Belo Horizonte também viveu uma tragédia semelhante em 24 de novembro de 2001, quando o  Canecão Mineiro pegou fogo, deixando um saldo de sete mortos e mais de 300 feridos.

A casa de shows, localizada na avenida dos Andradas, no bairro Barro Preto, região Centro-Sul,  estava com superlotação, quando começou uma cascata de fogos de artifício promovida pela banda de pagode que iria se apresentar. As faíscas atingiram o teto, feito de material inflamável, dando início ao incêndio, como ocorreu neste domingo (27), na boite Kiss, em Santa Maria (RS).

Começou um grande tumulto e correria, com os clientes tentando sair do local devido ao fogo e fumaça, mas os seguranças fecharam as portas do Canecão Mineiro, impedindo a saída. Muitas pessoas foram pisoteadas ou morreram por asfixia devido à inalação por fumaça.

O processo criminal  concluiu que o estabelecimento estava irregular e não possuia alvará de funcionamento.  Foram condenados o dono do estabelecimento, do produtor do evento daquele dia e de dois músicos da banda. Segundo o inquérito remetido à justiça, os indiciados agiram com negligência ou imprudência, dependendo do caso.

Em 2011, a Prefeitura de Belo Horizonte foi condenada a pagar R$ 262 mil a uma das vítimas, a comerciária Gisele Aparecida de Oliveira Silva, única até esta data a receber indenização em 12 anos do fato.