André Brant/Hoje em Dia
briga entre cruzeirenses
Cenas de violência foram protagonizadas no entorno do Mineirão após a partida contra o Bahia

O que era para ser comemoração terminou em decepção para a torcida do Cruzeiro. Por causa dos diversos arrastões e brigas ocorridos no entorno do Mineirão, a direção do time celeste e da Polícia Militar foram obrigadas a cancelar a festa prevista para ocorrer após a entrega da taça de campeão do Brasileirão. A confusão protagonizada fora do campo foi realizada por torcedores das organizadas Máfia e Pavilhão. Inicialmente, surgiram rumores de que uma pessoa teria morrido na região da Pampulha em decorrência da confusão. No entanto, a informação foi desmentida pela PM.
 
Segundo o coronel Antônio Carvalho, do Comando de Policiamento Especializado (CPE), a polícia não foi acionada em tempo hábil para fazer a segurança dos mais de 100 mil cruzeirenses que estavam no entorno do Gigante da Pampulha para celebrar o feito do time da Toca. "Evitamos que outras pessoas fossem feridas, como ocorreu com várias que foram apedrejadas. Preferimos dar tranquilidade para que os torcedores possam se retirar do Mineirão e irem para suas casas. A orientação é que a comemoração ocorra em outro lugar, porque aqui está difícil", disse.
 
Conforme ele, a organização da festa, que levou para os arredores do Gigante da Pampulha o maior trio elétrico do mundo e prometeu a distribuição de cem mil latas de cerveja, não seguiu alguns parâmetros de segurança que foram recomendados pela PM. Ainda não há um balanço sobre o número de feridos, já que muitas vítimas estão sendo socorridas por carros particulares. O saldo dos boletins de ocorrências gerados deve ser disponibilizado durante a manhã de segunda-feira (2).
 
Sobre a crítica dos dirigentes do Cruzeiro, de que a PM sabia quem eram os brigões, mas não fez nada para previnir o confronto nesta noite, o coronel foi enfático. "Os dirigentes do Cruzeiro devem perguntar isso para a Justiça, uma vez que isso não compete à PM. A polícia fez sua parte", garantiu.
 
O diretor de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa, reconheceu que as brigas que têm se tornado constantes entre as organizadas do time celeste podem prejudicar o clube. "A situação está insuportável. As famílias têm que poder ir ao estádio". De acordo com ele, as torcidas organizadas, entre elas a Máfia Azul e Pavilhão, não recebem nenhum favorecimento do Cruzeiro, nem ingresso, nem ajuda para viagem.
 
Baderna
 
Cena de guerra foram vistas após a partida entre Cruzeiro e Bahia. Nas avenidas próximas ao Mineirão, placas de sinalização foram quebradas e muito lixo pelas vias. A BHTrans informou que no cruzamento das avenidas Abraão Caram com Antônio Carlos, vândalos apedrejam ônibus que passam pelo local.
 
Reincidente
 
Por conta de uma briga entre essas duas organizadas no clássico contra o Atlético, o Cruzeiro perdeu dois mandos de campo. Cumpriu o primeiro e terá que começar o Brasileirão do ano que vem jogando longe de Belo Horizonte.
 
Atualizada às 21h27