Flávio Tavares/Hoje em Dia
Trabalho honesto – Equatorianos cantam e tocam instrumentos típicos em um dos quarteirões
Trabalho honesto – Equatorianos cantam e tocam instrumentos típicos em um dos quarteirões

Falsas receitas médicas na rua dos Carijós. Venda de celular, relógio e correntes de ouro roubados no outro lado da Afonso Pena. Consumo e venda de droga na rua Rio de Janeiro. O crime parece ter loteado a área da Praça 7, no Centro de Belo Horizonte.

Cada quarteirão fechado reserva características próprias. No da rua dos Carijós, adornado por uma plataforma parecida com uma estação ferroviária, as pessoas ficam ali, estiradas, bem à vontade. “Naquele trecho se encontram pessoas que vendem receitas e atestados médicos”, denuncia um jovem, que disse se chamar Ricardo.

Atravessando a avenida Afonso Pena, em outro quarteirão fechado – ainda na rua dos Carijós – há um tipo de “esquina dos aflitos”. Uma das cenas mais comuns é a comercialização de celular, relógio, corrente de ouro, anel, tudo de procedência duvidosa. A reportagem presenciou diversas transações do tipo. Aonde tiver uma roda de gente, pode saber: algum desses objetos está sendo vendido.

Nos quarteirões fechados da rua Rio de Janeiro, de um lado estão os hippies e agregados, que, invariavelmente, fumam o que parece ser maconha, sem incomodar a polícia. Do outro lado, ficam os jogadores de dama. São 14 tabuleiros. Dos quatro quarteirões, esse mostra-se o mais tranquilo.

Modalidades

O comércio também tem identidade própria em cada “setor” da Praça 7. O “quarteirão do ouro”, onde pessoas anunciam o metal precioso, é o da rua Rio de Janeiro.

No quarteirão da rua Carijós, ao lado da UAI, fica a maioria dos agenciadores dos fotógrafos. Eles disputam interessados em tirar retrato para documentos.

Do outro lado da rua dos Carijós, no Pataxó, há venda e receptação dos mais diversos objetos furtados, além do jogo do bicho.Tudo às claras.

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