Em pouco menos de três décadas, o número de motocicletas em circulação no país saltou de 270 mil para mais de 12 milhões. Em 2000, havia no Brasil 37 habitantes por motocicleta. Em 2010, essa relação passou a ser de 12 brasileiros para cada moto. Com um agravante: a maioria dos motociclistas que entra no mercado é jovem, mal treinada e inexperiente.
Nessa mesma proporção, as mortes por acidentes envolvendo motocicletas quase triplicaram em nove anos, passando de 3.744, em 2002, para 10.143, em 2010, quando mais de 40,6 mil brasileiros morreram em acidentes nas ruas e estradas do País e 25% desses acidentes envolviam motos.
Nesse mesmo ritmo, tem crescido o número de acidentes de trânsito, resultando em cirurgias e internações em hospitais de traumatologia, o que vem contribuindo com a elevação das despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento das vítimas da violência do trânsito.
Claro que as motocicletas têm servido de meio de vida para muitos cidadãos de bem, a exemplo de socorristas, mototaxistas e motoboys. Mas, em contrapartida, são os veículos mais utilizados por bandidos em fuga após a prática de homicídios, por conta da facilidade e rapidez no seu deslocamento.
Entre tantas outras coisas que faltam para conter essas tristes estatísticas, falta ao Governo adotar medidas que visem à segurança e ao treinamento dos motociclistas.
Para você, caro internauta, o que seria preciso ser feito para minimizar esse grave problema?
| .Histórico |