Wesley Rodrigues/Hoje em Dia
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O sistema de transporte rápido operá como teste a partir de sábado

Com o prazo apertado e muitas pendências, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou na tarde desta quarta-feira (12) que a inauguração da operação completa do Move/BRT foi adiada. Agora, o previsto é que o sistema de transporte rápido só comece a funcionar em maio deste ano, em vez do próximo sábado (15). Até o novo prazo, o Move/BRT será operado apenas para testes, como de ultrapassagem, abertura de porta, aproximação e saída de estações, transferências, procedimentos de validação de cartão eletrônico, ajustes padrões de controle eletrônico de viagens/velocidade, entre outros.
 
Durante coletiva de imprensa, representantes da BHTrans, empresa que administra o trânsito na capital mineira, informaram que o início da operação comercial no bairro São Gabriel, região Nordeste de BH, começa no dia 8 de março. Já na Pampulha e Venda Nova/Vilarinho só em abril e maio, respectivamente.
 
Ao todo, o Move/BRT conta com 163 ônibus no São Gabriel, Pampulha 181 e  Venda Nova/Vilarinho 98. A frota completa, incluindo ônibus reservas, tem 428 veículos.
 
Nessa terça-feira (11), o Hoje em Dia percorreu todas as estações de transferência instaladas no corredor e constatou o que os órgãos públicos evitam admitir: as obras estão inacabadas e ainda há tanta coisa para ser feita que era nítido que os trabalhos não fossem terminados em apenas três dias.
 
Das nove estações (cada uma com três ou quatro módulos) que vão do bairro São Gabriel, na região Nordeste, ao Sagrada Família, na região Leste, apenas uma parecia estar pronta para a inauguração. A plataforma União era a única que já tem a identificação do nome colado nas portas de vidro, painéis com informações sobre os ônibus que passarão por lá, extintor de incêndio instalado e câmera externa para monitoramento de pessoas que tentarem acessar a plataforma sem pagar o bilhete. Porém, mesmo adiantada em relação às demais, a passarela que permitirá aos usuários entrarem na plataforma ainda não foi concluída.
 
Nos outros locais, a situação é mais preocupante. Há estações onde a instalação elétrica não foi finalizada, outras que estão sem portas, rampas de acesso entre os módulos incompletas ou passarelas que só começaram a ser construídas recentemente. Como a que está sendo levantada próxima à rua Oswaldo Ferraz, no Sagrada Família. Lá, os operários estão terminando a fundação para a estrutura da passagem elevada. “Nem com reforço ou R$ 1 milhão isso fica pronto nos próximos dias. Temos trabalho para mais de um mês. E se mandarem correr, fica mal feito e terão o mesmo problema que aconteceu na Pedro I”, disse um operário, referindo-se ao viaduto que cedeu cerca de 30 centímetros, na Pampulha. 
 
Atualizada às 15h00.

 

 

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