Carlos Rhienck/Hoje em Dia
Ouro Preto carnaval
Ouro Preto terá atenção especial das autoridades de segurança pública

As polícias Civil e Militar de Minas Gerais pretendem inibir o consumo de drogas neste Carnaval minando a ação dos traficantes. Começa, nesta sexta-feira (8), um esquema especial e reforçado de vigilância para promover a apreensão de entorpecentes e a prisão de criminosos. As ações serão concentradas nas cidades históricas e em municípios onde a festa também é tradicional.

Segundo o delegado Márcio Lobato, as equipes do Departamento Antidrogas irão atuar em Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Diamantina, São João del-Rei, Pompéu e Abaeté. Outros municípios com grande movimento de turistas também são alvo da polícia.

De acordo com Lobato, apesar do empenho da polícia no combate ao tráfico durante o Carnaval, o setor de inteligência do departamento já havia apontado avanço contínuo da ação dos criminosos nessas cidades.

No ano passado, segundo o Armazém de Dados da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), foram redigidas, na capital, 9.935 ocorrências de apreensões de drogas, além de outras 7.517 nos demais municípios da região metropolitana.

POMPÉU

Em Pompéu, na região Central, a polícia percebe, no decorrer dos anos, um crescimento contínuo do número de turistas no Carnaval, muitos de outros Estados, que permanecem na cidade até a terça-feira. Entre eles, segundo uma fonte do setor de inteligência do Departamento Antidrogas, muitas se dedicam a vender entorpecentes enquanto outras viajam para a festa de Momo levando crack, maconha e cocaína próprios.

O delegado Márcio Lobato cita Sete Lagoas, na região Central, como outro destino certo de foliões.á, equipes responsáveis pela vigilância contra o tráfico serão reforçadas. “A polícia trabalha no esquema de reprimir o tráfico de drogas nas cidades turísticas, onde as populações aumentam muito”, justifica Lobato.

CAPITAL

Em Belo Horizonte, embora o Carnaval de rua não tenha tanta tradição, os bailes em clubes são pontos propícios ao tráfico. “São alguns dos pontos de maior incidência, que merecerão atenção especial, onde uma droga muito consumida é o ecstasy”, diz o delegado.

No ano passado, apenas o Departamento Antidrogas apreendeu mais de uma tonelada de maconha, 332 kg de cocaína e crack, 2.310 comprimidos de ecstasy e 2,5 kg de haxixe.