação.
Quando está menos fragilizado, inicia-se a limpeza, que envolve água (muita água) e escova, além de - acredite! - óleo. Só que de outro tipo, e morno, para “quebrar” as moléculas do que provocou o dano. O pelicano ainda fica um tempo descansando, até se recuperar. A chance de sobrevivência é de 50 a 70%.
A colônia de Bess Island tem um valor sentimental para a Luisiana: o pelicano foi reintroduzido no local em 1968, após ter desaparecido, por causa de inseticidas. A ilha, aliás, tem o apelido de “estado pelicano”.
O que a gente conclui é a que a fauna anda sofrendo um bocado. E desnecessariamente!