Carlos Rhienck/Hoje em Dia
Guardas municipais em greve fecham a avenida Afonso Pena- Carlos Rhienck/Hoje em Dia
Guardas municipais em greve fecharam a avenida Afonso Pena, em frente á Prefeitura de BH

A greve geral dos guardas municipais, decidida nesta quinta-feira (25) em assembleia da categoria, levou a Prefeitura de Belo Horizonte a decretar situação de emergência no município.

O decreto será publicado nesta sexta-feira (26) no Diário Oficial do Município (DOM). A medida permite à PBH adotar medidas extraordinárias para o atendimento das necessidades da população, uma vez que a segurança das pessoas e dos bens e serviços públicos municipais estão ameaçados.

Entre as medidas que podem ser adotadas está a contratação de pessoal, em regime de urgência, para os locais onde os guardas municipais deveriam atuar. A situação de emergência valerá até que os serviços estejam normalizados.

Protesto para o Centro

Na manhã e tarde desta quinta-feira, pouco mais de mil guardas municipais decidiram por uma greve geral e saíram em passeata, fechando ruas e avenidas e provocando grandes congestionamentos no Centro da capital

Os manifestantes chegaram a fechar pistas das avenidas Amazonas e Afonso Pena e fizeram apitaço em frente à PBH. Os profissionais reivindicam um reajuste salarial, permissão para o uso de armas, adicional de risco de 30%, e outras melhorias nas condições de trabalho.

A PBH, por meio de nota, explicou que de 2007 a 2012, foi concedido um reajuste de 83,75% para os guardas municipais, sendo que a inflação acumulada no mesmo período foi de 39,83%.

Em março deste ano foi aprovado o aumento de 13,92% sobre o vencimento base dos guardas municipais, considerando o valor aplicado antes da implantação do Plano de Carreira, com pagamento retroativo a janeiro de 2013. Foi garantido o pagamento de abono individual no valor de R$ 1.148,13.

Quanto ao armamento, um projeto está em tramitação na Câmara Municipal, atendendo ao Estatuto do Desarmamento.