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A presidente Dilma Rousseff lamentou, por meio de sua conta na rede social Twitter, o episódio de racismo contra o volante Tinga, do Cruzeiro, na derrota da sua equipe para o Real Garcilaso, do Peru, por 2 a 1, na noite de quarta-feira, em Huancayo, pelo Grupo 5 da Copa Libertadores.

"Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem, no Peru. Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso hoje o Brasil inteiro está fechado com Tinga", disse a presidente, em uma série de cinco posts, publicados na manhã desta quinta-feira, logo antes de receber uma comissão de representantes do MST no Palácio do Planalto.

Durante o jogo, a cada vez que Tinga pegava na bola, os torcedores peruanos começavam a imitar sons de macacos. O jogador, que entrou no segundo tempo da derrota do Cruzeiro por 2 a 1, disse depois que demorou a identificar as manifestações de racismo e que nunca tinha passado por isso, mesmo em quatro anos jogando na Europa. "Acertei com a ONU e a Fifa que a nossa 'Copa Das Copas' também será a 'Copa Contra o Racismo'. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", afirmou Dilma.

O ato racista dos torcedores do Real Garcilaso provocou manifestações indignadas de outras pessoas envolvidas com o futebol, como o presidente do Atlético Mineiro, maior rival do Cruzeiro, Alexandre Kalil. "Racismo na Libertadores? Me tiraram o prazer da derrota do Cruzeiro. Lamentável!", escreveu o dirigente.