Raul Santos/Divulgação
animal morto por onça
Onça vem abatendo animais na região

GOVERNADOR VALADARES – A Polícia Militar do Meio Ambiente (PMMA), começou, nesta sexta-feira (28), a rastrear a zona rural do distrito Baguari, em Governador Valadares, à procura de uma onça que vem matando animais e aterrorizando moradores. Somente em uma propriedade 30 cabeças, entre carneiros, pôneis e uma égua, foram mortos. A onça pode estar com filhotes.

“Vamos nos reunir à tarde para decidir a forma de capturar o animal com segurança”, diz o sargento Adelvar Murta. Os ataques estão concentrados na região do Córrego Corta Joelho, que tem fazendas e sítios. O último ataque aconteceu há 15 dias. O produtor rural Nivaldo Chagas, o “Guará”, de 47 anos, viu a onça. Ele descreve um animal pardo, gordo e tamanho semelhante ao de um cão da raça fila, adulto.

Para ver a onça, passou a noite dentro de um curral eletrificado, o mesmo onde os carneiros que cria estão sendo colocados, todas as noites. Antes os animais ficavam soltos no pasto arrendado. “Perdi 13 carneiros, prejuízo que chega a R$ 15 mil. Precisam capturar logo esse bicho”, aconselhou. Na Fazenda Moça Bonita, a onça matou um cavalo da raça Mangalarga Marchador avaliado em R$ 20 mil. “A preocupação é com a nossa vida”, diz o proprietário, Adauto Eduardo Cardoso, de 20 anos.

A professora Edilene dos Santos, de 44 anos, conta que a onça foi vista também pelo marido no “Rancho RS”. E revela que há pelo menos dois anos a onça vem atacando a criação, embora as reclamações tenham aumentado nos últimos 15 dias. “Perdemos umas 30 cabeças, entre carneiros, pôneis”, calcula. Foi a doméstica Poliana Reis, de 29 anos, quem levantou a possibilidade dela estar com filhotes.

“Estava deitada num tronco de árvore e os dois filhotes em outros. Tremi da cabeça aos pés, mas não corri. Aumentei os passos e só depois fiquei em choque. Foi o que me salvou”, conta. Reis acredita que mais de um felino adulto esteja atacando os animais na região. “A onça que vi era pintada e não parda. Isso significa que são pelo menos dois animais adultos e dois filhotes”, avisou.

Os moradores de Baguari estão assustados e alguns mudaram os hábitos, como caminhar pela estrada à noite ou início da manhã, desacompanhados. “Meu neto de seis anos costumava vir para cá para andar a cavalo, mas não deixo mais sair da porta de casa”, conta a dona de casa Maria Sebastiana dos Reis, de 50 anos.