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Orion Teixeira
Orion Teixeira
orionteixeira@hojeemdia.com.br
  

Embora tenha concluído a reforma parcial do governo, com a troca de Antônio Jorge por Alexandre Silveira na Saúde, no último dia 15, o governador Antonio Anastasia (PSDB) pretende exonerar todo o secretariado ao deixar o cargo no próximo dia 31 de março. A medida é tratada como gesto de desprendimento e de cooperação com o sucessor, o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que assumirá o governo com a desincompatibilização do titular.

Anastasia deixa o cargo com dupla missão: coordenar o plano de governo do pré-candidato presidencial Aécio Neves (PSDB) e ser candidato ao Senado. Os cinco secretários que são deputados já deixarão o cargo para disputar a reeleição. Já os outros, de perfil mais técnico, poderão ser ou não reconduzidos por Alberto.

As mudanças feitas até o momento tiveram foco político, em função dos entendimentos para a próxima disputa eleitoral. Estão fechados com o PSDB os mesmos partidos que, nos últimos 11 anos, deram sustentação ao governo. À exceção do PSB do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que pode ficar fora do chapão, já confirmaram presença 13 partidos: PTB, PDT, PP, SDD, PR, PV, DEM, PTC, PSC, PTdoB, PMN, PEN e PPS. O PSB quer estar junto, mas, por orientação nacional, já que vai disputar a sucessão presidencial, poderá ter candidato a governador, que não seria Marcio Lacerda. O PSD é outro aliado regional, que, se não tiver veto nacional, vai aderir.

Festa para Pimenta

O comando político do PSDB e aliados já definiram o dia do mês que vem no qual o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, anunciará o nome do candidato a governador do grupo. Não será um burocrático ato partidário. Está prevista até uma festa, do mesmo tamanho daquela que fizeram para anunciar o retorno do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) à política mineira.

Nesse dia, não será lançado o nome do candidato a vice, embora todos saibam, até os adversários, que será o presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PP). Com Anastasia ao Senado, a chapa governista está fechada.

Os aliados abriram 2014 com essa convicção e já estão no interior, cuidando da própria reeleição, “a mais importante para eles”, o que depende, claro, do bom desempenho do candidato a governador deles. Isso vale para a oposição também.

Por mais que um e outro façam suspense, em ambos os lados, no campo da oposição, também já é sabido que o candidato será o petista Fernando Pimentel (atual ministro do Desenvolvimento), que terá como vice o peemedebista Antônio Andrade (atual ministro da Agricultura). Ainda ontem, em Montes Claros (Norte), onde levou máquinas agrícolas para prefeituras, Pimentel confirmou o acerto com o PMDB, mas admitiu que, se não der certo no primeiro turno, no segundo, será inevitável. Com os pés fincados no chão, os deputados peemedebistas estão convencidos de que suas reeleições ficam mais asseguradas se estiverem aliados ao PT.
 

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