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Com a realização da cúpula Rio+20, ou Cúpula da Terra, em junho, no Rio, que tentará avançar alguns capítulos na sustentabilidade do planeta, entidades econômicas do país se esforçam para apressar a votação do texto do novo Código Florestal. O evento marcará, também, os 20 anos da realização da Eco-92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD).
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), por exemplo, em seu informe, diz que "intensificou a articulação política em defesa da aprovação definitiva do novo Código Florestal". Embora admita que houve avanços no Senado, destaca que comunicou ao novo relator do Projeto de Lei 1.876/99, na Câmara dos Deputados, Paulo Piau (MG), detalhes que as cooperativas entendem que "precisam ser aprimorados".
"Somos totalmente favoráveis à produção com sustentabilidade", afirma o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. Mas os ruralistas cooperativados querem retirar a fixação da metragem mínima obrigatória de recomposição de Área de Preservação Permanente (APP) em áreas rurais consolidadas. A entidade pede votação para o início de março.
Canteiro da Coca-Cola
O pessoal da Femsa Brasil, subsidiária da multinacional Fomento Econômico Mexicano S.A (Femsa), maior engarrafador Coca-Cola da America Latina, está atento aos movimentos do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, em Itabirito. Preocupam a empresa prováveis exigências trabalhistas que a entidade da categoria possa apresentar e que tenham desdobramentos com reflexos no cronograma de instalação da fábrica no município.
O investimento da Femsa foi estimado em R$ 250 milhões (dezembro/2011). O projeto será dimensionado para engarrafar 2,1 bilhões de litros de refrigerantes por ano (o maior equipamento engarrafador do planeta) e deverá ser concluído no próximo ano. Neste período de obras, será um dos maiores canteiros da região, com 800 a mil trabalhadores. A parte da engenharia civil começou a ser executada no mês passado.
Magna
No final de 2011, a metalúrgica do setor de autopeças Magna, do Canadá, adquiriu, via a subsidiária Cosm a International, os ativos da ThyssenKrupp Automotive Systems Industrial do Brasil (TKASB), do mesmo segmento e pertencente à Thyssenkrupp Automotive Systems. A TKASB operava quatro unidades no país: Ibirité (MG), São José dos Pinhais (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Camaçari (BA).
Mais incentivos
Mas a Magna não comprou somente ativos. Para as unidades de Minas e da Bahia, terá de recorrer aos governos locais por mais incentivos. As fábricas brasileiras que eram da TKASB são fornecedoras das montadoras Ford, Fiat, Renault-Nissan, Honda e PSA.
Divinópolis
O Sindicato da Indústria do Vestuário de Divinópolis (Sindvesd) realizará, de 6 a 10 de março, a Fashion MIX 2012. O evento funciona como vitrine para negócios de moda, estilo, beleza, entretenimento, gastronomia, artesanato, tecnologia e ecologia, é o que garante a organização.
Ferrovias
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) receberá, até 12 de fevereiro, sugestões à Consulta Pública Nº 001/2012, aberta dia 9, referente à Resolução nº 3.705, de 10/08/2011 - Processo de Revisão Tarifária das Concessionárias de Serviço Público de Transporte Ferroviário de Cargas no Brasil. A consulta trata da metodologia utiliza da.
Harley
Daqui a um mês e meio, a norte-americana Harley-Davidson deverá iniciar a operação d a nova fábrica de Manaus, que terá infraestrutura para montagem anual de 5 mil unidades. O projeto foi executado para permitir um crescimento até quatro vezes mais do que o previsto para o start up. A marca pretende transformar, até 2015, o Brasil no terceir o maior mercado fora dos Estados Unidos, revela o superintendente no país, Longino Morawski.
PIB A CONFERIR
Anote aí: economistas pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) projetam crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. Outros economistas conhecidos têm previsões nesse eixo: Mailson da Nóbrega (ex-ministro da Fazenda), crava nos 3,7%; Delfim Netto (ex-ministro da Fazenda, Planejamento e Agricultura), até 3,5%; João Carlos Ferraz (vice do BNDES), menos otimista, zero e 2%; e Rubens Ricupero (ex-ministro da Fazenda), 3,5%.
Melhor em 2008
Em setembro de 2008, ápice da crise financeira global, o Brasil acumulava recursos que o colocavam (no acumulado do exercício) como 5ª opção dos investimentos externos. À frente estavam China, Índia, Estados Unidos e Rússia, de acordo com o levantamento da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento Unctad). Em 2011, com a crise praticamente localizada na Europa, o Brasil caiu para 6ª posição no ranking : Estados (US$ 210,7 bilhões), China (US$ 124 bilhões), Hong Kong (China - US$ 78,2 bilhões), Reino Unido (US$ 77,1 bilhões) e Brasil (US$ 66,6 bilhões).
Leitura
O importante está, às vezes, nas entrelinhas. É para isto que chama atenção o advogado Modesto Carvalhosa, do escritório paulistano Carvalhosa e Eizirik, ao sugerir a leitura da publicação "Obrigações" (Editora Saraiva, 2011), de Paulo Lôbo. "Estas publicações são importantes porque oferecem uma noção dos princípios que regem os contratos. Os contratos hoje não são somente o que foi escrito, é preciso verificar se têm em seu conteúdo os princípios, como o do não enriquecimento ilícito, o da cláusula leonina, do equilíbrio econômico financeiro, por exemplo. Os contratos são permeados, em sua interpretação, por valores que estão no próprio Código Civil. Então, é preciso entender o que está no Código Civil", diz Carvalhosa em resenha para a BM&FBovespa.
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