O governo da Malásia iniciou nesta segunda-feira (17) uma nova fase de buscas pelo avião desaparecido há mais de uma semana da Malaysia Airlines. A principal novidade são os novos grupos de investigação em uma ampla faixa da Ásia Central, com a colaboração da Austrália e da França.

"Nos últimos dias estamos tentando recalibrar as buscas", disse o ministro da Defesa, Hishammuddin Hussen. A Malásia solicitou informações dos radares de 26 países envolvidos e está liderando operações em uma área do corredor sul de voo, da Indonésia ao sul do Oceano Índico.

A Austrália vai guiar as operações de buscas em outra área do setor sul, mais próximo ao país do Pacífico. Uma aeronave P3 Órion já faz buscas pela região. Mais dois aviões Órion e um transportador C130 Hércules serão disponibilizados nos próximos dias.

O governo malasiano também está coordenando com outros países - como Laos e Estados Unidos - as buscas no corredor norte, entre Tailândia e a fronteira do Turcomenistão e Cazaquistão. Uma equipe de investigação da França, responsável pelas buscas do Air France que cai em 2009 no maro, vai se juntar às equipes da China, EUA e Reino Unido.

"É muito diferente do caso da Air France. A situação do voo da Malásia é muito mais difícil", disse Jean Paul Troadec, um especialista em investigação de acidentes aéreas da França.

Pilotos

O presidente da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahya, disse nesta segunda-feira que uma investigação inicial indicou que o co-piloto do Boeing desaparecido, Fariq Abdul Hamid, pronunciou as últimas palavras registradas pelos comunicadores: "Tudo bem, boa noite".

A versão oficial é de que a frase foi registrada quando o sistema já estava desligado. Uma das hipóteses é de que um ou ambos os pilotos podem estar envolvidos no desaparecimento da aeronave. Esse detalhe divulgado hoje pode indicar que os pilotos estavam enganando a torre de controle. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.