Reprodução/Arquivo Pessoal
Patrícia Accioli
Juíza foi executada com 21 tiros quando chegava em casa à noite, no município de Niterói

RIO DE JANEIRO - O Tribunal do Júri de Niterói (RJ) condenou a 36 anos de prisão o tenente da Polícia Militar (PM) Daniel Benitez, acusado de arquitetar a morte da juíza Patrícia Acioli. A magistrada foi assassinada com 21 tiros em de agosto de 2011 quando chegava em casa, após sair do Fórum de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. 
 
O julgamento foi encerrado na noite de sexta-feira (6). Benitez é o primeiro oficial entre os seis PMs condenados por envolvimento no crime. Ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado pela emboscada e pelas circunstâncias do assassinato, além de formação de quadrilha armada. 
 
O PM já cumpria prisão preventiva há mais de um ano. Ele foi transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS) com Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo e apontado como o mandante do crime. Oliveira deve ser julgado em 20 de março de 2014. Outros quatro PMs devem enfrentar o júri em abril. 
 
Durante o julgamento de sexta-feira, duas testemunhas chegaram a dizer que foram ameaçadas por Benitez durante as investigações. O inspetor Ricardo Moreira chegou a chorar no plenário na hora de depor. Ele era investigador da 72º Delegacia de Polícia (São Gonçalo) na época do crime e atua hoje na Delegacia de Homicídios de Niterói. 
 
Antes de Benitez, cinco PMs já tinham sido condenados: Carlos Maciel dos Santos foi sentenciado a 19 anos e seis meses de reclusão, Jefferson Miranda a 26 anos, Jovanis Falcão a 25 anos e seis meses, Junior Cezar Medeiros a 22 anos e seis meses e Sérgio Costa Junior a 21 anos de prisão.