De boné amarelo com o nome do Brasil, Oscar Schmidt fez na noite desta terça-feira a sua primeira aparição pública após a revelação de que sua luta contra o câncer continua. Ele passou por uma cirurgia em 30 de abril, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a retirada de um tumor no cérebro, e ficou cinco dias internado.

Na noite desta terça-feira, o ídolo do basquete brasileiro voltou às suas atividades como palestrante, ao falar sobre liderança na FAAP - ele havia cancelado cinco compromissos por causa da operação. Oscar afirmou que a palestra foi seu grande teste. Por causa da reação à quimioterapia e radioterapia, ele tem sentido enjoos e está tomando medicamentos para dormir.

"Estou fazendo o tratamento e espero que resolva. Se não resolver, paciência, minha vida foi muito boa", disse o ex-jogador de 55 anos, que já havia sido operado em maio de 2011, quando o problema se manifestou pela primeira vez. "Ele (o tumor) veio de novo e, desta vez, veio malvado."

Em uma escala de 1 a 4, atribuída a agressividade de um tumor, o nódulo retirado recentemente, de 3mm, era de grau três. O primeiro, apesar de maior (6cm), tinha grau dois.

Com bom humor, o ex-jogador disse que "espera viver até setembro", para participar da cerimônia de entrada no Hall da Fama do Basquete nos Estados Unidos - ele já faz parte, desde 2010, do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba). O evento será em Springfield (EUA), entre os dias 6 e 8 daquele mês.

Segundo neurocirurgião Marcos de Queiroz Teles Gomes, responsável pelo tratamento do ex-jogador, Oscar pode viver muitos anos com qualidade de vida e sem danos das funções cerebrais. A aplicação de radioterapia e quimioterapia está prevista por cinco semanas, sendo que o paciente vai se submeter a ela pelo prazo que seu organismo tolerar. "Daqui a cinco ou seis meses teremos uma noção da resposta que o organismo dará ao tratamento", disse o médico. As sessões serão realizadas de segunda a sexta-feira e, se o organismo dele tolerar, aos finais de semana.