Dione Afonso
Antônio Altair Queiroz
Com um pé fraturado, Antônio Altair Queiroz teve de recorrer à intervenção policial

MONTES CLAROS – A Polícia Militar lavrou oito boletins de ocorrências no hospital Aroldo Tourinho e na Santa Casa de Montes Claros durante o feriadão de Carnaval. Pacientes reclamaram da falta de atendimento por causa de ausência de médicos, enquanto funcionários se queixavam de ameaças de usuários das unidades.

A Santa Casa chegou a suspender o atendimento no Pronto-Socorro, sob a alegação de superlotação. Porém, depois da chegada dos policiais, o atendimento foi retomado. Um paciente chegou a ameaçar matar funcionários.

Os boletins foram lavrados desde sexta-feira (8), a partir das 16h57, terminando na terça-feira (12), às 14h17. O primeiro caso ocorreu no Hospital Aroldo Tourinho, e o último, na Santa Casa. Edilon Altair de Queiroz chamou a polícia depois que seu pai, Antônio Altair, ficou sete horas com o pé direito rasgado e fraturado devido a acidente de moto. Ele foi aos hospitais Aroldo Tourinho, Santa Casa e Universitário. Só com a presença da PM seu pai foi atendido às 20h30.

Renilson Alves Gonçalves também acionou a PM depois que sua sogra, Renilda Soares do Carmo, apresentava dores no estômago e não foi atendida na Santa Casa. Ela deu entrada às 12 horas, mas só às 21 horas conseguiu ser internada no Hospital Aroldo Tourinho. Renilda chegou a passar pelo Hospital Municipal.

O provedor do Hospital Aroldo Tourinho, Paulo César Almeida, alegou que um cardiologista deixou de cumprir a escala de trabalho no sábado e será questionado pela direção. Ele explicou que a ausência do profissional não causou nenhum problema grave, pois havia outros de clínica geral, pediatria e ortopedia para suprir as necessidades.