|
Em média, as companhias instaladas em Minas Gerais, dependentes de peças (partes ou em conjuntos) e insumos importados, trabalham com projeções para um semestre à frente. Tem sido essa a programação, principalmente para o modal aéreo.
Pelo visto, a fase mais aguda da atual crise da zona do euro, na Europa, a partir de julho, não afetou o fluxo de compra dos importadores e exportadores mineiros das cargas aéreas. O volume de mercadorias importadas e exportadas registrado no Terminal de Cargas Internacionais do Aeroporto de Confins, em 2011, somou 26 mil toneladas e foi 36,8% superior em comparação com 2010.
No ano passado, partindo de Miami (EUA), Confins recebeu 57 voos. Mas parte das cargas desembaraçadas na aduana local desembarcaram em outros aeroportos e completaram o destino por via rodoviária. O gerente de Cargas da Infraero, em Confins, André Felipe Ogg, explica que a opção das empresas pela troca de aduana para a internação das encomendas se deve ao enorme volume operado em terminais do desembarque. "Aqui, em Confins,70% das cargas são desembaraçadas em até quatro dias úteis", informou.
Os voos semanais dos cargueiros que aterrissam em Confins, de boeings 767-300, têm capacidade máxima para 50 toneladas e, em média, transportaram 35 toneladas. O aeroporto, diz o gerente, pode receber cargueiros para até 120 toneladas, o boeing 747-400.
O passeio pelos EUA
Um fato curioso nas operações de cargas internacionais em Confins é que os aviões que decolam de Miami trazem, também, cargas originadas da Europa e outras partes. "Elas são despachadas para América do Norte e embarcadas para Confins", observou André Ogg. Ele acredita que esse passeio das cargas pode ser uma "questão de logística do importador", combinada com custos.
A média, no período 2009-2010, do volume de cargas internacionais em Confins, apresentou crescimento de 30%. No ano passado, explicou o gerente, em metragem, a ocupação das aeronaves poderá não ter representado tanto, mas no volume sim. Ele ainda não tem a projeção para 2012, mas não está descartado os reflexos da crise na Europa.
Correios
Cresce a reclamação de empresas contra furtos nas encomendas despachadas pela estatal federal ECT - Empresa de Correios e Telégrafos, os Correios. Uma usuária, de Belo Horizonte, despachou, recentemente, para o Mato Grosso encomendas em duas modalidades: com e sem seguro. A não segurada foi violada e furtada em parte dos equipamentos - câmeras.
Copersucar
Em setembro, em função da crise mundial, o Conselho de Administração da Copersucar optou por abortar uma chamada de capital, via lançamento de ações, para captar até R$ 2,7 bilhões. O principal dessa captação, ao redor de R$ 2 bilhões, seria destinado, ao longo de cinco anos, à ampliação da produção de açúcar e álcool.
Revendo
A quarentena no lançamento valeria por dois anos. Porém, ao longo da semana, bancos que operam carteiras no segmento sucroalcooleiro admitiam que a Copersucar poderá abreviar a retomada do propósito da captação via mercado de ações.
No BNDES
Para este ano, a usina planejou investimentos em infraestrutura de logística da ordem de R$ 300 milhões, com expectativa de financiar 70% em linhas do BNDES.
Hexcel
A Hexcel Corporation, fabricante e fornecedora de tecnologia de colmeia de núcleo, materiais compostos de alta resistência e leveza para estrutura de aeronaves e lâminas, foi convidada pela Sikrosky Aircraft Corp (subsidiária da United Technologies Corp), para participar do projeto do mais avançado helicóptero militar em desenvolvimento, o S-97 Raider. A Hexcel é líder em fabricação de compósitos de alto desempenho estrutural e foi contratada via suas controladas HexPly Hexcel e HexWeb.
Velocidade
O primeiro voo do S-97 está previsto para 2014. O programa Raider teve seu ponto alto em setembro de 2010 com o X2, que alcançou velocidade de voo superior a 250 nós. De acordo com a Sikorsky, foi o dobro da velocidade média de cruzeiro de um helicóptero convencional.
BHTrans
Por volta das 8h30 de quarta-feira, em frente à construção de um hotel na Zona Sul, dois "inspetores" (Procópio e Cabral) da BHTrans, estatal municipal de Belo Horizonte, acompanhavam a fiscalização de um soldado do Batalhão de Trânsito da PM. Os representantes da BHTrans estavam ali com o propósito de multar caminhões estacionados com insumos para a obra.
Nada mudou
A BHTrans foi proibida pela Justiça de aplicar multas, por ser uma empresa. Porém, pelo que se vê, diariamente, nas ruas, manteve a prática pela via indireta: seus funcionários dão carona e orientação aos aplicadores das multas, os PMs e integrantes da Guarda Municipal.
Rotina
Em frente ao futuro hotel, o soldado da PM apenas ouvia os "inspetores" apontarem infrações ao pessoal da obra. Ao final da ação, os três saíram na viatura da BHTrans placa KJG-4485. Ontem, às 9h40, em frente ao número 1.758 da Rua Rio de Janeiro, outra viatura (KFG-4615) da estatal da Prefeitura, tinha dois "inspetores" e um soldado da PM.
É legal
Perguntar ao Ministério Público, autor da ação que retirou (em tese) o bloco de multas da estatal, não ofende: onde está a diferença, para a situação anterior, se a BHTrans continua com enorme contingente nas ruas empenhado exclusivamente em buscar veículos cujos proprietários serão multados? E, é legal?
| .Histórico |